Mordomia Cristã

GUIA DIVINO PARA DOAÇÃO – PAGAR OU DEVOLVER O DÍZIMO? | Edição Janeiro

Muitos perguntam: “Quanto devo tentar devolver a Deus?” Jesus disse: “Faça-se-vos conforme a vossa fé” (Mt 9:29). Quanto mais estudamos o assunto da mordomia, mais percebemos que a resposta depende da nossa fé. No entanto, Deus nos deu algumas diretrizes que são muito informativas.

DÍZIMO é o ponto inicial e é “devolvido” primeiro. É “devolvido” porque na verdade é de Deus.

OFERTAS são “dadas”. É somente depois de termos “devolvido” o dízimo que começamos a “dar”.

O Senhor nos pediu: “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro” (Ml 3:10). Deus “exigia um décimo, e isto Ele requer como o mínimo que os seres humanos Lhe devem devolver” (Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 394). “Afora o dízimo, o Senhor requer de nós as primícias de todas as nossas rendas [ofertas sistemáticas/regulares], e isso para que a Sua obra na Terra possa ser amplamente custeada” (Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 384).

Um propósito

Quando damos ofertas, devemos dar com um propósito no coração. Paulo diz: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração” (2Co 9:7), significando que o Senhor espera que algum propósito possa ser estabelecido, uma decisão, um voto sobre dar deve ser tomado, porque os votos nos protegem em tempos de crise (por exemplo, sábado, casamento, etc.). Mas qual deveria ser esse propósito? O que deveria ser proposto a Deus?

 

 

Uma proporção das bênçãos

A Bíblia nos ensina que devemos dar de acordo com nossa capacidade e bênçãos. “cada um oferecerá na proporção em que possa dar, segundo a bênção que o SENHOR, seu Deus, lhe houver concedido” (Dt 16: 17). Isso significa que aqueles que são mais “capazes” ou “abençoados” (por uma renda) devem dar mais; aqueles que são menos “abençoados” devem dar menos; enquanto aqueles que não são “abençoados” (não têm renda), não se espera deles que deem algum coisa! E a razão é porque Deus é sempre o primeiro a dar, e só requer que os dízimos e ofertas sejam devolvidos do que Ele deu antes.

Este último texto (Dt 16:17), juntamente com 1 Coríntios 16:2 (que diz: “conforme a sua prosperidade”), sugere que as nossas ofertas devem ser dadas como uma porcentagem escolhida da bênção. O relato bíblico da viúva pobre também sugere que Deus valoriza as ofertas de acordo com a proporção, e não de acordo com a quantia dada. “Quanto maior o capital confiado, tanto maior a dádiva que Deus requer Lhe seja devolvida” (Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 467).

Como devemos dar?

Sistematicamente: “No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for” (1Co 16:2). O sistema de dízimo e ofertas regulares é baseado em porcentagem. Aqueles que “prosperam” mais, dão mais; aqueles que “prosperam” menos, dão menos; e aqueles que não “prosperam”, não dão nada. A diferença entre dízimos e ofertas em relação a este ponto é que quando se trata de ofertas, Deus dá ao ser humano o privilégio do propósito “em seu coração” (2Co 9:7), para prometer uma porcentagem específica para dar. Quando isso acontece, a doação não é mais controlada por impulso, mas será tão regular quanto as bênçãos de Deus.

Regularmente: Quando uma porcentagem da renda é estabelecida para dar ofertas (veja acima), a regularidade da doação não é mais baseada em emoções, impulsos, projetos e simpatia humana, mas sim em renda – que são as bênçãos de Deus. Neste caso, toda vez que houver uma bênção (renda), deve haver o dízimo (10%) e uma oferta baseada em porcentagem. “Essa questão de dar não é deixada ao impulso. Deus nos deu instrução a esse respeito. Especificou os dízimos e ofertas como sendo a medida de nossa obrigação. E Ele deseja que demos regular e sistematicamente” (Conselhos Sobre Mordomia, p. 50 – ênfase fornecida).

Sacrificalmente: Mas além das ofertas regulares, Deus pode chamar alguém para dar ofertas voluntárias de sacrifício para projetos específicos ou necessidades sazonais, excedendo o que é regularmente dado. “Congregai os meus santos, os que comigo fizeram aliança por meio de sacrifícios” (Sl 50:5). “Vi que muitos mal sabem ainda o que seja abnegação ou sacrifício, ou o que seja sofrer por amor da verdade. Mas ninguém entrará no Céu sem fazer algum sacrifício” (Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p. 126).

Deus, misericordiosamente, exige de nós que retornemos a Ele o dízimo e as ofertas regulares baseadas em porcentagem, como uma maneira de nos ajudar a reconhecer Suas bênçãos e desenvolver gratidão e confiança nEle.

Sua atitude faz a diferença

Tecnicamente, é impossível “pagar” o dízimo. Já é de Deus, então só pode ser “devolvido”. Cem por cento de nossa renda vem de Deus. Ele nos pede para devolver os primeiros 10%, não como uma conta a ser paga, mas como um reconhecimento de que tudo o que temos vem dEle.

O dízimo pertence a Deus

Deus nos diz exatamente quanto o dízimo é (sempre 10%), onde deveria ser entregue (casa  do Tesouro), e como deve ser usado (para apoiar o ministério do evangelho). Ele nos promete “uma maldição se não for devolvido” (Ml 3:8, 9) e uma bênção se o for (Ml 3:10-12).

Por que não ser fiel? Devolva o que é do Senhor.

Artigo compilado por Johnetta B. Flomo, Editora Associada

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