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Lição 6 - Crescimento em Cristo

Domingo | Segunda | Terça | Quarta | Quinta | Sexta VERSO PARA MEMORIZAR: Leituras da Semana: Jo 3:1-15; Mt 13:33; 2Co 5:17; Jo 15:4-10; Mt 6:9-13; Lc 9:23, 24 Nicodemos se sentiu atraído para Cristo, mas não teve coragem de visitá-Lo publicamente. Ele se dirigiu a Jesus de maneira polida, reconhecendo-O como Mestre vindo […]


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Domingo | Segunda | Terça | Quarta | Quinta | Sexta

VERSO PARA MEMORIZAR:

Leituras da Semana: Jo 3:1-15; Mt 13:33; 2Co 5:17; Jo 15:4-10; Mt 6:9-13; Lc 9:23, 24

Nicodemos se sentiu atraído para Cristo, mas não teve coragem de visitá-Lo
publicamente. Ele se dirigiu a Jesus de maneira polida, reconhecendo-O como Mestre vindo de Deus. Jesus sabia que, por trás dessa saudação cortês havia alguém que procurava a verdade. Por isso, sem perder tempo, disse a Nicodemos que, mais do que conhecimento teórico, ele precisava de regeneração espiritual e de um novo nascimento.

Esse conceito foi difícil para Nicodemos entender. Por ser da descendência de Abraão, ele tinha certeza de que tinha um lugar no reino de Deus. Além disso, sendo fariseu rigoroso, ele certamente merecia o favor do Senhor. Então, por que ele precisava de uma mudança tão radical?
Pacientemente, Jesus explicou que a transformação espiritual é uma obra sobrenatural produzida pelo Espírito Santo. Embora não possamos ver nem entender como isso acontece, podemos perceber os resultados. Chamamos essa experiência de conversão, nova vida em Cristo.
Conquanto devamos sempre lembrar como o Senhor nos chamou e nos converteu, nosso desafio é permanecer firmemente nEle a cada dia, para que Ele nos transforme mais e mais à Sua imagem.

Domingo - Nascer de novo

Um cristão zeloso confrontou uma senhora participante da política e perguntou a ela: “Você já nasceu de novo?” Irritada com o que considerava uma questão pessoal, ela respondeu: “Deu certo na primeira vez, muito obrigado.”
Embora pensemos dessa forma, considerando nossa natureza decaída, nosso primeiro nascimento não é suficiente, pelo menos no que se refere à vida eterna. Para isso, precisamos “nascer de novo”.

1. Leia o diálogo de Jesus com Nicodemos em João 3:1-15. Como Jesus explicou o que significava nascer de novo?

Sem dúvida, Nicodemos, um mestre em Israel, conhecia as Escrituras do Antigo Testamento, que falam sobre a necessidade de um “novo coração” e a disposição de Deus para criá-lo em nós (Sl 51:10; Ez 36:26). Jesus explicou a Nicodemos essa verdade e como isso pode acontecer.
O diálogo registrado por João termina com as palavras de Jesus. Não há resposta de Nicodemos. Ele provavelmente tivesse ido para casa imerso em profundas reflexões. Silenciosamente, o Espírito Santo atuou em seu coração e, três anos mais tarde, ele estava pronto para se tornar publicamente discípulo de Cristo.

O fato de que é necessário nascer de novo mostra, sem dúvida, que nosso nascimento anterior é insuficiente do ponto de vista espiritual. O novo nascimento deve ser duplo: da água e do Espírito. À luz do ministério de João Batista, Nicodemos facilmente entendeu que nascer da água se referia ao batismo com água.

O que ele também precisava saber era que, nascer do Espírito é a renovação do coração pelo Espírito Santo.
Existem semelhanças entre o nascimento físico e o espiritual. Ambos marcam o início de uma vida nova. Além disso, não produzimos nem um dos dois nascimentos por nós mesmos. Existe também uma diferença importante entre eles: não tivemos oportunidade de decidir se nasceríamos fisicamente, mas podemos aceitar nascer espiritualmente. Só os que decidem livremente permitir que o Espírito Santo gere uma nova vida espiritual dentro deles nascem de novo. Deus respeita nossa liberdade e, ainda que esteja ansioso para nos transformar, Ele não muda o nosso coração à força.

Segunda - Nova vida em Cristo

Só é possível nascer de novo por intermédio da obra do Espírito Santo. Jesus usou o fato de que a palavra grega pneuma significa tanto “espírito” quanto “vento”, a fim de ilustrar o processo de conversão (Jo 3:8). O vento sopra. Nenhum
de nós pode iniciá-lo, dirigi-lo nem impedi-lo. Seu grande poder está além do controle humano. Podemos apenas reagir a ele, aproveitando seu potencial para nosso benefício ou resistindo-o.

Da mesma forma, o Espírito Santo está constantemente trabalhando no coração de cada ser humano, atraindo-o a Cristo. Ninguém tem controle sobre Seu grande poder para salvar e transformar. Podemos resistir a esse poder ou nos entregar a ele. Quando nos rendemos à Sua influência convincente, o Espírito Santo produz nova vida em nós.

Existe uma forma de saber se experimentamos o novo nascimento? Sim. O Espírito atua de modo invisível, mas os resultados de Sua atividade são visíveis. As pessoas ao nosso redor saberão que Jesus criou um novo coração em nós. O Espírito sempre produz uma demonstração exterior da transformação interior que Ele realiza. Como Jesus disse: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7:20).
A nova vida em Cristo não é remendada com algumas reformas externas. Não é um melhoramento ou modificação da antiga vida, mas uma transformação completa (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 172).

2. O que os textos a seguir nos dizem sobre o que o novo nascimento realiza em nós? Tt 3:5-7; 2Co 5:17; Gl 6:15

Mediante o Espírito Santo, Cristo nos concede novos pensamentos, sentimentos e motivos. Desperta nossa consciência, muda nossa mente, subjuga todo desejo impuro e nos enche com a doce paz do Céu. Embora a mudança não aconteça de imediato, com o tempo, nos tornamos novas criaturas em Jesus. Precisamos nascer de novo, porque viemos ao mundo na condição de injustos diante de Deus.

Terça - Permanecer em Cristo

Uma vida espiritual próspera só é possível pela constante dependência de Cristo. Jesus usou a ilustração da videira para ensinar como alcançar isso. Ele disse: “Eu Sou a videira, vós, os ramos” (Jo 15:5). No Antigo Testamento, Israel foi
retratado como uma videira que o Senhor havia plantado (Is 5:1-7; Sl 80:8, 9; Jr 2:21), mas Jesus Se apresenta como “a videira verdadeira” (Jo 15:1), e exorta Seus seguidores a ser unidos a Ele assim como os ramos permanecem na videira.

3. O que João 15:4–10 nos ensina sobre permanecer continuamente em Cristo?

Um ramo separado da videira pode parecer vivo por um tempo, mas certamente murchará e morrerá, porque foi cortado da fonte da vida. Da mesma forma, podemos receber vida somente por meio da nossa ligação com Cristo. Mas, para ser eficaz, essa união deve ser mantida. É essencial dedicar tempo para devoção matinal, porém nossa comunhão com o Senhor deve continuar ao longo do dia. Permanecer em Cristo significa buscá-Lo constantemente pedindo Sua orientação, orando por força para obedecer à Sua vontade, e suplicando que Ele encha nosso coração com Seu amor.

Uma das armadilhas mais enganosas é tentar viver a vida cristã de forma independente do Senhor. “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15:5). Sem Ele não podemos vencer nenhuma tentação, não podemos vencer o pecado nem desenvolver um caráter à Sua semelhança. Comunhão ininterrupta com Cristo é o único meio pelo qual podemos crescer espiritualmente.

Ao ler a Palavra e meditar sobre ela, somos alimentados e fortalecidos. Jesus disse: “As palavras que Eu vos tenho dito são espírito e são vida” (Jo 6:63). Entesouradas em nosso coração e mente, essas palavras estimulam nossas orações, a fim de nos manter em contato com o Senhor. Embora seja fácil ficar distraído pelos “cuidados do mundo” (Mc 4:19), devemos fazer um esforço concentrado para permanecer em Jesus.

Quarta - Oração

Além do estudo da Bíblia, a oração é indispensável para que permaneçamos em Cristo e cresçamos espiritualmente. O próprio Jesus precisava de oração para estar unido ao Pai. Ele nos deixou um exemplo de uma vida de oração. Os momentos cruciais de Sua vida foram marcados pela oração. Ele orou quando foi batizado. Muitas vezes, orou em lugares solitários antes do amanhecer, ou na montanha após o pôr do sol. Às vezes, passou a noite inteira orando, como quando escolheu os doze apóstolos. Orou para ressuscitar Lázaro. Nem mesmo a cruz O impediu de orar.

Se o Pai conhece as coisas de que temos necessidade, antes que as peçamos (Mt 6:8), por que precisamos apresentar nossas necessidades a Ele em oração? Porque mediante a oração, aprendemos a nos esvaziar de nós mesmos e nos tornar
mais dependentes dEle.

Jesus prometeu: “Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta” (Mt 7:7). Embora não precisemos impressioná-Lo com orações intermináveis de vãs repetições (Mt 6:5-9), é preciso perseverar na oração, apegando-nos às Suas promessas (Jo 15:7; 16:24), não importa o que aconteça.

4. Como as diferentes partes da Oração do Senhor podem nos ajudar a crescer em Cristo? Mt 6:9-13

Jesus é nosso Mediador no Céu. Por isso, Ele nos instruiu a dirigir nossas orações ao Pai em Seu nome. “Eu lhes asseguro que Meu Pai lhes dará tudo o que pedirem em Meu nome” (Jo 16:23, NVI). Cristo ensinou que existem certas condições para que essa maravilhosa promessa seja cumprida. Precisamos acreditar que Deus pode nos responder (Mt 21:22). É requerida uma atitude de perdão para com nosso próximo (Mc 11:25). É importante que nossa vontade esteja sempre subordinada à vontade do Pai (Mt 6:10; Lc 22:42). E qualquer “demora” na resposta não deve nos desencorajar. Ao contrário, precisamos orar sempre e não desistir (Lc 18:1).

Quinta - Morrer para si mesmo todos os dias

De maneira paradoxal, somente morrendo podemos verdadeiramente viver. Quando somos batizados, em princípio, morremos para nossa velha natureza e ressuscitamos para uma nova vida. Seria maravilhoso se o velho homem do pecado morresse de forma permanente quando somos sepultados sob as águas batismais. No entanto, mais cedo ou mais tarde, todos nós descobrimos que nossos hábitos e tendências do passado ainda estão vivos e lutam para recuperar o controle de nossa vida. Após o batismo, nossa velha natureza tem que ser morta constantemente. Por isso, Jesus associou a vida cristã à cruz.

5. Qual é o significado de Lucas 9:23, 24?

Muitos pensam que a cruz que precisam levar seja uma grave doença, circunstâncias desfavoráveis na vida, ou uma deficiência permanente. Ainda que todas essas coisas sejam difíceis, o significado das palavras de Jesus vai mais longe. Tomar nossa cruz significa negar a nós mesmos diariamente. Não apenas de vez em quando, mas todos os dias, não apenas uma parte de nós, mas todo o nosso ser.

A vida cristã tem a forma de cruz. “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:19, 20). No mundo antigo, as vítimas da crucificação não morriam imediatamente. Normalmente, elas agonizavam por muitas horas, às vezes vários dias, enquanto estavam penduradas no madeiro.

Nossa velha natureza, embora crucificada, luta para sobreviver e descer da cruz. Não é fácil negar a nós mesmos. Nossa velha natureza persiste, nosso velho homem não quer morrer. Além disso, não podemos pregar-nos à cruz. “Ninguém pode esvaziar-se de si mesmo. Somente podemos consentir que Cristo execute a obra. Então, a linguagem da alma será: Senhor, toma meu coração; pois não o posso dar. É Tua propriedade.

Conserva-o puro; pois não posso conservá-lo para Ti. Salva-me a despeito de mim mesmo, fraco e dessemelhante de Cristo. Molda-me, forma-me e eleva-me a uma atmosfera pura e santa, onde a rica corrente de Teu amor possa fluir por minha alma.
“Não é só no princípio da vida cristã que essa entrega do próprio eu deve ser feita. Deve ser renovada a cada passo dado em direção do Céu. [...] Só podemos caminhar com segurança por uma constante negação de nós mesmos e confiança em Cristo” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 159, 160). Deve haver uma entrega diária ao Senhor.

Quando foi a última vez em que você morreu para si mesmo? O que sua resposta lhe diz, especialmente à luz dos textos de hoje?

Sexta - Estudo adicional

Leia, de Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 43-48: “Consagração”; O Desejado de Todas as Nações (Baixe), p. 167-177: “Nicodemos”.
“A luta contra o próprio eu é a maior batalha que já foi travada. A renúncia de nós mesmos, sujeitando tudo à vontade de Deus, requer luta; mas a alma tem que se submeter a Deus antes de poder ser renovada em santidade” (Ellen G. White, Caminho a Cristo (Baixe), p. 43).
“Não podemos reter nosso próprio eu e ao mesmo tempo ser tomados de toda a plenitude de Deus. Temos que ser esvaziados de nós mesmos. Se afinal ganharmos o Céu, será unicamente mediante a renúncia do próprio eu e o recebimento da mente, do espírito e da vontade de Cristo Jesus” (Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, p. 155).
“Quando o Espírito de Deus toma posse do coração, transforma a vida. Os pensamentos pecaminosos são afastados, renunciadas as más ações; amor, humildade e paz tomam o lugar da ira, da inveja e da contenda. A alegria substitui a tristeza e o semblante reflete a luz do Céu. [...] A bênção vem quando, pela fé, a pessoa se entrega a Deus. Então, aquele poder que olho algum pode discernir, cria um novo ser à imagem de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 173).
Professor veja aqui o auxiliar da lição!

Perguntas para reflexão

  1. Como tem sido sua experiência de permanecer em Cristo? O que acontece quando você se conecta com Jesus? E quando isso não acontece?
  2. Como você mantém a fé em Deus e em Suas promessas, em face de pedidos que não foram respondidos como você esperava? Que coisas cruciais devemos sempre ter em mente, em tais situações?
  3. Por que somos chamados a negar a nós mesmos diariamente? Se você não negasse a si mesmo, se permitisse que o eu dominasse seus pensamentos e ações, que tipo de vida você teria? Seria semelhante à vida do nosso Mestre? Como seria sua vida sem Cristo?

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