Jovens

Como planejar o Culto Jovem

Neste artigo você vai entender como ocorre a comunicação entre as pessoas e como usá-la em benefício do culto jovem, tanto no seu planejamento como na sua execução.

 

Comunicação é mais do que o que chega ao ouvido. Parafraseando um velho provérbio: Não se pode comunicar uma palavra; a pessoa toda vem sempre junto com ela.

Louis Allen diz: “Comunicação é o conjunto de todas as coisas que uma pessoa faz quando deseja criar compreensão na mente do outro. Comunicação é um enlace de significados. Envolve um processo contínuo e sistemático de falar, ouvir e compreender.” Management and Organization, pág. 144.

É isto; falar, ouvir e compreender. O propósito do líder ao se comunicar é ser compreendido. Ao passar uma mensagem você só se comunica quando ela é compreendida.

Jesus conhecia o significado e a importância das pessoas compreenderem o que Ele dizia. Depois de ensinar Seus discípulos através do uso de várias parábolas, Jesus perguntou: “Entendestes todas estas coisas?” Mat. 13:51.

Como ocorre a compreensão?

Consideremos a comunicação face a face. 

Palavras – 7%

Entonação vocal – 38%

Linguagem corporal – 55%

Neste caso ela pode ser verbal e não-verbal. Isto significa que às vezes nosso corpo “fala” mais alto que nossas palavras. Além disso, se o que dizemos com nosso corpo (linguagem não-verbal) contradiz nossas palavras, podemos ter problemas. As pessoas acharão difícil entender ou crer em nossas palavras. Portanto, é a pessoa toda que comunica. 

A boa comunicação é o ingrediente principal para a unidade, motivação e realização. Note o que aconteceu na torre de Babel: Deus disse: “Vinde, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que não entenda um a linguagem do outro.” Gênesis 11:7. Vemos aqui que a comunicação é o desenvolvimento da compreensão. A fim de bloquear o progresso da impiedade, Deus teve que interromper a comunicação. Enquanto houve comunicação, a construção da torre foi um sucesso. Quando esta foi impedida, a obra fracassou.

O processo de comunicação tem, pelo menos, três ingredientes: emissor, mensagem e receptor. 

O emissor deve lidar com seus:

1. Pensamentos sobre o assunto a ser comunicado.

2. Sentimentos quanto ao tema e quanto ao receptor.

3. Intenções quanto ao que comunicar. 

Box 1 – Seis diferentes aspectos de uma mensagem

1. O que você quer dizer.

2. O que você realmente diz.

3. O que a outra pessoa ouve.

4. O que a outra pessoa pensa que ouve.

5.O que a outra pessoa diz.

6. O que você pensa que a outra pessoa diz.

O emissor deve pensar no receptor no que diz respeito a: 

1. O que a pessoa espera ouvir ou ler.

2. O que a pessoa realmente ouvirá ou lerá a despeito do que foi falado ou escrito.

3. Como a pessoa se sentirá em relação ao que leu ou ouviu. 

Box 2 – Interferências no receptor

Forças que operam de maneira consciente ou inconscientemente para minar nossa eficiência ao ouvir:

1. Concentração na resposta. Não se concentrar no que o outro está dizendo, mas no que você planeja dizer em resposta.

2. Concentração nas prioridades. Você tem uma reunião importante ou um problema urgente em mente.

3. Preconceito. O que o orador tem a dizer não tem valor, porque vai contra suas idéias e convicções preconcebidas sobre o assunto.

4. Fora de sintonia. “Mudar de frequência” e ouvir apenas o que você deseja ouvir.

5. Interrupção. Feita muitas vezes ao se presumir o que está para ser dito.

O bom livro diz: “Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha.” Provérbios 18:13. Muitas vezes ocorrem problemas ao se escutar porque a mente pode ouvir mais depressa que se possa falar. Estudiosos afirmam que a pessoa comum fala cerca de 150 a 250 palavras por minuto e ouve cerca de 400 a 600 palavras por minuto. A diferença entre as duas velocidades é chamada tempo de retarde.

Influência – definição, uso e estratégias

Influência é a capacidade de influir sobre os outros, vendo apenas o seu efeito, sem exercer força ou autoridade formal.

Capacidade de influir sobre os outros. Este é o uso positivo do poder, o potencial ou a capacidade para influenciar. Esse poder é como a eletricidade – só é eficaz quando é acionada.

Vendo apenas o seu efeito. Isto é, os resultados são mais importantes que os métodos. Se você e suas ações fizeram a diferença dentro de algum tipo de contexto, provocando uma mudança, ou exercendo um impacto, então você exerceu sua influência. A ação que provocou a mudança pode não ter sido notada. 

Sem exercer força ou autoridade formal.  Influência é uma capacidade gentil, uma abordagem muito mais refinada para afetar os outros, do que o emprego da autoridade ou da coerção.

Portanto, influência é uma qualidade que pode motivar as pessoas e inspirar nelas um desejo brilhante. Influência e poder não são sinônimos. É verdade que poder é uma forma de influência, mas é muitas vezes menos eficaz. Influência não é o mesmo que manipulação. A manipulação é desonesta, excessivamente agressiva e gera resultados negativos.

Influência é um processo positivo

O processo da influência capacita o que influencia a manter sua própria integridade pessoal enquanto respeita a integridade do influenciado.

Influência = atenção + flexibilidade

O indivíduo que quer exercer uma influência positiva precisa ser um bom comunicador e estar atento ao comportamento e às reações dos que quer influenciar. A comunicação é o início de um processo de influência. A flexibilidade diante da reação capacita o influenciador a assumir a liderança. 

Comunicação + persuasão = influência

Persuasão, segundo o dicionário Webster, “é um ato ou ação de influenciar a mente por argumentos ou razões oferecidas ou por qualquer coisa que mexa com a mente ou com as paixões ou que inclua a vontade para uma determinação”. É importante que o influenciador compreenda que toda comunicação importante é potencialmente persuasiva em alguma extensão.

Assim sendo, para ser bem sucedido na arte de influenciar pessoas, o indivíduo precisa formular um plano de ação da influência.

1. A quem desejo influenciar?

2. Que comportamento desejo mudar nessa pessoa ou nesse auditório?

3. O que acontecerá se eu conseguir influenciar para que esta mudança ocorra?

4. Como saberei que o resultado foi alcançado?

5. Quando, realisticamente, influenciarei essa pessoa ou esse grupo e quando alcançarei esse alvo?

Tipos de audiência e estratégias de abordagem

As audiências oferecem quantidades diferentes de apoio e resistência. O que parece “claro” (ou persuasivo) para uma audiência pode ter efeito totalmente diferente em outra. O comunicador precisa aprender a discernir o tipo (ou tipos) de audiência que tem diante de si.

1. Ativamente inamistosa. Esta audiência constitue um desafio a qualquer comunicador. Ela se opõe fortemente à mensagem que lhe é dirigida, e se dispõe a trabalhar contra o comunicador e suas idéias.

Estratégia – A coisa mais importante é desmobilizá-la. O comunicador precisa conseguir fazer com que ela pare de trabalhar contra sua mensagem e/ou sua pessoa.

Dica – Diga-lhe que sua posição não é a única solução quanto a esse ponto de vista. Respeite-lhe os sentimentos e a integridade, enquanto trabalha por promover sua posição.

2. Inamistosa. Esta audiência discorda, mas não age contra o comunicador. Por exemplo, ela pode não votar a favor de sua proposta, e, contudo não fazer uma campanha contra o comunicador.

Estratégia – Ele deve mostrar a este tipo de audiência que está sendo cuidadoso, justo e lógico. 

Dica – Evite fazer quaisquer afirmações importantes sem evidências para apoiá-las. Mostre a procedência de toda a sua informação.

3. Neutra. Esse é a audiência do “não sou a favor nem contra, ‘muito pelo contrário’ “. Ela acha que o resultado da mensagem do comunicador não a afetará, portanto não se posiciona.

Estratégia – O comunicador deve associar sua questão aos sentimentos, valores e preocupações de sua audiência neutra e tentar levá-la a uma posicão de apoio. 

Dica – Enfatize, não apenas os benefícios mútuos, mas, também, as perdas mútuas caso suas idéias não sejam aceitas. Esteja atento aos “inimigos comuns” que podem estar em sua audiência.

4. Indecisa. Esta audiência fica dividida entre os motivos para dar apoio à mensagem, e os motivos para não dar apoio. Ela não é neutra. Ela se importa com a questão envolvida, mas não vê uma razão clara para decidir-se por um caminho ou outro.

Estratégia – O comunicador deve trabalhar no sentido de subir na escala – ainda que lentamente – a seu favor, levando-a a lhe dar seu apoio ou a apoiá-lo ativamente. 

Dica – Cite especialistas reconhecidos e respeitados pela audiência. Utilize citações vívidas, vigorosas e vibrantes. Seja agressivo ao extrair conclusões.

5. Desinformada. Este tipo de audiência, por não estar familiarizada com as questões em pauta, não possui uma opinião sólida sobre que lado tomar. Não é uma audiência neutra, nem indecisa. Ela simplesmente não sabe do que se trata.

Estratégia – A influência para as audiências desinformadas é a persuasão. O comunicador fala ou escreve para influenciar os julgamentos dessa audiência. 

Dica – Encoraje sua audiência a aprender. Faça perguntas e solicitações para a elucidação.

6. Que apóia. Esta audiência compreende a posição do comunicador, e tem uma inclinação positiva com respeito a ela, embora não, necessariamente, ao ponto de se posicionar ativamente para ajudá-lo.

Estratégia – Neste caso o comunicador deverá fortalecer e reforçar a reação de sua audiência. Deverá encorajá-la e motivá-la a dar seu apoio ativo. Deverá engajar o apoio dela e estabelecer alvos comportamentais definidos.

Dica – Peça uma ação definida. Assegure-se que sua audiência sabe o que precisa ser feito e quais são seus papéis individuais.

7. Ativamente apoiadora. Todos os comunicadores amam este tipo de audiência. Ela não apenas concorda , mas está disposta (talvez já tenha começado) a trabalhar ativamente para apoiar sua posição ou idéia.

Estratégia – O objetivo mais importante com uma audiência que apóia ativamente é mantê-la ativa. 

Dica – Se a audiência tende a ser moderadamente ativa e não mantém pontos de vista extremos, mantenha-se motivando-a para a ação. Se ela tende a ser mais militante, agressiva, ou é inclinada a pontos de vista ou cursos de ação extremos, empenhe-se por conseguir disciplina nela.

Modelo de planejamento

O diretor de jovens que tem a visão voltada para frente sabe que o planejamento é essencial e necessário para o estabelecimento e o desenvolvimento de um ministério eficiente de espiritualidade, testemunho, programação e recreação. Mas muitas vezes, quer por procrastinação, quer por falta de compreensão, os passos básicos para um bom planejamento não são postos em prática. Os seguintes passos devem ser considerados ao se estabelecer uma atividade equilibrada nas áreas que mais afetam os jovens nos relacionamentos formados através da igreja. Coisas para se pensar:

1. Quem

A quem estamos tentando ministrar – aos jovens que estão saindo da adolescência e entrando na idade adulta? Saiba sua idade, sexo, do que gostam e não gostam, suas relações para com a família e suas necessidades. Esses fatores podem ser descobertos apenas através de uma pesquisa feita em toda a igreja através de questionários ou perguntando-se aos membros individualmente.

2. Por que

A filosofia de planejamento da igreja que inclui alvo para as atividades que ela programa deve ser levada em conta no processo de planejamento. Um culto jovem nunca deve ser planejado simplesmente para se ter algo marcado no calendário.

3. O que

Uma vez que você haja determinado por que está fazendo um planejamento, pode determinar que atividades preencherão este propósito mais eficientemente.

4. Quando

Ao planejar os cultos jovens você deve ter em mãos o calendário de eventos planejado pela Associação ou Missão. Você também deve estar atento às outras atividades importantes da igreja local. Apenas com todas estas informações em mãos é que pode ser instituído um planejamento anual e contínuo que não interfira e nem sofra interferências de outras programações.

5. Onde

Planeje as atividades segundo os recursos e facilidades disponíveis, bem como segundo o potencial e capacidade dos membros individuais.

6. Como

Envolva os outros membros da liderança dos jovens, os oficiais da igreja e vários membros da igreja no estudo, planejamento e implementação dos cultos jovens.

Planejando cultos jovens de sucesso

O culto jovem contribui para a manutenção da vitalidade do Ministério Jovem da igreja. Se você deseja apresentar programas interessantes e proveitosos defina claramente os propósitos e objetivos. Tenha uma razão para realizar o culto. Se não há um motivo, é melhor não realizá-lo. Muitas vezes os cultos jovens funcionam como um carrossel: as pessoas se movem num círculo de atividades, e quando o programa termina, apesar de toda a movimentação, tem-se um sentimento de que nada foi realizado.

1. Faça planos

Bons programas não são um acidente. Não acontecem por acaso. Bons programas exigem muito planejamento, tempo e esforço. 

Box 3

Estabeleça seus objetivos, planeje e tente alguma coisa.

Primeiramente responda aos porquês. Tudo o que for planejado juntamente com a comissão da igreja e o pastor, deve ser bem anunciado.

2. Publicidade

Se vale a pena estar presente aos cultos jovens, então vale a pena outros saberem sobre eles. Pode-se perguntar: “Por que será que não vão mais pessoas nos programas dos jovens?” Pode ser que os cultos não sejam bem divulgados.

Às vezes alguém anuncia na igreja: “Haverá um culto jovem esta tarde, no horário de sempre.” Se não temos nada mais interessante para dizer, é melhor não dizer nada. Quanto mais atrativos os anúncios dos programas, mais pessoas virão. 

Box 4 

Ideias para anúncios

1. Use pantomimas para publicidade.

2. Apresente no estilo de noticiário.

3. Use duas pessoas, dando os anúncios em uníssono ou alternadamente.

4. Use palavras-chaves escritas em cartões.

5. Planeje interrupções – faça-as sem avisar, pelo sistema de som, com microfone oculto. Certifique-se de que você fará isso na hora certa para que o espírito devocional não seja quebrado. As interrupções planejadas também podem ser feitas do auditório quando um jovem se levanta e fala em tom audível.

3. Participação

Nenhum culto de jovens sobreviverá com a participação apenas do líder, ou das mesmas três ou quatro pessoas de sempre. Os programas são melhores quando vários jovens tomam parte, e quando o diretor JA achar possível, pode encorajar a participação de todos os membros de alguma forma. Disso resultará melhor frequência e crescente entusiasmo pelo programa. 

Box 5

Eleja líderes de grupos.

Divida o grupo em vários pequenos grupos, que poderão escolher seus líderes (um grupo responsável pela recepção, outro pela música, outro pelos testemunhos etc.). 

Nenhum time ganha sem fazer um grande esforço. O time que não se prepara bem, raramente ganha o jogo. O sucesso é resultado de trabalho árduo. 

Box 6

Providencie treinamento e recursos

Convide mesmo pessoas que não estejam diretamente vinculadas ao grupo para darem treinamento. Utilize também recursos que já estejam à mão.

Nos esportes os treinadores não fazem tudo sozinhos. Cada membro do time tem uma responsabilidade e tem de fazer grande esforço, senão, logo estará fora do time. O culto jovem será um sucesso apenas se todos estiverem prontos a pagar o preço do trabalho árduo.

Está lembrado do exército da Igreja lá do capítulo 2? Agora é a hora de colocar este exército para funcionar. Repare na planilha do programa do Culto Jovem. Ela já está dividida em vários blocos. O diretor JA divide o seu “exército” em “tropas” menores e coloca um “capitão” para dirigir e treinar cada uma destas equipes que irão ficar com a responsabilidade de apresentar um destes blocos no Culto Jovem. Inclusive algumas equipes, ou até todas, poderão ficar com responsabilidades fixas. Por exemplo, uma mesma equipe especializada em sempre cuidar da recepção, outra dos momentos de louvor, etc. 

Box 7

Ilustração da planilha do Culto Jovem com explicações sobre cada item dela.

É possível também aqui usar a criatividade e determinar que em cada Culto Jovem uma equipe fique responsável por um bloco. Seria um esquema de rodízio entre as equipes. Por exemplo, em um programa a equipe “capitaneada” pelo Luís fica responsável pela apresentação do bloco Tema Central. No programa seguinte será a vez da equipe “capitaneada” pelo José apresentar o Tema Central.  

4. Pontualidade

Bons programas começam na hora e terminam na hora. Se os membros souberem disso, serão pontuais também. Devemos deixar o Senhor esperando por nós quando fazemos reuniões para nos encontrarmos com Ele? Honremos a dedicação de nossos membros comprometendo-nos a começar e terminar os cultos na hora marcada.

5. Avaliação

Todos os cultos jovens devem ser avaliados. Seus pontos fortes e fracos, as mudanças necessárias, se os objetivos estão sendo alcançados. Caso haja necessidade de mudança, esteja disposto a adaptar, mudar, e até mesmo tentar uma nova abordagem.

6. Faça de Cristo o centro de todos os programas.  

O preparo da programação 

1. A tarefa de planejar a programação dos cultos jovens é do grupo de planejamento dos programas, também chamada comissão de programas.

2. Utilize o material recebido da Associação ou Missão e adapte-o às necessidades da sua igreja, se necessário.

3. Tenha em mente as necessidades de seus membros. Não faça planos somente para entretenimento. O Ministério Jovem e os seus cultos devem preparar os jovens para o serviço. 

4. Proporcione programas atrativos, vivos e interessantes, sempre dentro da estrutura e propósito espiritual adequado.

5. Descubra os diferentes talentos e habilidades dos jovens de sua igreja e ponha-os para trabalhar, de acordo com seus dons espirituais.

6. Tente usar todos os jovens, não somente os que podem ser facilmente persuadidos a participar. Faça com que os jovens encorajem seus colegas que ainda estão indecisos em participar.

7. Explique cada parte – o propósito do culto, os limites específicos do assunto a ser discutido e apresentado, sua relação para com outros pontos do culto, os pontos principais e a duração do culto. Dê a cada participante uma cópia do programa com a ordem dos eventos e, se possível, quantos minutos deve durar cada parte.

8. Motive e estimule a iniciativa, mas use programas planejados para demonstrar recursos disponíveis.

9. Planeje formas de unir as diferentes partes do programa entre si. Durante o programa, mantenha o movimento em direção a um alvo. Estimule os pensamentos dos ouvintes que irão levar a uma resposta positiva. 

10. Evite pausas longas durante o programa para que os presentes não percam o interesse. Cada participante deve saber a ordem do programa e assumir seu lugar prontamente para começar sua apresentação. Se for necessário o movimento de entrada e saída da plataforma, deve ser designada uma pessoa para levar os grupos ou indivíduos ao lugar próprio na hora certa.

11. Tente obter uma contribuição positiva de cada participante do programa. Um simples comentário de que o programa “foi interessante” não é suficiente.

12. Trabalhe com variedade. Não repita o mesmo tipo de programa vez após vez. Faça troca de ideias e métodos. 


Box 8

Como conservar vivo o interesse das pessoas

Por muito tempo foi utilizada uma ordem de programa padronizada que era mais ou menos a seguinte:

Momentos de louvor

Hino de abertura

Oração 

Leitura bíblica

Anúncios e oferta

Música especial

Mensagem

Hino final

Oração

  Para uso ocasional ela serve a seu propósito, mas consideremos duas maneiras básicas pelas quais podemos lhe dar novo brilho e atrativo. 

1. Variando a ordem de alguns dos módulos do programa.

2. Introduzindo nova variedade nos próprios programas individualmente.

A variedade apenas por ser variedade não é razão suficientemente válida para que se gaste tempo e energia no intuito de alcançá-la, mas quando a variedade pode ser introduzida por razões legítimas – como aumentar a assistência, o interesse das pessoas, o impacto ao se gravar verdades espirituais no coração das pessoas – então ela deve ser livremente empregada.

13. Busque o máximo da participação do auditório.

14. Considere cuidadosamente o local do programa: aparência geral, limpeza e ordem, recursos visuais, sistema de som, iluminação, ventilação, coletâneas de hinos, etc. Evite confusão enquanto as pessoas estiverem chegando.

Durante o culto jovem

1. Tenha recepcionistas à porta para cumprimentar as pessoas e ajudá-las a encontrar lugar.

2. Comece na hora, mesmo que algumas pessoas estejam acostumadas a chegar mais tarde. 

3. Mantenha uma atmosfera adequada ao programa.

4. Apresente uma introdução curta, a menos que o programa seja uma completa surpresa.

5. Enquanto o programa está sendo apresentado, devem ser respondidas na mente dos presentes as seguintes perguntas:

a. Qual o propósito deste programa?

b. O que vai acontecer?

c. Como isto está relacionado comigo?

d. O que se espera de mim?

6. Quando se espera que o público tome parte, os objetivos e o procedimento devem ser cuidadosamente explicados. Repita as instruções complicadas.

7. Se haverá um debate ou um tempo para perguntas, é melhor criar uma atmosfera informal livre de preconceitos.

8. Procure oportunidades de fazer breves comentários baseados em sua própria impressão sobre o tema do culto.

9. Se o programa inclui um apelo para dedicação, faça disso uma oportunidade atrativa e voluntária.

10. Aja de maneira espontânea e natural. Evite métodos compulsórios. O programa deve sempre facilitar e encorajar que os presentes participem.

11. Termine o culto com um ponto alto. Não permita que o público saia com uma atitude frustrada. O fim do programa deve ser seu clímax.

Uma programação criativa

Ser criativo é ser inventivo. É gostar de realizar coisas novas e diferentes. Por exemplo: alguém que tenha em mãos uma garrafa velha de boa aparência, pode criar a partir dela um belo vaso, ou um castiçal, ou, ainda, um belo arranjo de mesa. 

A pessoa criativa tem certas características que apresentaremos aqui:

– Enérgica

– Dinâmica

– Observadora

– Auto-Exigente

– Perseverante

– Envolvida

– Desembaraçada

– Flexível

– Independente

– Auto-Confiante

– Dedicada

– Visionária

– Original

– Informal

– Perceptiva

– Agitada

– Corajosa

– Meticulosa

– Entusiasta

– Mente Aberta

– Inovadora

– Alerta

– Curiosa

– Determinada

Eugene Raudsepp, do Centro de Pesquisas de Princeton, chegou a estas conclusões depois de estudar as características de pessoas altamente criativas.

O líder cristão (seja ele da área JA, ou da Escola Sabatina de adultos ou infantil, ou da Assistência Social) busca de Deus suas idéias. Quando ele ora fervorosamente e com verdadeiro interesse no trabalho que Deus lhe confiou, a criatividade lhe será despertada, mesmo que ele não tenha nenhuma das qualidades acima mencionadas. 

Sabemos que existem dons naturais e adquiridos. Se um líder não tem o dom da criatividade, Deus, sem dúvida, lhe concederá se pedir com fé. 

Além disto, o desejo de aprender com outros aumentará seu potencial de criatividade. Viver é aprender. Quanto mais intensamente se vive a vida cristã, mais se aprende. “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10). Esta vida abundante traz em seu bojo tremendo potencial de aprendizado e o aprendizado traz uma messe de idéias. Em outras palavras, criatividade.

As sugestões e modelos de programas que você vai encontrar a seguir servem como idéias a partir das quais você mesmo poderá desenvolver o seu próprio programa criativo.

Formato Culto Jovem

Louvor

Oração Intercessora

Testemunho

Mensagem ou Louvor

Sugestões de Programas

1. Dia dos pais e dia das mães 

Peça a vários jovens que falem sobre as qualidades que eles mais apreciam e respeitam em seus pais. Honre os pais numa cerimônia especial de reconhecimento.

2. Orientação profissional 

Programas interessantes podem ser dados por profissionais. Por exemplo: “Por que Sou Advogado?” “Por que Sou Secretária?” “Por que Sou Médico?” Por que Sou Enfermeira?” “Por que Sou Carteiro?” Encoraje os participantes a dizerem como podem representar a Cristo em seu trabalho.

3.Programa da amizade

Faça com que os moços organizem um programa para as moças no primeiro trimestre, e que as moças façam um programa para os moços no segundo trimestre. Um curto programa social seguido por um jantar especial à noite ajudará a unir os jovens.

4. Programas de intercâmbio 

Faça contato com outras Sociedades JA e convide-as a apresentarem programas na sua igreja, assumindo o compromisso de fazer programas na igreja delas, também.

5. Simpósio 

Faça um debate sobre casamento, drogas, entretenimento, educação, etc. É importante compor um painel com profissionais cristãos, como psicólogos, médicos, pastores, professores, etc.

6. Programa sobre eventos históricos 

Apresente um programa sobre algum evento histórico da Bíblia, da igreja adventista, ou da igreja local.

7. Programa surpresa 

Decore uma caixa de papelão e coloque nela várias partes do programa escritas em tiras de papel. O diretor chama alguém do auditório para vir à frente e tirar uma tirinha da caixa. Essa pessoa deverá executar a parte do programa sugerida no papel. Por exemplo: “Leia e explique o Salmo 23”. Quando a pessoa acabar, chama, então, a próxima pessoa para ir até a caixa e escolher um papelzinho. Esse é um programa envolvente, mas deve ser realizado bem raramente, pois não contém um único tema. Seu lado bom é desenvolver talentos e dar oportunidade de participação a um maior número de membros.

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