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Lição 7 - Viver como Cristo

Domingo | Segunda | Terça | Quarta | Quinta | Sexta VERSO PARA MEMORIZAR: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (Jo 13:34). Leituras da Semana: Mt 9:36; Mc 10:21; Lc 10:30-37; Mt 25:31-46; Lc 6:32-35; Jo 15:4-12 Contrário ao […]


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Domingo | Segunda | Terça | Quarta | Quinta | Sexta

VERSO PARA MEMORIZAR:

“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (Jo 13:34).

Leituras da Semana: Mt 9:36; Mc 10:21; Lc 10:30-37; Mt 25:31-46; Lc 6:32-35; Jo 15:4-12

Contrário ao que muitos pensam, o mandamento de amar o próximo não foi um ensinamento iniciado no Novo Testamento. No Antigo Testamento, Deus já havia ordenado Seu povo a amar o próximo como a si mesmo (Lv 19:18) e amar o estrangeiro como a si mesmo (Lv 19:34).
Por que, então, Jesus disse: “Novo mandamento vos dou”? A novidade do mandamento de Jesus estava no fato de que havia uma nova medida: “Assim como Eu vos amei”. Antes da encarnação de Cristo, os homens não tiveram uma revelação plena do amor de Deus. Então, mediante Sua vida abnegada e morte, Jesus demonstrou o real e mais profundo signifi cado do amor.
“O amor era o elemento em que Cristo Se movia, andava e trabalhava. Ele veio enlaçar o mundo com os braços de Seu amor. [...] Devemos seguir o exemplo dado por Cristo, e torná-Lo nosso modelo, até que tenhamos para com os outros o mesmo amor que Ele manifestou para conosco” (Ellen G. White, O Cuidado de Deus [MM 1995], p. 26).
Nesta semana, ao considerarmos a vida amorosa, benevolente, atenciosa e compassiva de Jesus, permitamos que nosso coração seja tocado e moldado pelo divino princípio ativo do amor, que é a marca do verdadeiro cristianismo.

Domingo - Como Jesus viveu

Apesar de estar constantemente sob os mais ferozes ataques de Satanás, Jesus teve uma vida altruísta de serviço amoroso. Sua prioridade sempre foi as pessoas.
Desde a infância até a cruz, Ele mostrou terna e constante disposição para ministrar aos outros. Suas mãos estavam sempre prontas para aliviar todo caso de sofrimento que Ele percebia. Cuidava com carinho dos que eram considerados de pouco valor pela sociedade, como as crianças, mulheres, estrangeiros, leprosos e coletores de impostos. Ele “não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20:28). Por isso, “andou por toda parte, fazendo o bem e curando todos os oprimidos do diabo” (At 10:38). Sua compaixão e misericordioso interesse pelo bem-estar dos outros eram mais importantes para Ele do que satisfazer a própria
necessidade física de comida ou abrigo. Na verdade, mesmo na cruz, Ele Se preocupava mais com Sua mãe do que com Seu próprio sofrimento (Jo 19:25-27).
1. De que maneira Jesus olhava para as pessoas? Mt 9:36; 14:14; 15:32

Jesus era sensível às necessidades das pessoas e realmente Se importava com elas. Seu coração Se movia compassivamente para as grandes multidões cansadas e dispersas. Ele era tocado de compaixão para com as pessoas desamparadas, como os dois cegos de Jericó (Mt 20:34), um leproso suplicante (Mc 1:40, 41), e uma viúva que havia acabado de perder seu único filho (Lc 7:12, 13).

2. Qual princípio de ação guiou Jesus quando Ele Se relacionou com diferentes pessoas? Mc 10:21; Jo 11:5
Todo ato de misericórdia, cada milagre, cada palavra de Jesus foi motivada por Seu amor infinito, um amor inabalável e permanente. No fim de Sua vida, Ele mostrou vividamente aos discípulos que, tendo-os amado desde o início, “amou-os até ao fim” (Jo 13:1). Com Sua morte na cruz, Ele demonstrou a todo o universo que o amor altruísta triunfa sobre o egoísmo. À luz do Calvário, é claro que o princípio do amor que renuncia a si mesmo é o único fundamento de vida válido para a Terra e o Céu.

Segunda - Ame seu próximo

Viver como Jesus viveu significa mostrar o mesmo amor que Ele demonstrou, e que foi ilustrado na parábola do bom samaritano (Lc 10:30-37). Ele contou essa parábola em um diálogo com um doutor da lei, o qual havia resumido nosso dever para com Deus e para com o semelhante: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lc 10:27). O doutor da lei conhecia bem a Bíblia (ele citou de cor Deuteronômio 6:5 e Levítico 19:18), mas deve ter se sentido culpado por não demonstrar amor ao próximo. Na tentativa
de se justificar, perguntou a Jesus: “Quem é o meu próximo?” (Lc 10:29).

3. Como Jesus explicou quem é o nosso próximo? Que implicações a parábola do bom samaritano tem para nós? Qual é a relação entre o mandamento de amar o próximo como a nós mesmos e a regra áurea de Mateus 7:12? Lc 10:30-37

Jesus respondeu à pergunta: “Quem é o meu próximo?”, dizendo que nosso próximo é toda pessoa que precisa da nossa ajuda. Assim, em vez de perguntar: “O que meu próximo pode fazer por mim”, devemos perguntar: “O que posso fazer
pelo meu próximo?” A regra áurea era interpretada de forma negativa: “Não faça aos outros aquilo que você detesta.” Jesus foi muito além dessa interpretação. Ao apresentá-la de forma positiva, Ele falou não apenas do que devemos evitar, mas, especialmente, do que devemos fazer. Precisamos nos lembrar especialmente de que esse princípio não nos diz para tratar os outros como eles nos tratam. Afinal de contas, é fácil ser gentil com os que são gentis para conosco ou hostil para com os que são agressivos. A maioria das pessoas faz isso. Em vez disso, devemos amar o próximo independentemente da maneira pela qual ele nos trata.

Terça - Serviço amoroso

4. Qual é a mensagem básica de Mateus 25:31-46?

No último dia, haverá muitas surpresas. Aqueles à direita do Filho do Homem nunca imaginaram que sua manifestação de amor altruísta seria tão decisiva.
Cristo não irá elogiá-los pelos sermões eloquentes que eles pregaram, nem pelo valioso trabalho que fizeram, nem pelas suas generosas doações. Em vez disso, Cristo os receberá com alegria no Céu pelas pequenas coisas feitas com amor pelos
menores entre os irmãos.
Os que estiverem à esquerda também se surpreenderão com a razão dada pelo rei para seu veredito. Alguns deles chegarão a dizer: “Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em Teu nome, e em Teu nome não expelimos demônios, e em Teu nome não fizemos muitos milagres?” (Mt 7:22). Embora essas sejam obras desejáveis, sem uma atitude amorosa elas não têm valor. Essas pessoas professaram servir a Cristo, mas o Senhor nunca as conheceu (Mt 7:23), porque elas nunca O amaram realmente, nem a Seus irmãos. Elas não praticaram os princípios da verdadeira religião (Tg 1:27).
Comentaristas têm sugerido várias interpretações a respeito de quem são os “menores irmãos” do Senhor (Mt 25:40). É importante determinar quem são eles, a fim de saber qual é a extensão da nossa responsabilidade cristã. Alguns intérpretes afirmam que os “menores irmãos” de Jesus são os apóstolos e outros missionários cristãos. Eles encontram apoio para essa visão em Mateus 10:40-42 e concluem que o destino de todos os seres humanos depende do modo pelo qual eles tratam os missionários cristãos. Outros estudiosos afirmam, com base em Mateus 12:48-50, que os “menores irmãos” de Jesus são Seus seguidores em geral.
Não há dúvida de que todos os discípulos de Jesus são Seus irmãos, mas o alcance das palavras de Jesus parece ser ainda mais amplo. Cristo “Se identifica com todo filho da humanidade. [...] É o Filho do homem, e assim, um irmão de todo filho
e filha de Adão” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 638).

Quarta - Ame seus inimigos

A prova suprema do cristianismo genuíno é amar os inimigos. Jesus estabeleceu esse elevado padrão em contraste com a ideia predominante em Seu tempo. A partir do mandamento “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19:18), muitos haviam concluído algo que o Senhor jamais disse nem planejou: Você deve odiar seu inimigo. Certamente, isso não estava implícito no texto.

5. Na prática, de acordo com Cristo, como se manifesta o amor para com os inimigos? Lc 6:27, 28

Um adversário pode demonstrar inimizade de três formas diferentes: Por uma atitude hostil (“vos odeiam”), por meio de palavras ofensivas (“vos maldizem”) e através de ações abusivas (“vos maltratam e vos perseguem” [Mt 5:44, ARC]). A essa tríplice expressão de inimizade, Cristo nos ensina a responder com três manifestações de amor: fazer boas ações para com eles (“fazei o bem”), falar bem deles (“bendizei”), e interceder diante de Deus por eles (“orai”). A resposta do cristão à hostilidade e antagonismo é vencer “o mal com o bem” (Rm 12:21).
Observe: Jesus primeiro pede que amemos nossos inimigos e, como resultado, solicita que demonstremos esse amor por meio de boas ações, palavras amáveis e oração de intercessão. Sem o amor inspirado pelo Céu, essas ações, palavras e orações seriam uma ofensiva e hipócrita falsificação do verdadeiro cristianismo.

6. Por que devemos amar nossos inimigos? Quais razões foram apresentadas por Jesus? Lc 6:32-35

A fim de nos ajudar a compreender esse elevado mandamento, o Senhor usou três argumentos. Em primeiro lugar, precisamos viver acima dos baixos padrões do mundo. Até mesmo os pecadores amam uns aos outros, e os criminosos se ajudam mutuamente. Qual seria o valor de seguir a Cristo, se isso não nos levasse a viver e amar de maneira superior à virtude dos filhos deste mundo? Em segundo lugar, Deus nos recompensará por amar nossos inimigos. Ainda que não amemos pela recompensa, Ele a concederá graciosamente para nós. Em terceiro lugar, esse tipo de amor é uma evidência de nossa estreita comunhão com nosso Pai celestial, que “é benigno até para com os ingratos e maus” (Lc 6:35).

Quinta - Viver como Jesus

Os ensinamentos de Jesus estabelecem um ideal tão elevado, de uma vida altruísta e amorosa, que a maioria de nós provavelmente se sinta oprimida e desanimada. Como podemos nós, egoístas por natureza, amar o próximo de maneira altruísta? Além disso, é possível amar os inimigos? Do ponto de vista humano, é absolutamente impossível.

Mas o Senhor jamais nos pediria que amássemos e servíssemos os detestáveis e desprezíveis sem nos prover os meios com que alcançar isso. “Essa norma não é impossível de ser alcançada. Em toda ordem ou mandamento dado por Deus, há uma promessa, a mais positiva, a fundamentá-la. Deus tomou as providências para que nos tornemos semelhantes a Ele, e realizará isso para todos quantos não interpuserem uma vontade perversa, frustrando assim Sua graça” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 76).

Qual promessa está na base do mandamento de amar os inimigos? É a certeza de que Deus é bondoso e misericordioso para com os ingratos e maus (Lc 6:35, 36), o que nos inclui. Podemos amar nossos inimigos, porque Deus nos amou primeiro, embora fôssemos Seus inimigos (Rm 5:10). Quando diariamente reafirmamos nossa aceitação do Seu amoroso sacrifício por nós na cruz, Seu amor abnegado permeia nossa vida. Quanto mais compreendemos e experimentamos o amor do Senhor por nós, mais Seu amor fluirá de nós para os outros, até mesmo aos nossos inimigos.

7. Qual é a relação entre permanecer em Cristo e em Seu amor, e amar nosso próximo? Jo 15:4-12

Nossa necessidade diária não é apenas a de aceitar novamente a morte de Cristo por nós, mas render nossa vontade a Ele e nEle permanecer. Assim como Jesus não buscou Sua própria vontade, mas a vontade do Pai (Jo 5:30), precisamos confiar nEle e em Sua vontade. Pois, sem Ele, nada podemos fazer (Jo 15:5).
Quando a cada dia decidimos nos submeter a Jesus, Ele vive em nós e por meio de nós. Então “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20), e transforma minhas atitudes egocêntricas em uma vida amorosa e altruísta.

Sexta - Estudo adicional

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 497-505 “O Bom Samaritano”; p. 637-641: “Um Destes Meus Pequeninos Irmãos”.
“Ao redor de nós há pessoas pobres e tentadas que necessitam de palavras compassivas e atos bondosos. Há viúvas que precisam de compaixão e assistência. Há órfãos, aos quais Cristo ordenou aos Seus seguidores que recebessem como legado divino. [...] São membros da grande família de Deus, e os cristãos, como Seus mordomos, são responsáveis por eles. Deus disse: A alma deles “da tua mão o requererei” (Ez 3:18; Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 386, 387).
“Não é a grandeza do trabalho que fazemos, mas o amor e a fidelidade com que o fazemos, que alcança a aprovação do Salvador” (Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 325).

Professor veja aqui o auxiliar da lição!

Perguntas para reflexão

  1. Uma coisa é amar os “inimigos” quando eles são apenas pessoas irritantes, hostis, difíceis, agressivas ou ingratas. Mas, o que dizer dos verdadeiros inimigos, que o prejudicaram ou tentaram prejudicar você e sua família? Como devemos amá-los? Existe consolo no fato de que somos instruídos apenas a “amar” os inimigos, ao passo que somos ordenados a amar o próximo “como a nós mesmos”?
  2.  As pessoas podem argumentar conosco sobre nossa teologia, doutrina, estilo de vida ou sobre quase tudo. Mas quem pode argumentar contra o amor altruísta e desinteressado? Amor altruísta revela um poder que transcende o argumento racional ou lógico. Como podemos aprender a expressar esse amor, não importando o custo para nós?

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