Mordomia Cristã

Aniversário triste – 1

Tomando-a pela mão, disse: Talitá cumi!, que quer dizer: Menina, eu te
mando, levanta-te! Marcos 5:41

Transcorria o ano de 2012 e restava apenas um dia para a celebração do aniversário de minha única filha. Eu estava emocionada porque ela completaria dois aninhos. Comecei a brincar com ela, fazendo-lhe coceguinhas e ela respondia com um doce sorriso. Então, senti algo duro em sua barriga, fiquei assustada e a levei ao hospital. Os exames foram feitos e o diagnóstico revelou que minha filha tinha uma massa dura, de seis centímetros, no rim esquerdo – tratava-se de câncer. Fiquei devastada. A partir desse dia, minha vida mudou. Todos os preparativos para a festa foram abandonados. Já não havia motivos para celebrar. Minha filha Katy foi internada imediatamente.

O oncologista pediátrico advertiu que ela deveria ser submetida a tratamento quimioterápico para reduzir o tumor, a fim de poder ser operada com menor risco. Porém, nada resolveu; o tumor continuou crescendo. Dois meses depois, o tumor já media 12 centímetros. Katy precisava ser operada rapidamente. Assim, minha filha foi levada à sala de cirurgia, mas, depois de trinta minutos, fui chamada. O médico me disse: “O tumor cresceu muito e se estendeu para as veias principais. É impossível operá-la nessas condições. Ela sofrerá uma hemorragia e não resistirá. Sinto muito, mas é impossível operá-la.” Gritei de dor. Minha mãe me abraçou e disse: “Fique tranquila, filha. Deus tem a última palavra. Vamos confiar nEle.” Ela me tirou daquele lugar e fomos até o pátio do hospital, onde nos ajoelhamos, oramos e chorei amargamente.

No desejo de confirmar o diagnóstico, havíamos enviado os blocos celulares da biópsia para um hospital de Wisconsin (EUA). Os resultados informaram que minha filha não tinha apenas um tipo de câncer, mas dois. Então, os médicos recomendaram que fossem aplicadas quimioterapias mais fortes, para que o tumor reagisse e diminuísse. Acatamos o conselho e pedimos a Deus proteção, enquanto o tratamento prosseguia; mas isso também não ajudou. O tumor continuava crescendo. Então os médicos decidiram aplicar quimioterapias ainda mais fortes; porém, o tumor não diminuiu. Por fim, os médicos concluíram que o que restava era continuar com quimioterapias paliativas, para retardar o que viria “inevitavelmente”: a morte.

Então, decidi que minha filha não mais faria as quimioterapias. Nós a levamos para casa e deixamos tudo nas mãos de Deus. (Continua.)

Priscila Elizabeth Bajaña García
Babahoyo (União Equatoriana)

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