Jovens

Cristiano Martins Rodrigues

Cristiano Martins Rodrigues pictureAos 16 anos meus pais se separaram, meu pai foi morar em São Paulo e minha mãe ficou no Rio de Janeiro.  Fui morar com meu pai, mas tive problemas de relacionamento com minha madrasta. Ela não me aceitava, foi então que resolvi sair de casa e comecei a viver sozinho em Itaquera. Parei de estudar no segundo ano do Ensino Médio, mas, com a ajuda de Deus, consegui um emprego como auxiliar de exportação em uma empresa multinacional. 

A partir de então, por meio da influência de um colega, comecei a usar maconha e, algum tempo depois, com o dinheiro do trabalho, passei a usar cocaína. Comecei a usar drogas com muita frequência e então deixei de lado as minhas responsabilidades. Passei a faltar no trabalho e fazer as atividades com desleixo até ser demitido no final do ano de 1999.

Sem emprego e sem dinheiro, voltei para o Rio de Janeiro e procurei a companhia da minha mãe. Consegui um trabalho como vendedor de livros da Brasa Britânica, mas voltei ao caminho das drogas, usando quantidades maiores do que eu já havia usado. No Rio, conheci uma garota que frequentava a Igreja Assembleia de Deus. Ela queria sempre o meu melhor e me encaminhou para um centro de recuperação que a igreja mantinha em Senador Camará. Fiquei nove meses internado e lá conheci a Jesus e fui batizado. Depois disso me casei com a jovem que antes era somente minha amiga.

O tempo passou e cai novamente no mundo das drogas. Me divorciei e fui morar em Manaus.  Lá conheci muitos traficantes que me levaram para morar em Guajará-Mirim, divisa com a Bolívia, local aonde eu ia com frequência para comprar droga e trazer para o Brasil. Em uma dessas viagens a “trabalho” fui preso e fiquei 18 meses na cadeia na Bolívia. Dois meses depois que fui solto, voltei para o Rio de Janeiro. Queria me livrar deste vício e foi quando eu conheci uma moça chamada Geisa, nos casamos, voltei a estudar, conclui o Ensino Médio e me especializei em telecomunicações. Trabalhei para várias companhias de comunicação e cheguei a pensar que havia me recuperado totalmente das drogas. Foi quando cai no vício novamente e voltei a ser um dependente químico. Perdi meu trabalho, minha esposa, e voltei a morar pelas ruas do Rio de Janeiro.

Minha mãe frequentava a Igreja Batista há 30 anos e tinha fé de que um dia Deus me livraria do vício. Um dia no hospital minha mãe conheceu Sabina, uma voluntária do projeto Vidas Transformando Vidas, que recomendou esse centro de recuperação. Ela explicou que o projeto era mantido pela ADRA e que os profissionais que trabalhavam lá eram cristãos. Eu poderia ficar até um ano no centro sem pagar nada. Minha mãe viu essa oportunidade como a resposta de Deus às suas orações pela minha recuperação, e prometeu a Sabina que, se eu abandonasse o vício, ela iria conhecer a Igreja Adventista.

Fui encaminhado para o Vida Transformando Vidas. Tinha um bom comportamento, muita disposição de ajudar nos serviços da casa e também auxiliava meus colegas que chegavam. Como técnico de comunicação, fiz a instalação da antena e coloquei a TV Novo Tempo para ser o Canal da Esperança para todos os internos. Graças a Deus, depois de seis meses do início do tratamento, me considero liberto das drogas. Estudei muito a Bíblia, tirei muitas dúvidas com instrutores, recebi muita ajuda psicológica e decidi aceitai a Jesus e me batizar na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Minha mãe se interessou pelo estudo da Bíblia e também se batizou. Depois de tantas mudanças, me reconciliei com minha esposa que também estudou a Bíblia e foi batizada juntamente com a minha filha de 11 anos.

Hoje sou membro da Igreja Adventista. Gosto de pregar e contar o que Deus e o Evangelho fez na minha vida. Louvado seja Deus.         

Cristiano Martins Rodrigues – Cidade do Rio de Janeiro

 

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