Mordomia Cristã

Aniversário triste – 2

Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a Terra. Salmo 121:1, 2

Durante um ano e meio sem dor – depois de sair do hospital –, apesar de o câncer persistir no rim esquerdo de minha filha, ela teve uma gripe que se converteu em pneumonia. Nunca deixamos de orar e jejuar, e a igreja permaneceu ao nosso lado. Novamente eu não compreendia o que estava acontecendo. Então, temi pelo pior. Por que outra vez? Minha filha foi novamente internada e passou por todo tipo de exames radiológicos. Para surpresa dos médicos e também minha, e principalmente para a glória de Deus, os resultados dos exames revelaram que minha filha não tinha qualquer tipo de metástase. Embora aquela massa imensa continuasse em seu rim esquerdo, o restante de seu corpinho continuava limpo, ainda que não fora operada. Depois de dez dias, ela recebeu alta hospitalar.

Na semana seguinte, chegou um irmão adventista de Miami, EUA. Ele me animou a escrever para um hospital dos Estados Unidos. Eu já não queria saber de mais nada com hospitais. Embora minha filha não estivesse curada do câncer, eu a tinha viva, e isso me sustinha. Porém, a cada dia eu pedia em oração para que o tumor fosse retirado, uma massa que, para mim, era inerte. Finalmente, resolvi escrever para o famoso e prestigiado Jude Childrens Research Hospital. De forma incrível, todas as portas se abriram. Viajamos para os EUA e aquilo que eu tanto pedira a Deus, por dois anos e cinco meses, havia chegado. Decidi que minha filha seria apenas submetida a uma cirurgia, pois não mais queria que fizesse as quimioterapias. Não queria que ela sofresse mais.

Chegamos aos EUA no dia 20 de outubro. Uma semana depois, minha filha entrou em cirurgia. Na noite anterior, a igreja realizou uma vigília. Os médicos calcularam que a cirurgia levaria cerca de dez horas. Porém, não foi isso o que aconteceu. A cirurgia durou apenas pouco mais de três horas, e foi um sucesso.
Eles retiraram uma massa de quase cinco quilos. Todo o seu corpo estava limpo. Até mesmo o rim esquerdo, em grande parte, estava são. Era uma massa que saía do rim. Depois de novas análises, os médicos disseram que minha filha “não mais necessitava de quimioterapia, pois o tumor havia amadurecido completamente (isso somente ocorre em 0,5% dos casos) e que minha filha estava completamente curada”.

Deus curou o câncer de minha filha. Quando parecia que ela estava prestes a morrer, Deus veio me socorrer e me livrar de todo temor, da angústia e dor.

Priscila Elizabeth Bajaña García
Babahoyo (União Equatoriana)

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