Mordomia Cristã

Visita propícia

A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo. Tiago 1:27

Com 30 anos de casamento, Maria Elena e Ricardo chegaram à cidade de Melo com muitos sonhos e a esperança de serem felizes ao lado da filha Walkiria, seu genro e seus netos. Tudo parecia ir bem até que, repentinamente, devido a um acidente vascular cerebral, seu marido morreu. A ausência dele foi um duro golpe para Maria Elena.

Porém, seu sofrimento não pararia por aí. Walkiria que, raras vezes adoecia, foi levada às pressas a um hospital em Montevidéu. O diagnóstico revelou um problema delicado nos rins. Em seguida, ela foi operada por causa de um problema intestinal e, infelizmente, o pólipo que extraíram era maligno. Esse fato foi ocultado de Maria Elena, para não deixá-la preocupada, mas não havia muito o que fazer. Certo dia, Patrícia, sua neta, contou-lhe que Walkiria havia morrido. O único consolo e o motivo que encontrara após a morte do marido, agora também havia desaparecido de sua vida.

Foi nessas circunstâncias que Maria Elena foi visitada e apoiada por irmãs adventistas que compartilharam com ela a Palavra de Deus. Sem qualquer dúvida, esses foram momentos difíceis em sua vida, mas Maria Elena
reconhece que somente Deus e as irmãs da igreja foram o apoio imprescindível que a susteve até aqui. A esperança de que um dia voltará a ver seu esposo e sua filha é o que a sustém e lhe dá forças para continuar seu dia a dia.

Depois dessa dolorosa experiência, ela continua sendo visitada por Teresita, uma irmã da igreja que encontrou em Maria Elena uma mãe. E Maria Elena, por sua vez, encontrou a lembrança consoladora da filha que perdeu. Ambas se reúnem a cada dia para seu “encontro de honra”, como o chamam, para estudar a Palavra
de Deus, e juntas estão lendo o livro Los Álamos Mueren de Pie (Os álamos morrem em pé): diário de um idoso, escrito por Esther I. de Fayard. Hoje, Maria Elena sente-se como esse álamo que aprofunda suas raízes no Criador dos céus, um Deus que não morre, um Deus que não abandona, um Deus que acompanha e fortalece a todos os que o invocam; a todos os que, como os álamos, não mais morrem de angústia, mas olham para Jesus e se mantêm firmes diante da dor.

Maria Elena Lamas Morales
Melo, Cerro Largo (União Uruguaia)

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