{"id":169,"date":"2013-10-24T11:36:22","date_gmt":"2013-10-24T14:36:22","modified":"2013-10-24T12:36:19","modified_gmt":"2013-10-24T15:36:19","slug":"historia-narrada-escola-sabatina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adventistas.org\/pt\/escolasabatina\/historia-narrada-escola-sabatina\/","title":{"rendered":"A Hist\u00f3ria Narrada da Escola Sabatina"},"content":{"rendered":"<h3><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/18\/2013\/10\/historia-contada160.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-170\" alt=\"historianarrada\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/18\/2013\/10\/historia-contada160.jpg\" width=\"959\" height=\"535\" data-id=\"170\" \/><\/a><\/h3>\n<h3><\/h3>\n<p><em><strong>Gary B. Swanson<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Em alguma parte ao longo da estrada poeirenta do interior, Tiago Springer White parou a carro\u00e7a na qual ele e a esposa, Ellen G. White, seguiam de Rochester, Nova Iorque, para Bangor, Maine. Era algum dia no ano de 1852. White dirigiu-se \u00e0 sombra de uma \u00e1rvore para almo\u00e7arem, amarrou o cavalo nas proximidades para que pudesse pastar, pegou caneta, tinta e papel. Usando a caixa do almo\u00e7o como mesa, come\u00e7ou a escrever. Foi nessa viagem que Tiago White, professor certificado, redigiu algumas das li\u00e7\u00f5es iniciais da Escola Sabatina , sendo as quatro primeiras publicadas no ver\u00e3o de agosto, na edi\u00e7\u00e3o inaugural da The Youth\u2019s Instructor.<br \/>\nPara os adventistas do s\u00e9timo dia, este foi o g\u00eaneses do que hoje ainda \u00e9 conhecido no mundo todo como \u201cEscola Sabatina\u201d ou seu equivalente na tradu\u00e7\u00e3o. Mas o conceito de uma abordagem semanal de estudo da B\u00edblia \u2013 mais comumente chamada de \u201cEscola Dominical\u201d \u2013 derivou-se de um minist\u00e9rio anterior de a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria entre as igrejas crist\u00e3s, iniciado quase um s\u00e9culo antes, em outro continente.<br \/>\nMuitos esfor\u00e7os desse tipo foram iniciados na Inglaterra e em suas col\u00f4nias na Am\u00e9rica do Norte, incluindo um de John Wesley, em Savannah, Georgia, e outro por imigrantes guardadores do s\u00e1bado, su\u00ed\u00e7os e alem\u00e3es, e seus descendentes em Ephrata, Pennsylvania.<br \/>\nOs termos \u201cEscola Sabatina\u201d e \u201cEscola Dominical\u201d parecem ter sido usados de forma permut\u00e1vel nos s\u00e9culos XVIII e IX, mesmo para os que se reuniram no primeiro dia da semana. A educadora americana Catherine E. Beecher, por exemplo, referiu-se \u00e0s \u201cescolas sabatinas\u201d, em 1846, falando diante do clero protestante. E a imensa compila\u00e7\u00e3o online de palestras de Charles Spurgeon inclui \u201cThe Mustard Seed: A Sermon for the Sabbath-School<br \/>\nTeacher\u201d (A Semente de Mostarda: Um Serm\u00e3o para o Professor da Escola Sabatina), apresentado em 1889, no Tabern\u00e1culo Metropolitano, em Newington, Inglaterra.<br \/>\nN\u00e3o obstante, a maioria dos historiadores creditam a primeira Escola Dominical \u00e0 vis\u00e3o e esfor\u00e7o de Robert Raikes, um impressor e editor em Gloucester, Inglaterra. Raikes, um homem descrito como \u201cevang\u00e9lico, com tend\u00eancia ao misticismo\u201d, estava cada vez mais preocupado com a condi\u00e7\u00e3o moral do pobre e da classe oper\u00e1ria de Gloucester. \u201cEle come\u00e7ou a acreditar\u201d, escreve Elmer L. Towns, \u201cque sua degrada\u00e7\u00e3o se devia \u00e0 ignor\u00e2ncia e ao \u00f3cio, e que a reforma poderia ser obtida pelo refreamento e pela instru\u00e7\u00e3o nos rudimentos da moralidade. [...] Em algum tempo, antes de 1780, veio-lhe a ideia de atacar o problema atrav\u00e9s das crian\u00e7as.\u201d<br \/>\nGloucester, naquela \u00e9poca, era o centro da manufatura de alfinetes e o trabalho da crian\u00e7a era parte principal dessa ind\u00fastria. Para as crian\u00e7as das classes mais baixas, a semana de trabalho de seis dias as impediam de qualquer tipo de frequ\u00eancia \u00e0 escola formal e somente tinham o domingo livre. Assim, em novembro de 1780, Raikes, determinado a empreender um tipo de experimento social, reuniu um grupo de meninos em Sooty Alley, um distrito especialmente pobre de Gloucester, e pagou a uma mulher pobre um xelim por dia para lhes ensinar, principalmente a ler e escrever, bem como o mais b\u00e1sico da instru\u00e7\u00e3o religiosa.<br \/>\nA rea\u00e7\u00e3o na comunidade foi mista. Embora houvesse alguns entre esses primeiros alunos e suas fam\u00edlias que viram o benef\u00edcio que poderiam receber, havia outros, especialmente das classes mais afluentes que, claramente desaprovaram. Alguns, por outro lado como eles mesmos observaram como um grupo obstinado, descreveram-nos zombeteiramente como \u201cOs Gansos Selvagens do Bobby e seu regimento esfarrapado\u201d. At\u00e9 mesmo alguns pastores e outros l\u00edderes religiosos da \u00e9poca criam que as massas deviam ser mantidas em seu lugar ou que as Escolas Dominicais iriam, como o expressou um ministro proeminente, \u201cdestruir toda a religi\u00e3o da fam\u00edlia\u201d.<br \/>\nDepois de tr\u00eas anos, por\u00e9m, ficou claro a Raikes que, embora houvesse alguma resist\u00eancia imprevista e outros desafios, havia tamb\u00e9m sucesso suficiente para merecer avan\u00e7o adicional. Em 1783, ele publicou um editorial em seu jornal e desse ponto em diante, em sucessivos esfor\u00e7os, promoveu o conceito de Escolas Dominicais em seu p\u00fablico leitor e al\u00e9m. Dois anos depois, ele publicou um livro de texto para ensinar a leitura no contexto da instru\u00e7\u00e3o da Escola Dominical.<br \/>\nO conceito de ministrar ao pobre nas classes dominicais chamou a aten\u00e7\u00e3o dos Wesleys e se propagou rapidamente a outras cidades. Por volta de 1789, os membros dessas escolas haviam aumentado para 250.000. E partir da\u00ed se ampliou rapidamente paga Gales, Esc\u00f3cia, Irlanda e Am\u00e9rica, e, no s\u00e9culo XIX, no mundo todo.<br \/>\nAssim, mais de meio s\u00e9culo depois, o pequeno grupo de crentes sabatistas que se tornaria na Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia, empreendeu a tarefa de equipar e treinar seus membros crescentes para a proclama\u00e7\u00e3o dessa mensagem \u00edmpar para o tempo do fim, e Tiago White pessoalmente deu in\u00edcio a um minist\u00e9rio que prossegue at\u00e9 hoje, reconhecido como Li\u00e7\u00f5es da Escola Sabatina.<br \/>\nAs duas primeiras dessas li\u00e7\u00f5es abordaram o tema do S\u00e1bado. Parece que a reda\u00e7\u00e3o dessas primeiras li\u00e7\u00f5es da Escola Sabatina, em suas primeiras edi\u00e7\u00f5es do The Youth\u2019s Instructor foi motivada por preocupa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 de Robert Raikes: uma \u00eanfase na instru\u00e7\u00e3o religiosa das crian\u00e7as e jovens. Raikes estava especialmente preocupado, por\u00e9m, com o comportamento moral das crian\u00e7as; a preocupa\u00e7\u00e3o de White era o comportamento e a salva\u00e7\u00e3o: \u201cPretendemos publicar um pequeno folho mensal\u201d, ele escreveu na The Review and Herald, \u201ccontendo temas para o benef\u00edcio dos jovens. [...] As crian\u00e7as deveriam ter um material para si mesmas, algo que as interessasse e instru\u00edsse. Deus est\u00e1 operando entre as crian\u00e7as cujos pais ou guardi\u00e3es s\u00e3o crentes e muitas delas se est\u00e3o convertendo e necessitam ser instru\u00eddas na verdade presente. E h\u00e1 uma parcela das crian\u00e7as que t\u00eam pais ou guardi\u00e3es crentes, mas que \u00e9 negligenciada e n\u00e3o tem direito \u00e0 instru\u00e7\u00e3o, e, por conseguinte, n\u00e3o manifesta muito interesse em sua pr\u00f3pria salva\u00e7\u00e3o. [...] Preocupamo-nos mais com esse tema do que o podemos expressar. Que Deus desperte Seu povo para o senso do dever para com as mentes jovens, encarregando-se de seu cuidado para conduzi-las no caminho da virtude e da santidade.\u201d<br \/>\nCerto dia, em 1853, um ano depois da publica\u00e7\u00e3o da primeira edi\u00e7\u00e3o do The Youth\u2019s Instructor, Tiago e Ellen White formaram a primeira classe da Escola Sabatina em seu lar, em Rocherster, Nova Iorque. E h\u00e1 o registro de outra classe, fundada pouco depois, por John Byington, em Bucks Bridge, Nova Iorque. Isso, deve-se notar, ocorreu dez anos antes da organiza\u00e7\u00e3o oficial de crentes na Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia.<br \/>\nEssas primeiras dezenove li\u00e7\u00f5es de estudo da B\u00edblia tinham conte\u00fado expositivo bem como perguntas para meditar e discutir. O historiador adventista Arthur Spalding observa que as li\u00e7\u00f5es eram \u201csobre os prontos principais da f\u00e9. E, embora fossem destinadas \u00e0s crian\u00e7as e jovens, um exerc\u00edcio antol\u00f3gico, elas tamb\u00e9m serviam, na falta de outro material da Escola Sabatina, como li\u00e7\u00f5es para os adultos. Essas primeiras li\u00e7\u00f5es foram seguidas por dezessete outras, selecionadas de um material n\u00e3o adventista. Oito li\u00e7\u00f5es sobre o santu\u00e1rio se seguiram.\u201d E, depois disso, em 1854, um curso de um ano de li\u00e7\u00f5es semanais de autoria de Roswell F. Cottrell apareceu no The Youth\u2019s Instructor,que se repetiu por v\u00e1rios anos.<br \/>\nUm aspecto central dessas primeiras Escolas Sabatinas foi a memoriza\u00e7\u00e3o da Escritura. \u201cUma menina pequena\u201d, escreve Spalding, \u201cinformaram que memorizou 892 versos em seis meses, uma m\u00e9dia de trinta e quatro versos por semana; e outro triunfo foi a memoriza\u00e7\u00e3o de 7.555 versos de uma escola sabatina, com trinta e oito membros.\u201d<br \/>\n\u00c9 interessante que a memoriza\u00e7\u00e3o da Escritura, h\u00e1 muito tem sido ponto de discuss\u00e3o para aqueles engajados nessa forma de educa\u00e7\u00e3o religiosa. H. M. Hamil comenta que \u201co movimento da Escola Dominical no in\u00edcio passara pela \u2018era da \u2018memoriza\u00e7\u00e3o\u2019, cuja influ\u00eancia mon\u00f3tona e emasculada dominou durante os primeiros vinte e cinco anos do s\u00e9culo XIX. Tornou-se uma mania viral, at\u00e9 que a mem\u00f3ria da crian\u00e7a e a lideran\u00e7a desenvolvida da igreja iniciaram o inevit\u00e1vel recuo.\u201d<br \/>\nAt\u00e9 hoje parece haver no curr\u00edculo da Escola Sabatina e Dominical, tanto para crian\u00e7as quanto para adultos, uma ambival\u00eancia quanto \u00e0 import\u00e2ncia de memorizar as passagens b\u00edblicas. Algumas publica\u00e7\u00f5es da Escola Dominical n\u00e3o incluem provis\u00e3o para isso.<br \/>\nNas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX, as Escolas Sabatinas adventistas, na Am\u00e9rica do Norte, cresceram e proliferaram espontaneamente. \u201cN\u00e3o havia organiza\u00e7\u00e3o\u201d, escreve Spalding, \u201cnenhuma ci\u00eancia de ensino, quase nenhuma dire\u00e7\u00e3o das sedes. Cada escola improvisava seu programa e a variedade era eloquentemente sugestiva quanto \u00e0 necessidade de sistema e de organiza\u00e7\u00e3o que ent\u00e3o estava apenas come\u00e7ando a ser agitada.\u201d<br \/>\nDepois da transfer\u00eancia da sede do movimento adventista, em 1855, para Battle Creek, Michigan, alguma resposta a essa desorganiza\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ser estabelecida. Em 1863, Adelia Patton redigiu um curso de li\u00e7\u00f5es para dois anos, destinado a crian\u00e7as, e publicado no The Youth\u2019s Instructor. Pouco depois ela foi nomeada como editora dessa publica\u00e7\u00e3o e, sob sua lideran\u00e7a, foi lan\u00e7ado o conte\u00fado especializado da Escola Sabatina para crian\u00e7as.<br \/>\nEm 1869, Goodloe Harper Bell se tornou editor do The Youth\u2019s Instructor e, mais ou menos na mesma \u00e9poca, superintendente da Escola Sabatina, em Battle Creek. Devido \u00e0 sua experi\u00eancia pr\u00e9via como educador e a influ\u00eancia de Battle Creek como o carro-chefe do adventismo de ent\u00e3o, Bell trouxe \u00e0 Escola Sabatina rigor na organiza\u00e7\u00e3o e no curr\u00edculo o que incentivou o crescimento ainda maior. \u201cDurante os pr\u00f3ximo dezoitos anos [1869-1887]\u201d, escreve o historiador adventista Allan G. Lindsay, \u201cnenhum outro indiv\u00edduo exerceu influ\u00eancia mais ben\u00e9fica no desenvolvimento [da Escola Sabatina] do que Bell.\u201d<br \/>\nLindsay categoriza as contribui\u00e7\u00f5es de Bell no desenvolvimento inicial da Escola Sabatina da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia como qu\u00e1druplas: \u201ccomo superintendente da Escola Sabatina de Battle Creek; no preparo de li\u00e7\u00f5es b\u00edblicas por n\u00edvel; na organiza\u00e7\u00e3o das associa\u00e7\u00f5es da Escola Sabatina; e como o editor fundador do Auxiliar da Escola Sabatina.\u201d<br \/>\nDesde seu in\u00edcio, em 1885, at\u00e9 1985, o Auxiliar da Escola Sabatina buscou ajudar os l\u00edderes e professores da Escola Sabatina, a grande maioria n\u00e3o sendo educadores profissionais, na teoria da aprendizagem e, por fim, proveu auxiliares da li\u00e7\u00e3o e programa para todas as divis\u00f5es da Escola Sabatina. Isso foi sucedido, em 1971, por mais de dez publica\u00e7\u00f5es especializadas publicadas simultaneamente para satisfazer as diversas demandas de uma Escola Sabatina em expans\u00e3o.<br \/>\nEm acr\u00e9scimo ao Auxiliar da Escola Sabatina, Bell \u201cn\u00e3o apenas forneceu livros admir\u00e1veis de li\u00e7\u00f5es, mas criou uma organiza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica para a qual designou formul\u00e1rios de registro e relat\u00f3rio que implementaram os pap\u00e9is de secret\u00e1rio e professor.\u201d Um relat\u00f3rio \u00e0 terceira assembleia especial da Associa\u00e7\u00e3o Geral, reunida em Battle Creek, em 1878, informou 200 Escolas Sabatinas nos Estados Unidos. O ano anterior vira a forma\u00e7\u00e3o de duas associa\u00e7\u00f5es estaduais ou confer\u00eancias da Escola Sabatina, a primeira na Calif\u00f3rnia, em agosto, e a segunda em Michigan, em outubro. Ent\u00e3o, a assembleia especial de 1878 da Associa\u00e7\u00e3o Geral, formou a Associa\u00e7\u00e3o Geral da Escola Sabatina, e em sete meses as associa\u00e7\u00f5es da Escola Sabatina foram constitu\u00eddas em 12 estados.<br \/>\nEm 1886, T. C. White, na ocasi\u00e3o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Geral da Escola Sabatina, recomendou a mudan\u00e7a do nome da organiza\u00e7\u00e3o para Associa\u00e7\u00e3o Internacional da Escola Sabatina, porque as Escolas Sabatinas tinham, ent\u00e3o, sido estabelecidas na Europa e na Austr\u00e1lia.<br \/>\n\u201cNessa ocasi\u00e3o havia 813 escolas sabatinas, com 23.364 membros.\u201d Foi na metade da d\u00e9cada de 1880, tamb\u00e9m, que a vis\u00e3o para a Escola Sabatina local come\u00e7ou a se ampliar significativamente. Um apoio espont\u00e2neo para a a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria (servi\u00e7o e testemunho) e para as miss\u00f5es estrangeiras come\u00e7aram a se manifestar de v\u00e1rias formas.<br \/>\n\u201cEm 1885, as escolas sabatinas fizeram sua primeira oferta para as miss\u00f5es\u201d, de acordo com a Seventhday Adventist Encyclopedia. \u201cNo primeiro trimestre desse ano, a Escola Sabatina de Oakland, Calif\u00f3rnia, deu todas suas entradas para auxiliar no estabelecimento da Miss\u00e3o Australiana. [...] Ainda, em 1885, foi adotada pela Upper Columbia Conference, pela primeira vez, na associa\u00e7\u00e3o como um todo, a pr\u00e1tica de dar todos os donativos da Escola Sabatina para as miss\u00f5es. [...] V\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es estaduais da Escola Sabatina propuseram enviar parte de suas ofertas para ajudarem no estabelecimento dessa miss\u00e3o. [...] Esse foi o in\u00edcio da corrente sempre crescente do apoio financeiro que fluiu das escolas sabatinas para os campos mundiais.\u201d<br \/>\nQuando o mission\u00e1rio adventista John I. Tay voltou, em 1887, para os EUA com a hist\u00f3ria da Ilha de Pitcairn e da aceita\u00e7\u00e3o por parte de seus habitantes da mensagem do Segundo Advento, a Associa\u00e7\u00e3o Geral resolveu financiar a constru\u00e7\u00e3o de um navio mission\u00e1rio para as ilhas no sul do Oceano Pac\u00edfico. O projeto caducou, por\u00e9m, at\u00e9, em 1889, a Associa\u00e7\u00e3o Internacional da Escola Sabatina assumiu o desafio de levantar os fundos. No per\u00edodo de quase um ano, as escolas sabatinas na Am\u00e9rica do Norte levantaram quase $19,000, o equivalente a quase meio milh\u00e3o de d\u00f3lares em valores atuais. E isso \u00e9 ainda mais not\u00e1vel considerando-se que, na \u00e9poca, havia apenas 30 mil membros da Escola Sabatina; conforme o relat\u00f3rio estat\u00edstico mais recente, hoje h\u00e1 mais de 18 milh\u00f5es, no mundo todo.<br \/>\nO Pitcairn deixou San Francisco em outubro de 1890, e \u201cfez seis grandes viagens ao redor do Pac\u00edfico, auxiliando na abertura de miss\u00f5es em Society Islands (agora conhecida como Polin\u00e9sia Francesa), Cook, Tonga, Lord Howe, Norfolk, Samoa e Ilhas Fiji.\u201d Ele serviu a Igreja por dez anos dessa forma, at\u00e9 que, na virada do s\u00e9culo, se tornou mais econ\u00f4mico enviar mission\u00e1rios e materiais por navios comerciais a vapor. O Pitcairn foi vendido em 1900.<br \/>\nH\u00e1 consider\u00e1vel evid\u00eancia, portanto, que, no final do s\u00e9culo XIX, as Escolas Sabatinas estavam claramente engajadas em mais do que no estudo da Escritura. Ela se expandira no que a Seventh-day Adventist Encyclopedia define como o eterno objetivo duplo da Escola Sabatina: o estudo da B\u00edblia e o discipulado crist\u00e3o. J\u00e1 no in\u00edcio de 1883, Ellen G. White escreveu na The Review and Herald: \u201cA Escola Sabatina \u00e9 um ramo importante da obra mission\u00e1ria, n\u00e3o somente por que ela d\u00e1 a jovens e idosos o conhecimento da Palavra de Deus, mas porque desperta neles amor por suas verdades sagradas, e um desejo de estud\u00e1-la por si mesmos; acima de tudo, ela lhes ensina a regularem a vida pelos santos ensinos que lhes ministra.\u201d<br \/>\n\u201cO objetivo da obra da Escola Sabatina\u201d, escreveu a Sra. White, \u201cdeveria ser a colheita de almas.\u201d Seu conselho foi que esse esfor\u00e7o deveria se expressar no servi\u00e7o interno e externo e no testemunho. O termo \u201cag\u00eancia de conquista de almas\u201d aparece frequentemente em seus escritos como uma forma de descrever os devidos alvos das escolas sabatinas. Ela incentivou o treinamento de obreiros crist\u00e3os para a a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria. Apontando para as promessas b\u00edblicas de for\u00e7a e sabedoria, ela aconselhou brandura e respeito ao os esfor\u00e7os da Escola Sabatina focarem no desenvolvimento desses programas de testemunho como a visita\u00e7\u00e3o nos lares e o minist\u00e9rio das crian\u00e7as.<br \/>\nO s\u00e9culo XX incluiu v\u00e1rias mudan\u00e7as organizacionais: Em 1901, a Associa\u00e7\u00e3o Internacional da Escola Sabatina se tornou o Departamento da Escola Sabatina da Associa\u00e7\u00e3o Geral.<br \/>\nEm 1985, o Departamento da Escola Sabatina se tornou, provisoriamente, parte do Departamento dos Minist\u00e9rios da Igreja. Em 1990, o status provis\u00f3rio do Departamento dos Minist\u00e9rios da Igreja foi revogado e v\u00e1rios de seus ex-minist\u00e9rios foram designados como departamentos. Foi designada a lideran\u00e7a das Escolas Sabatinas, no mundo todo, para o rec\u00e9m-formado Departamento do Minist\u00e9rio Pessoal e da Escola Sabatina (Mipes).<br \/>\nNenhuma dessas mudan\u00e7as estruturais afetou significativamente os alvos e objetivos totais, que foram expressados mais completamente em 1974, conforme descrito na Seventh-day Adventist Encyclopedia: \u201cEm 1974, o Departamento da Escola Sabatina reestudou e redefiniu seus objetivos, como segue: A Escola Sabatina foi desenvolvida para ensinar o evangelho de Jesus Cristo em resposta \u00e0 ordem de Jesus e no contexto das mensagens dos tr\u00eas anos. Fiel a seu prop\u00f3sito original a Escola Sabatina segue transmitindo as boas novas com o objetivo de conquistar, conservar e treinar para Jesus Cristo, homens e mulheres, jovens, meninos e meninas, no mundo todo. Esse objetivo \u00e9 cumprido atrav\u00e9s das seguintes quatro \u00e1reas: \u00eanfase na f\u00e9; \u00eanfase no companheirismo; \u00eanfase na comunidade; e \u00eanfase no mundo.\u201d<br \/>\nContudo, o s\u00e9culo XX viu a introdu\u00e7\u00e3o de algumas iniciativas e materiais significativos para o enriquecimento das escolas sabatinas ao redor do mundo. Ao longo do s\u00e9culo, e at\u00e9 hoje, t\u00eam sido produzidas li\u00e7\u00f5es para os adultos. Comumente chamadas da \u201cLi\u00e7\u00e3o da Escola Sabatina\u201d, o termo Li\u00e7\u00e3o de Adulto da Escola Sabatina \u00e9 agora recomendado. Um escopo e sequ\u00eancia desses temas tratados nessas li\u00e7\u00f5es de adultos, desde 1886 at\u00e9 o presente, est\u00e1 dispon\u00edvel online. Uma pesquisa realizada em 2006, informou a tradu\u00e7\u00e3o da Li\u00e7\u00e3o de Adulto da Escola Sabatina para mais de 80 l\u00ednguas, certamente provendo uma das influ\u00eancias mais atraentes de todas as influ\u00eancias para a unidade da Igreja mundial.<br \/>\nEm 1998, a dire\u00e7\u00e3o editorial da Li\u00e7\u00e3o de Adulto da Escola Sabatina foi atribu\u00edda diretamente \u00e0 ADCOM da Associa\u00e7\u00e3o Geral, em vez de ao Departamento do Minist\u00e9rio Pessoal e da Escola Sabatina. O Departamento do Mipes atua na delibera\u00e7\u00e3o com os oficiais da Li\u00e7\u00e3o da Escola Sabatina e na supervis\u00e3o do treinamento do professor da Escola Sabatina, na publica\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo da Escola Sabatina, para todas as faixas et\u00e1rias, desde o nascimento at\u00e9 a idade adulta e produz materiais em multim\u00eddia para dar-lhes apoio. No s\u00e9culo XX \u2013 e entrando no s\u00e9culoXXI \u2013 o curr\u00edculo desde os infantes at\u00e9 os jovens adultos tem provido uma sucess\u00e3o de materiais de estudo da B\u00edblia t\u00e3o vasta que \u00e9 dif\u00edcil enumerar.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, v\u00e1rios deles podem representar a qualidade da m\u00eddia produzida pelo pessoal do Minist\u00e9rio Pessoal e da Escola Sabatina para o discipulado das crian\u00e7as e jovens da igreja.<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">\u00a0Curr\u00edculo do Elo da Gra\u00e7a\u00ae do nascimento at\u00e9 os 12 anos, aumenta suas s\u00e9ries de estudo da Li\u00e7\u00e3o da Escola Sabatina impressa com materiais para professores e pais com o objetivo de incentivar o aprendizado ativo e transformador na crian\u00e7a.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">\u00a0Real-Time Faith,??????? para a faixa et\u00e1ria dos 13-14 anos, prov\u00ea um curso de dois anos, na abordagem de t\u00f3picos do estulo da B\u00edblia, referentes a necessidades e interesses especiais da pr\u00e9-adolesc\u00eancia.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">\u00a0Li\u00e7\u00e3o da Escola Sabatina Adolescentes, para as faixas et\u00e1rias dos 15 aos 18 anos, que prov\u00ea quatro anos de estudo para alunos do ensino m\u00e9dio, baseado na narrativa b\u00edblica e na s\u00e9rie do Conflito dos S\u00e9culos. Em coopera\u00e7\u00e3o com o Ellen G. White Estate, o Departamento do Mipes produziu para esse curso, cada um dos cinco livros da s\u00e9rie do Conflito, adaptado em linguagem atual.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">\u00a0Li\u00e7\u00e3o da Escola Sabatina, Jovens guia de estudo da B\u00edblia baseado nos mesmos temas da Li\u00e7\u00e3o de Adultos da Escola Sabatina, voltado para os jovens adultos e seu grupo et\u00e1rio.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>Em acr\u00e9scimo a esse curr\u00edculo completo das Li\u00e7\u00f5es da Escola Sabatina para todas as faixas et\u00e1rias, at\u00e9 a idade adulta, o Departamento do Minist\u00e9rio Pessoal e da Escola Sabatina acentua seus esfor\u00e7os no discipulado da Igreja mundial, com uma gama de recursos em multim\u00eddia:<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">\u00a0Sabbath School University\u00ae, \u00a0um v\u00eddeo semanal transmitido via sat\u00e9lite e pela internet apresentando jovens adultos em uma discuss\u00e3o, com moderador, da Li\u00e7\u00e3o da Escola Sabatina da semana.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">\u00a0In Step With Jesus, \u00a0um curso para novos membros da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia para ser estudado em seu primeiro ano na Escola Sabatina. Este material busca introduzir a heran\u00e7a e as cren\u00e7as dos adventistas, para o discipulado dos novos conversos.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">\u00a0Uma gama completa de oito websites representa esses materiais da Escola Sabatina e prov\u00ea podcasts em \u00e1udio e v\u00eddeo, representa\u00e7\u00f5es em v\u00eddeo das li\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as, materiais para download para estudantes, pais e professores, e m\u00eddia social. Esses sites est\u00e3o para receber mais de 4 milh\u00f5es de acessos de uma \u00fanica p\u00e1gina, em 2013.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">\u00a0Os Apps para tablets que incluem materiais de estudo, feltro para crian\u00e7as, anima\u00e7\u00f5es e outras m\u00eddia em \u00e1udio e v\u00eddeo. Eles abrangem os materiais e recursos mais significativos desenvolvidos nos anos recentes para incentivar um engajamento ainda maior dos membros da Escola Sabatina no estudo da B\u00edblia; no companheirismo, na a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria e na miss\u00e3o mundial. Agora que a Igreja j\u00e1 avan\u00e7a pelo s\u00e9culo XXI e comemorando seus 150\u00ba anivers\u00e1rio com o firme conhecimento de que o fim certamente se aproxima, est\u00e1 decidida, mais do que nunca antes, a preparar e mobilizar totalmente os 18 milh\u00f5es de membros de sua Escola Sabatina para toda uma vida de discipulado, no cumprimento de sua miss\u00e3o de partilhar o amor de Deus para a \u201ccolheita de almas\u201d.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<p><em>Vida e Ensinos<\/em>, p. 146.<br \/>\nEste documento cont\u00e9m inconsist\u00eancia no estilo pertinente ao termo \u201cEscola Sabatina\u201d. Ao longo de mais de dois s\u00e9culos nos quais o termo apareceu impresso, sua mai\u00fascula e hifena\u00e7\u00e3o variaram. O Departamento do Minist\u00e9rio Pessoal e da Escola Sabatina da Associa\u00e7\u00e3o Geral adotou \u201cEscola Sabatina\u201d como o estilo aprovado (na l\u00edngua inglesa), mas, neste documento, a acuidade da mai\u00fascula e hifena\u00e7\u00e3o original foram mantidas nas cita\u00e7\u00f5es e t\u00edtulos das publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Elmer L. Towns, \u201cRobert Raikes: A Comparison With Earlier Claims to Sunday School Origins,\u201d Evangelical<br \/>\n<em>Quarterly<\/em>, vol. 43 (1971), pp. 69, 70.<br \/>\nEdwin W. Rice, \u201cThe First Sabbath School,\u201d <em>Pennsylvania School Journal<\/em>, 1875, pp. 342, 343.<br \/>\nCatherine E. Beecher, The Evils Suffered by <em>American Women and American Children: The Cause and the Remedy<\/em> (Nova Iorque: Harper &amp; Brothers, 1846), p. 12.<br \/>\n<a href=\"Http:\/\/www.spurgeon.org\/sermons\/2110.htm\">Http:\/\/www.spurgeon.org\/sermons\/2110.htm<\/a>, acessado em 31 de agosto de 2013.<br \/>\nGeorge R. Merrill, \u201cThe Sunday School: Robert Raikes and the Eighteenth Century,\u201d em <em>The Development of the Sunday-school, 1780-1905: The Official Report of the Eleventh International Sunday-school Convention, Toronto, Canada, 23-27 de junho de 1905, p. 38<\/em><br \/>\nIbid., p. 39.<br \/>\nIbid., p. 42.<br \/>\nTiago White, \u201cA Paper for Children,\u201d <em>Review and Herald<\/em>, 8 de julho de 1852, p. 5.<br \/>\nArthur W. Spalding, <em>Origin and History of the Seventh-day Adventist Church<\/em> (Takoma Park, Md.: Review &amp;<br \/>\nHerald, 1961), p. 63.<br \/>\nIbid., p. 65.<br \/>\nH. M. Hamill, \u201cThe Uniform Lesson,\u201d in <em>The Development of the Sunday-school<\/em>, op. cit., p. 88.<br \/>\nArthur W. Spalding, op. cit., p. 65.<br \/>\nIbid., p. 67.<br \/>\nAllan G. Lindsay, \u201cGoodloe Harper Bell: Pioneer Seventh-day Adventist Educator\u201d (EdD diss., Andrews<br \/>\nUniversity, 1982), p. 99<br \/>\nIbid.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gary B. Swanson Em alguma parte ao longo da estrada poeirenta do interior, Tiago Springer White parou a carro\u00e7a na qual ele e a esposa, Ellen G. White, seguiam de Rochester, Nova Iorque, para Bangor, Maine. Era algum dia no ano de 1852. 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