Jovens

Como atrair pessoas para o Culto Jovem

Neste artigo você vai conhecer melhor algumas das características do público-alvo dos cultos jovens, como atraí-los e como ajudá-los  em suas necessidades.

O dilema de ser jovem. Nem mais a constante rebeldia típica da adolescência e nem ainda o desejável amadurecimento equilibrado do adulto. Nesta etapa da vida, o jovem traz consigo uma pesada carga de ansiedade e insegurança frente a um mundo extremamente competitivo, materialista e exigente. 

Decidir seu futuro não é tarefa fácil, principalmente para jovens que iniciaram as atividades escolares muito cedo. Adolescentes de apenas 13 anos já precisam escolher o curso que os preparará para a universidade. Três anos depois, ou, no máximo, quatro, aos 16 ou 17, ele já tem que optar por um curso de nível superior.  Nesta fase eles precisam muito da orientação da família e da igreja.

Décadas atrás os jovens eram mais submissos, menos agressivos, mais fáceis de serem controlados. O jovem, hoje, apresenta características típicas da época em que vivemos e qualquer forma de ministério jovem que a igreja escolher implantar, deverá agir no sentido de buscar o equilíbrio entre os conflitos vividos pelos jovens. Vejamos agora três destas características do jovem moderno.

1. Tem mais acesso a informações. A mídia ocupou-se em esclarecer o jovem. Este esclarecimento nem sempre é sadio. Geralmente é distorcido pela ideologia dominante. Ele sofre forte bombardeio de propaganda ideológica por entre mensagens aparentemente esclarecedoras sobre o que quer que seja: namoro, noivado, casamento, sexo, estudos, companheirismo, família, saúde, etc. 

2. É mais respeitado do ponto de vista político. O jovem, hoje, é considerado um cidadão participativo e ativo. Ele atua na política; na formação do pensamento nacional; tem proteção legal mesmo que infrator violento das leis civis, quando menor de 18 anos.

3. É mais vulnerável. Sendo que sua personalidade não está totalmente estruturada, ele continua, como nas décadas anteriores, vulnerável ao pensamento dominante. Tem dificuldade de decidir que caminho seguir, especialmente quando sofre pressão de algum tipo de grupo. Dependendo das circunstâncias, pode ser facilmente seduzido. Diante disto, a Igreja, através do ministério jovem, procura alertar ao jovem para que passe a ser mais crítico quanto às informações que lhe são jogadas na mente pela mídia e quanto ao seu potencial de influência na sociedade.

Com quem devo me casar?

Aqui o ministério jovem desempenha um papel preponderante. Reuniões espirituais e sociais na igreja local e em outras igrejas ajudarão o jovem a conhecer pessoas diferentes. Acampamentos, retiros espirituais, atividades musicais, atividades missionárias diversificadas promoverão encontros que poderão ter efeitos duradouros, até mesmo eternos. Cursos sobre namoro, noivado e casamento, liderado por pessoas experientes e que tenham habilidade em lidar com jovens, ajudarão a esclarecer e nortear a juventude.

Sei que o sexo antes do casamento é errado, mas a pressão é muito grande.

O elemento-chave de nossos dias é o sexo. O apelo sexual engloba desde marcas de chocolate, até propaganda de computadores. O sexo é vendido na TV, nas revistas, nos outdoors, nos cadernos. Com a liberação sexual feminina, as mulheres passaram a ser mais agressivas. Não existe mais aquele tabu de esperar o homem tomar a iniciativa para iniciar um relacionamento. Com isto os homens passaram a ser mais assediados. Biologicamente, o homem é mais rápido no reflexo sexual, e isto complica ainda mais a situação.

Para que o jovem moderno seja puro, terá que andar ininterruptamente em comunhão com Deus. “Orai sem cessar” deve ser seu lema. 

O ministério jovem deve promover semanas sobre sexo; palestras esclarecedoras sobre doenças sexualmente transmissíveis e semanas de oração; muitos passeios em grupo, excursões a lugares pitorescos, caminhadas, etc. O departamento Lar e Família deve promover semanas especiais para esclarecer os pais sobre relacionamento conjugal e sua influência sobre os filhos. 

Faço faculdade longe de casa. 

O jovem universitário sofre com a distância da família. Às vezes tem que morar em repúblicas geralmente ocupadas por outros jovens não cristãos. Além da saudade, ele sofre forte pressão de grupo, para a qual nem sempre está preparado. Muitos são os jovens que perdem a fé nesta fase da vida.

Igrejas situadas perto de faculdades devem se preocupar em atender, da melhor forma possível, estes jovens, procurando por eles, convidando-os a participarem das programações, convidando-os para almoçar, no sábado, com famílias adventistas, a fazerem o culto de pôr-de-sol na sexta-feira, enfim, tornando-os parte da família adventista.

Buscando os jovens

Tendo em vista as “típicas” atitudes dos jovens durante esse período e levando em conta também as suas necessidade, o ministério jovem deve direcionar todo esforço possível para unir os agentes humanos aos divinos. Em Obreiros Evangélicos, pág. 209, Ellen White resume a abordagem básica a ser aplicada: “… em nosso trabalho pelos jovens, temos de buscá-los onde se encontram, se é que pretendemos ajudá-los.” 

Atitudes “típicas” dos jovens

Flexibilidade

A juventude responderá àquilo que lhes apela e é flexível. Trata-se da disposição de pelo menos ouvi-los e procurar compreender o modo como eles percebem e vivenciam a vida.

Criatividade

Os jovens desta geração apreciam particularmente a criatividade. Os líderes que estão dispostos a experimentar, não temendo o fracasso, exercem maior impacto sobre eles.

Impaciência

Os jovens tendem a se revelar impacientes com aquilo que lhes parece irrelevante ou obsoleto. Os líderes devem estar conscientes desse fato, agindo de modo a ajudar seus liderados na compreensão da relevância da vida.

Intolerância

Os jovens tendem a se demonstrar intolerantes quando as questões exercem impacto negativo sobre eles. Na área da religião, parece que eles estão mais dispostos a “bater em retirada” do que a por-se em conflito com as autoridades; ou seja, eles deixarão a igreja em virtude de crítica amarga, hipocrisia e questões por eles percebidas como irrelevantes.

Idealismo

Os jovens são tipicamente idealistas e demonstram particular percepção quando existem irrelevâncias ou coisas inadequadas, ou ainda quando são sustentadas atitudes hipócritas de modo persistente.

O estilo de liderança e o conteúdo dos programas devem ser realizados de tal maneira que atraia os jovens sem deixar de atender algumas de suas necessidades básicas como: 

Companheirismo

Alguns especialistas asseguram que um dos mais fortes atributos do ministério jovem é o senso de comunidade que eles desfrutam como resultado do companheirismo que mantêm uns com os outros.

A comunidade cristã, o compromisso, a conversão e o crescimento cristãos não acontecem por acaso. É através do ouvir, do compartilhar, do aprendizado e do apoio que os jovens chegam ao ponto em que são capazes de aprender como ajudar os outros a crescer.

Esse nível de companheirismo deve ser desenvolvido ao longo de certo período de tempo. O ministério jovem deve ter como alvo conduzir o grupo através dos vários estágios de companheirismo, até que suas necessidades possam ser satisfeitas, e ocorra o crescimento cristão genuíno nesses grupos de jovens.

O companheirismo é necessário porque é divertido e atua como imã para atrair os jovens aos programas, e porque, à medida que se desenvolvem os laços de companheirismo, as necessidades mais profundas dos jovens são satisfeitas, levando-os ao almejado crescimento cristão.

1. Companheirismo 

2. Estimulação do ânimo

3. Senso de participação, envolvimento

4. Senso de satisfação

5. Variedade

6. Religião relevante, de modo que os jovens sejam capazes de:

a. Obter pontos de vista orientados para jovens, no tocante às      crenças e tradições religiosas.

b. Ver e aceitar a relevância das crenças e tradições religiosas.

c. Compreender o relacionamento entre o cristão e o mundo.

d. Compreender o papel e a real missão da igreja.

e. Defrontar-se face a face com uma representação real do ideal de Deus para a humanidade.

f. Sentirem-se desafiados a estabelecer e manter um relacionamento com Cristo, através do Espírito Santo, que traga direção, alegria e genuína paz mental à vida de cada um dos indivíduos.

  

Necessidades Básicas do Indivíduo

A maioria das pessoas experimenta alguns desejos (ou anseios) pessoais básicos, que podem ser expressos de modo diferente, dependendo da sua cultura.

As necessidades humanas podem ser agrupadas dessa forma: físicas, espirituais, intelectuais, emocionais e sociais. O líder de jovens deve estar atento a essas necessidades, procurando satisfazer cada uma delas através dos vários ministérios oferecidos.

1. Segurança Física

– Necessidade de estar vivo

– Necessidade de evitar o perigo

– Necessidade de relaxar

– Necessidade de recuperar-se quando doente ou ferido

2. Amor e Aceitação

– Necessidade de ser amado

– Necessidade de se sentir seguro

– Necessidade de ter amigos

– Necessidade de ser valorizado pelos iguais

– Necessidade de pertencer aos grupos

– Necessidade de agradar aos outros

– Necessidade de ser apreciado

3. Satisfação Sexual

– Necessidade de aceitar sua sexualidade

– Necessidade de atenção heterosexual, afeição e alívio da tensão sexual

– Necessidade de compromisso sexual e fidelidade matrimonial

– Necessidade de aprender a enfrentar o desenvolvimento dos impulsos 

  sexuais

4. Status e Reconhecimento

– Necessidade de ter e manter possessões

– Necessidade de ser um líder

– Necessidade de seguir um líder

– Necessidade de controlar os outros

– Necessidade de proteger os outros

– Necessidade de imitar os outros

– Necessidade de ter prestígio

– Necessidade de ser aceito

– Necessidade de fugir da vergonha

5. Intelectualidade e Criatividade         

– Necessidade de se adaptar

– Necessidade de se expressar

– Necessidade de procurar estímulo

– Necessidade de pensar

– Necessidade de conhecer fatos

– Necessidade de relatar e interpretar fatos

– Necessidade de se organizar

– Necessidade de explicações

6. Realização e Progresso Pessoal

– Necessidade de crescer

– Necessidade de ser normal

– Necessidade de superar as desvantagens

– Necessidade de trabalhar para alcançar objetivos

– Necessidade de ser independente

– Necessidade de se opor a outros

– Necessidade de se ressentir quando coagido

– Necessidade de encontrar a si mesmo

Psychology of Adolescence, págs. 238,239.

Ajudando os jovens

Os líderes devem perceber que sua função se assemelha a dos pais, e de que de cada um deles se poderia dizer o que foi dito de Abraão: “Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele.” Gênesis 18:19. Existem muitas maneiras pelas quais podemos ajudar os jovens, e algumas dentra as que se demonstraram mais proveitosas são discutidas a seguir.

1. Aceite-os como são. Quando descobrimos faltas nos outros, precisamos considerar que eles não são aquilo que gostaríamos que fossem, mas se estivermos prontos a aceitá-los como são, logo estaremos aptos a descobrir o bem que existe nessas pessoas. Quando insistimos em modificar as pessoas que não correspondem às nossas expectativas, geramos grande tensão. Os jovens se rebelam quando percebem que desejam modificá-los pela força. O ministério jovem consiste em ajudar a moldar o caráter e a personalidade, mas isso não significa tornar os outros à nossa imagem. Mesmo dentro de uma única família não existem duas crianças exatamente iguais, assim como não existem em uma mesma árvore duas folhas exatamente iguais. Nenhuma pessoa deveria ser comparada com outra.

2. Ofereça amor incondicional. Isso se aplica ao nosso relacionamento com a juventude, tanto quanto com as demais pessoas. A maioria dos jovens tem a capacidade de descobrir a hipocrisia. Os adultos não deveriam procurar granjear a confiança dos jovens através de presentes materiais. Jamais apresente condições para amá-los ou aceitá-los, nem lhes ofereça qualquer coisa em troca do amor que demonstram. Nosso amor e aceitação devem ser incondicionais, quer as pessoas sejam aquilo que desejaríamos que fossem, quer não.

3. Confie neles. Não parta do ponto de vista de que, pelo fato de serem jovens, eles não merecem confiança. Quanto mais confiarmos neles, melhor responderão. 

4. Ouça-os. A comunicação com a juventude não consiste tanto na certeza de que nós os estamos ouvindo, e sim de que os estamos compreendendo. Eles tem muitas questões e problemas, e frequentemente necessitam de alguém disposto a ouvir. Uma das razões da falha de comunicação entre os líderes e os jovens é que alguns líderes dão a impressão de que jamais possuem tempo para ouvir. Líderes sábios não assumem a posição autoritária em que tão somente desejam falar; ao contrário, também gastam tempo ouvindo.

5. Fique por dentro dos eventos atuais. Os jovens apreciam alguém que seja capaz de conversar a respeito dos últimos eventos e das personalidades do mundo. A maior parte dos jovens não está tão interessada em política quanto em figuras de destaque nos esportes, campeões olímpicos, personalidades da TV, e em saber se aprovamos ou desaprovamos os cantores ou grupos musicais que executam as “dez mais” do momento. O conhecimento de quem ou daquilo que povoa o mundo jovem, trará esta resposta dos jovens: “Este líder realmente está por dentro!” Ao se conservar atualizado, o líder será capaz de manter o interesse da juventude.

6. Seja sincero e honesto. Jamais procure enganar os jovens, pois uma vez que tenham perdido a confiança em você, dificilmente a readquirirão. Se você não tem a resposta ou solução, melhor é reconhecer e encaminhar o jovem a uma outra pessoa capaz de ajudar.

7. Seja consistente e firme. O jovem deve saber o que se espera dele. Se as regras forem modificadas com muita frequência, cria-se confusão e a rebelião é estimulada. 

1 João 3:18

Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e verdade.

8. Delegue responsabilidades. Um de nossos deveres como líderes é ajudar os jovens a se tornarem independentes tão cedo quanto possível. Isso não será conseguido a menos que sejam atribuídas responsabilidades aos jovens. A princípio poderá ser necessário exercer supervisão, mas com o decorrer do tempo ela se fará cada vez menor, à medida que os jovens se tornam mais experientes. 

9. Estimule a unidade familiar. A família deveria orar, recrear-se e estar junta tanto quanto possível. Recomenda-se que ela esteja em contato próximo pelo menos uma hora diária em horário “nobre”, e que no mínimo uma vez por semana compartilhe de alguma atividade conjunta. Que os jovens participem do planejamento dessas atividades, e assim demonstrarão maior interesse em compartilhar das mesmas. Seja permitido às crianças e jovens ajudar nos planos e participar no desenvolvimento do culto familiar, para torná-lo mais cheio de significado. 

“Sejam os jovens levados a sentir que neles se deposita confiança, e poucos serão os que não procurarão demonstrar-se dignos de tal confiança.” Educação, pág. 290.

“Tanto na escola como no lar deve haver uma sábia disciplina… Tais regras devem ser poucas e bem consideradas, e uma vez feitas ponham-se em execução.” Orientação da Criança, pág. 323.

 “Deve ser o alvo principal dos chefes da família tornar a hora do culto intensamente interessante. Por uma pequena atenção e cuidadoso preparo para este período, em que vamos à presença de Deus, pode o culto familiar tornar-se agradável, e será acompanhado de resultados que só a eternidade revelará.” Orientação da Criança, págs. 521 e 522.

WordPress Video Lightbox