Escola Sabatina

Blog

Lição 5 - Como ser salvo

Domingo | Segunda | Terça | Quarta | Quinta | Sexta VERSO PARA MEMORIZAR: Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna!” (Jo 3:14, 15, ARC). Leituras da Semana:Lc 5:27-32; 13:1-5; Mt 22:2-14; […]


  • Compartilhar:

Domingo | Segunda | Terça | Quarta | Quinta | Sexta

VERSO PARA MEMORIZAR:

Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna!” (Jo 3:14, 15, ARC).

Leituras da Semana:Lc 5:27-32; 13:1-5; Mt 22:2-14; Zc 3:1-5; Jo 8:30, 31; Lc 14:25-27

Quando os israelitas estavam sendo mordidos por serpentes no deserto, Deus instruiu Moisés a fazer uma serpente de bronze e colocá-la sobre uma haste para que as pessoas que fossem mordidas pudessem olhar para ela e ser salvas.
Que propriedades curativas uma serpente de bronze poderia ter? Nenhuma! A cura vinha somente de Deus. No entanto, ao olhar para a estátua de bronze, os israelitas demonstraram fé em Deus como sua única esperança de vida e salvação.
O Senhor queria ensinar-lhes uma lição espiritual. Ele transformou um símbolo de morte em símbolo de vida. A serpente de bronze era símbolo de Cristo, que Se tornou o Portador de nossos pecados, a fim de nos salvar. Pela fé, todos podemos olhar para Cristo levantado na cruz e encontrar cura para a ferida mortal causada pela antiga serpente, Satanás. Caso contrário, estamos condenados a morrer em nossos pecados. A Palavra de Deus expressa o que deve ser dolorosamente óbvio: como seres humanos, somos pecadores necessitados da graça. Essa graça é oferecida a nós em Cristo Jesus.
Nesta semana, estudaremos os ensinos de Jesus sobre os passos simples e práticos para a salvação.

Domingo - Reconheça sua necessidade

1. Leia Lucas 5:27-32. Como você pode saber em qual grupo está?

Muitas pessoas têm boa saúde física e “não precisam de médico”. Porém, no aspecto espiritual, quem é realmente sadio? De todos os seres humanos, “não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Sl 14:3), ninguém é justo por si mesmo (Rm 3:10). Podemos fazer algumas ações moralmente boas, mas não podemos nos tornar justos diante de Deus. Por isso, ao dizer que não tinha vindo “chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento” (Lc 5:32), Jesus estava Se referindo aos fariseus, que pensavam ser justos, embora não fossem. Infelizmente, mesmo acreditando que estavam em boa posição diante de Deus, eles eram espiritualmente cegos (Jo 9:40, 41).

O primeiro passo para receber a cura do pecado é reconhecer nosso estado pecaminoso e nossa total incapacidade de curar a nós mesmos. Mas, como podemos ver nossa necessidade real se somos cegos? Como podemos reconhecer que somos pecadores, se são justamente nossos pecados que nos impedem de reconhecer nossa verdadeira condição?

2. Como nossos olhos espirituais podem ser abertos para que reconheçamos nossa desesperada necessidade de um Salvador? Jo 16:8

O único colírio que pode nos fazer ver nossa real condição espiritual é o Espírito Santo. Antes de qualquer outra obra que Ele possa fazer por nós, Ele deve nos convencer do pecado. Persistentemente, Ele desperta nossa mente a fim de produzir em nós uma consciência inevitável dos pecados e um profundo senso de culpa, o que nos leva a almejar um Salvador. Quando ouvimos esse chamado, devemos atender e obedecer. Caso contrário, mais cedo ou mais tarde, estaremos tão resistentes ao Espírito Santo que nada poderá ser feito por nós. Que pensamento assustador!

Segunda - Arrependimento

Reconhecer nossos pecados não é suficiente. Isso deve ser acompanhado de arrependimento. O significado bíblico de arrependimento inclui três aspectos: reconhecimento do próprio pecado, tristeza por haver pecado e o desejo de não mais pecar. Se algum aspecto está faltando, não há verdadeiro arrependimento. Por exemplo, Judas admitiu seu pecado, mas faltou-lhe tristeza por ter traído o Mestre (Mt 27:3, 4). Ele foi dominado pelo remorso, não pelo arrependimento.

Sua confissão foi gerada por medo das consequências, não por amor a Cristo. Podemos ver a importância do arrependimento pelo fato de que João Batista e Jesus começaram seu ministério pregando: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos Céus” (Mt 3:2; 4:17). Posteriormente, quando Jesus enviou os doze em sua primeira viagem missionária, eles saíram pregando “ao povo que se arrependesse” (Mc 6:12).

Depois do Pentecostes, Pedro exortou a multidão a fazer o mesmo (At 2:38; 3:19).

3. Jesus usou palavras fortes para enfatizar a necessidade universal de arrependimento, a fim de alcançar a salvação. Qual mensagem Ele nos dá? Lc 13:1-5

Jesus afirmou a condição pecaminosa de todas as pessoas. Por isso, Ele exortou Seus ouvintes: “Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (v. 5). Sem arrependimento, a redenção é impossível, porque a ausência de arrependimento demonstra que as pessoas não querem se submeter ao Senhor.
Paulo disse: “A bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento” (Rm 2:4). O que significa isso? Um bloco de gelo pode ser quebrado em pequenos pedaços, mas os pedaços resultantes ainda serão gelo. Esse mesmo bloco de gelo pode ser colocado perto de um aquecedor, e o gelo se tornará água. O gelo do nosso orgulho derreterá somente se ficarmos expostos ao calor da bondade e do amor de Deus. Assim, é crucial que meditemos, tanto quanto possível, em todas as evidências que recebemos do amor de Deus por nós.
“Não nos arrependemos para que Deus nos ame, porém Ele nos revela Seu amor para que nos arrependamos” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 189).

Terça - Crer em Jesus

O verdadeiro arrependimento anda de mãos dadas com a fé em Jesus como nosso único Salvador. Cristo frequentemente falou sobre a necessidade de crer nEle, a fim de receber Suas bênçãos. “Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê” (Mc 9:23, ARC). A fé é essencial se queremos ser salvos. Satanás sabe disso e faz todos os esforços possíveis para nos impedir de crer (Lc 8:12).

De acordo com Jesus, o que significa “crer”? É mais do que uma vaga sensação de que alguma coisa vai acontecer. É mais do que um exercício mental. A fé salvadora não é destituída de conteúdo. Ao contrário, a fé tem um objeto definido: Jesus Cristo. Fé é acreditar não apenas em alguma coisa, mas, especialmente, em Alguém. É confiar em Jesus e em Sua morte por nós. Acreditar em Cristo quer dizer conhecê-Lo, entendendo quem Ele é (Jo 6:69), e recebê-Lo pessoalmente (Jo 1:12).

Deus amou tanto o mundo que Ele nos deu Jesus, de modo que todos os que verdadeiramente crerem nEle terão vida eterna. No entanto, Sua morte não significa que todos serão salvos. Temos que ser cobertos por Sua justiça. Crendo nEle, temos justiça, certeza e a grande promessa de que Ele nos ressuscitará no último dia (Jo 6:40).

4. Para uma mulher que havia vivido no pecado, Jesus declarou: “Perdoados são os teus pecados. [...] A tua fé te salvou” (Lc 7:48, 50). O que significa isso? Será que a nossa fé nos salva?

De acordo com os evangelhos, quando Jesus curou algumas pessoas, Ele lhes disse: “A tua fé te salvou” (Mt 9:22; Mc 10:52; Lc 17:19). Ao dizer essas palavras, Ele não estava atribuindo qualquer poder de cura à sua fé. A fé era apenas uma total confiança no poder de Jesus para curá-las. O poder da fé não vem da pessoa que crê, mas do Deus em quem essa pessoa crê.

Quarta - Veste nupcial

Jesus sentou-Se diante do povo e proferiu palavras que devem ter sido chocantes para aquelas pessoas: “Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos Céus” (Mt 5:20). Poucos eram mais minuciosos na observância da letra da lei do que os fariseus. Apesar disso, eles falharam, porque seu comportamento tinha a intenção de impressionar os homens mais do que agradar a Deus. Jesus nos advertiu a não fazer o mesmo (Mt 6:1).

Como podemos ser justos diante de Deus? A parábola da festa de casamento nos dá a pista para encontrar a fonte da verdadeira justiça.

5. Leia Mateus 22:2-14. Por que o rei queria ter certeza de que todos os convidados tinham a veste nupcial para a festa? O que essa veste representa? Is 61:10; Zc 3:1-5

O rei proveu gratuitamente as vestes nupciais. Os que estavam presentes haviam sido convidados aleatoriamente enquanto viajavam nas estradas e, provavelmente, não tivessem o traje adequado para o casamento, nem dinheiro para comprá-lo. Tanto o convite quanto a veste foram presentes do rei. O único requisito necessário para participar da festa era aceitar os presentes.
Desde a queda no Jardim do Éden, cada ser humano está espiritualmente nu.

Adão e Eva se sentiram nus depois de desobedecer e tentaram se cobrir costurando folhas de figueira, algo totalmente desconfortável e ineficaz (Gn 3:7). A melhor justiça que o esforço humano pode conseguir é “como trapo da imundícia”(Is 64:6).
Como na parábola, Deus provê a roupa de que necessitamos. Ele fez vestes para Adão e Eva (Gn 3:21), um símbolo de Sua justiça que cobre o pecador. O Senhor também concede as vestes da justiça de Cristo à Sua Igreja, a fim de que ela possa “vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro” (Ap 19:8), e seja apresentada “sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante” (Ef 5:27). Essa veste é “a justiça de Cristo, Seu caráter imaculado, que, pela fé, é comunicado a todos os que O aceitam como Salvador pessoal” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 310).

Quinta - Siga Jesus

Quando em fé reconhecemos nossa necessidade, arrependemo-nos, confessamos nossos pecados e suplicamos a justiça de Cristo para nós, tornamo-nos Seus discípulos. Durante Seu ministério, Jesus chamou como discípulos pessoas diferentes, como Pedro, Tiago e João. Esse chamado implicava deixar tudo para segui-Lo (Mt 4:20, 22; Mc 10:28; Lc 5:28). De fato, nos evangelhos o verbo seguir se tornou praticamente sinônimo para o que significa ser “discípulo”.

6. Quais dois elementos são essenciais para ser discípulo de Jesus? Jo 8:30, 31

Algumas pessoas tentam separar a fé em Jesus da fidelidade aos Seus ensinamentos, como se a primeira fosse mais importante que a segunda. Mas Jesus não fez tal distinção. Para Ele, os dois aspectos estão intimamente relacionados e são fundamentais para o verdadeiro discipulado. Um discípulo de Jesus é comprometido com Sua pessoa, bem como com Suas palavras. Embora haja sempre o perigo de ficar tão envolvidos com as doutrinas e formas de fé a ponto de perdermos de vista o próprio Jesus, devemos também estar cientes do perigo de pensar que tudo o que importa em nossa caminhada com o Senhor é crer nEle.

7. Qual é o alto custo de ser um discípulo de Jesus? Lc 14:25-27

Jesus usou o verbo aborrecer [ou odiar] como uma hipérbole que significa “amar menos”. A passagem paralela em Mateus esclarece o significado das palavras de Jesus: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a Mim não é digno de Mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a Mim não é digno de Mim” (Mt 10:37). Jesus deve ter o primeiro lugar em nossa vida, se quisermos ser Seus discípulos.

Sexta - Estudo adicional

Leia, de Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 23-32: “Mudança de Rumo”. “Assim como não podemos alcançar perdão sem Cristo, também não podemos nos arrepender sem que o Espírito de Cristo nos desperte a consciência” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 26).

“Ao contemplarmos o Cordeiro de Deus sobre a cruz do Calvário, começa a desdobrar-se à nossa mente o mistério da redenção, e a bondade de Deus nos leva ao arrependimento. Morrendo pelos pecadores, Cristo manifestou um amor incompreensível. E esse amor, ao ser contemplado pelo pecador, abranda-lhe o coração, impressiona-lhe a mente e inspira nele a contrição” (p. 27).

“O coração humilde e contrito, submetido pelo arrependimento genuíno, apreciará algo do amor de Deus e do preço do Calvário; e, como um filho confessa sua transgressão a um amoroso pai, assim o verdadeiro penitente trará todos os seus pecados perante Deus. Está escrito: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1:9; p. 41).
Professor veja aqui o auxiliar da lição!

Perguntas para reflexão

  1. Muitos tentam afogar seu sentimento de culpa com álcool, drogas, prazeres mundanos, ou enchendo a vida com atividades frenéticas. Por que nenhum desses métodos funciona? Como você pode ajudar alguém nessa condição a encontrar a real solução para a culpa?
  2.  É possível que reconheçamos nossos pecados sem produzirmos “frutos dignos de arrependimento”. Por que esse não é o verdadeiro arrependimento? Qual é o valor desses frutos? São eles boas obras feitas a fim de ganhar o favor de Deus? Justifique sua resposta.
  3.  Medite no fato de que a justiça de Cristo é gratuita, mas não é barata. Embora não tenhamos que pagar por ela, o Senhor teve que pagar um preço infinito na cruz. Pense em nossa condição decaída e na gravidade do pecado, que exigiu um preço tão “extremo” quanto a morte do Filho de Deus a fim de nos salvar das suas consequências.

Deixe sua resposta nos comentários abaixo!

  • Compartilhar:
Artigo anterior
Próximo artigo