Escola Sabatina

Blog

Lição 1 - Nosso amado Pai celestial

Domingo | Segunda | Terça | Quarta | Quinta | Sexta VERSO PARA MEMORIZAR: Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de ser- mos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não O conheceu a Ele mesmo” (1Jo […]


  • Compartilhar:

Domingo | Segunda | Terça | Quarta | Quinta | Sexta

VERSO PARA MEMORIZAR:

Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de ser- mos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não O conheceu a Ele mesmo” (1Jo 3:1).

Leituras da Semana: Mt 7:9-11; Jo 14:8-10; Lc 15:11-24; Mt 6:25-34; Hb 9:14

Jesus gostava de falar de Deus como Pai. De acordo com os evangelhos, Jesus aplicou a Deus o título de Pai mais de 130 vezes. Em várias ocasiões, Ele acrescentou adjetivos: “Pai celeste” (Mt 6:14); “Pai que vive” (Jo 6:57, NVI); “Pai santo” (Jo 17:11) e “Pai justo” (Jo 17:25). O título descreve a ligação íntima que deve haver entre nós e o Senhor.
Tradicionalmente, o pai representa amor, proteção, segurança, sustento e identidade para a família. O pai dá o nome à família e mantém unidos seus componentes. Podemos desfrutar esses e muitos outros benefícios quando aceitamos Deus como nosso Pai celestial.
Embora seja tão essencial conhecer o Pai, nosso objetivo não deve ser apenas o conhecimento intelectual e teórico. Na Bíblia, conhecer uma pessoa significa ter um relacionamento pessoal e íntimo com ela. Não devemos ter um relacionamento ainda mais profundo com nosso Pai celestial?
Nesta semana, examinaremos o que Jesus ensinou sobre nosso Pai e sobre Seu infinito amor por nós. Analisaremos também a estreita relação do Pai com o Filho e com o Espírito Santo.

Domingo - Nosso Pai celestial

Otítulo Pai não começou a ser aplicado a Deus no Novo Testamento. Em algumas passagens, o Antigo Testamento O apresentou como nosso Pai (Is 63:16; 64:8; Jr 3:4, 19; Sl 103:13). No entanto, esse não foi o título mais usado. Para Israel, o nome pessoal de Deus era YHWH (provavelmente pronunciado Yahweh), que aparece mais de 6.800 vezes no Antigo Testamento. Jesus não veio ao mundo para revelar um Deus diferente de YHWH. Em vez disso, Sua missão foi completar a revelação que Deus tinha feito de Si mesmo no Antigo Testamento. Ao fazer isso, Ele apresentou Deus como nosso Pai celestial.
Jesus deixou claro que o Pai está no Céu. É importante lembrar essa verdade a fim de ter a atitude correta para com Deus. Temos um Pai amoroso que Se preocupa com as necessidades de Seus filhos. Ao mesmo tempo, reconhecemos que esse Pai amoroso está “no Céu”, onde milhões de anjos O adoram porque Ele é o único Soberano do Universo, santo e onipotente. O fato de que Ele é nosso Pai nos leva a nos aproximarmos dEle com a confiança de uma criança. Por outro lado, a verdade de que Ele está no Céu nos faz lembrar de Sua transcendência e da necessidade de adorá-Lo com reverência. Enfatizar um desses aspectos em detrimento do outro nos levaria a um conceito distorcido de Deus, com graves consequências para nossa vida prática.

1. Leia mateus 7:9-11. Como um pai humano pode refletir o caráter de nosso Pai celestial?

Nem todos têm um pai carinhoso e amoroso. Por diferentes razões, alguns nem sequer conheceram seus pais. Portanto, para eles, chamar Deus de “meu Pai” pode ter pouco ou nenhum significado. No entanto, todos nós temos uma ideia do que seria um bom pai terrestre. Além disso, podemos conhecer algumas pessoas que retratam as características de um bom pai.
Sabemos que os pais humanos estão longe da perfeição, mas também sabemos que amamos nossos filhos e, apesar das nossas deficiências, tentamos dar a eles o melhor que podemos. Imagine, então, o que nosso Pai celestial pode fazer por nós!

Segunda - Revelado pelo Filho

Falando sobre o Pai, João diz: “Ninguém jamais viu a Deus” (Jo 1:18). Desde a
queda de Adão e Eva, o pecado tem nos impedido de conhecer Deus. Moisés l, quis vê-Lo, mas o Senhor explicou a ele: “Não poderás ver a Minha face, porquanto e homem nenhum verá a Minha face e viverá” (Êx 33:20, ARC). No entanto, conhecer Deus deve ser nossa prioridade, porque vida eterna é conhecer o Pai (Jo 17:3).

2. O que precisamos saber a respeito de deus? Por que é importante conhecer essas coisas? Jr 9:23, 24

No grande conflito, o principal ataque de Satanás foi contra o caráter de Deus. o O diabo se esforçou para convencer todos de que Deus é egoísta, severo e arbitrário. Para Deus, a melhor maneira de responder a essa acusação foi viver na Terra, a fim de demonstrar a falsidade dela. Jesus veio ao mundo para representar a - natureza e o caráter de Deus, e para corrigir o conceito distorcido que muitos tinham desenvolvido sobre a Divindade. “O Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem O revelou” (Jo 1:18).

3. Leia João 14:8-10. Observe quão pouco os discípulos conheciam sobre o Pai depois de passar mais de três anos com Jesus. O que podemos aprender a partir de sua falta de compreensão?

Jesus ficou triste e surpreso ao ouvir a pergunta de Filipe. Sua gentil repreensão, na verdade, revelou Seu paciente amor para com Seus vagarosos discípulos. A resposta de Jesus implicava a seguinte indagação: Seria possível que, depois de andar comigo, ouvindo Minhas palavras, vendo Meus milagres de alimentar as multidões, de curar os doentes e de ressuscitar os mortos, vocês não Me conheçam? Seria possível que vocês não reconheçam o Pai nas obras que Ele faz por Meu intermédio?
A falha dos discípulos em conhecer o Pai por meio de Jesus não significa que o Jesus havia representado o Pai de modo equivocado. Ao contrário, Jesus tinha certeza de que havia cumprido Sua missão de revelar o Pai de maneira mais completa do que jamais tinha sido visto antes. Por isso, Ele podia dizer aos discípulos: “Se vós Me tivésseis conhecido, conheceríeis também a Meu Pai. [...] Quem Me vê Mim vê o Pai” (Jo 14:7, 9).

Terça - O amor de nosso Pai celestial

Jesus veio ao mundo para enfatizar o que o Antigo Testamento já havia afirmado: o Pai olha para nós com amor incomparável (Jr 31:3; Sl 103:13).
“Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus” (1Jo 3:1). É maravilhoso saber que o Deus Todo-poderoso, que governa o imenso Universo, permite que nós, pecadores insignificantes e pobres, vivendo em um planeta minúsculo no meio de bilhões de galáxias, O chamemos de Pai. Ele faz isso porque nos ama.

4. Qual foi a suprema demonstração do amor do Pai? Jo 3:16, 17

Cristo não foi pregado na cruz a fim de criar no coração do Pai o amor pela humanidade. A morte expiatória de Jesus não foi um meio para convencer o Pai a nos amar. Ela aconteceu porque o Pai já nos amava, mesmo antes da fundação do mundo. E que maior evidência poderíamos ter de Seu amor do que o sacrifício de Jesus na cruz?
“O Pai nos ama, não em virtude da grande propiciação; mas sim proveu a propiciação porque nos ama” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 13).
Alguns tendem a pensar que o Pai seja relutante em nos amar. No entanto, o fato de Jesus ser nosso Mediador não significa que Ele tenha que convencer o Pai a nos amar. Cristo mesmo dissipou essa ideia errada ao dizer: “O próprio Pai vos ama” (Jo 16:27).
5. Leia Lucas 15:11-24 e medite sobre o amor do pai do filho pródigo. Faça uma lista das muitas evidências que o filho teve do amor do pai.

Quarta - O compassivo cuidado de nosso Pai celestial

É importante saber que Alguém cuida de nós. Mesmo que algumas pessoas sejam indiferentes e negligentes em relação a nós, Jesus ensinou que nosso Pai celestial cuida de nós de todas as formas possíveis. Sua misericórdia e ternura não
e estão sujeitas aos altos e baixos tão comuns nos temperamentos humanos. Seu amor é firme e imutável, independentemente das circunstâncias.

6. Leia mateus 6:25-34. O que o texto revela sobre deus? Como podemos aprender a confiar mais nele?

“Não há em nossa vida um capítulo demasiadamente obscuro que Ele não possa ler; perplexidade alguma por demais intrincada que Ele não a possa resolver. Nenhuma calamidade poderá sobrevir ao mais humilde de Seus filhos, ansiedade alguma a atormentá-lo, nenhuma alegria possuí-lo, nenhuma prece sincera escapar dos seus lábios, sem que seja observada pelo nosso Pai celestial, ou sem que Lhe atraia o imediato interesse. Ele ‘sara os quebrantados de coração e liga-lhes as feridas’ (Sl 147:3, ARC). O relacionamento entre Deus e cada pessoa é tão particular e íntimo como se não existisse nenhuma outra para compartilhar Seu o cuidado, nem outra criatura por quem Ele houvesse dado Seu amado Filho” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 100).
Diante dessas palavras encorajadoras, não podemos ignorar o fato de que a tragédia e o sofrimento nos atingem. Mesmo na passagem da lição de hoje, Jesus disse: “Basta ao dia o seu próprio mal” (Mt 6:34), o que implica que nem tudo correrá bem para nós. Temos que viver com o mal e suas consequências dolorosas. O ponto é que, mesmo em meio a tudo isso, temos a certeza do amor do Pai por nós, um amor revelado de muitas maneiras, acima de tudo, pela cruz. Como é importante, então, manter constantemente os dons e bênçãos de nosso Pai celestial diante de nós. Do contrário, podemos facilmente ficar desanimados quando o mal nos atinge, o que inevitavelmente acontece.

Quinta - O Pai, o Filho e o Espírito Santo

De maneiras diferentes, Jesus ensinou e demonstrou que três Pessoas divinas constituem a Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Embora não possa- mos explicar racionalmente essa verdade, nós a aceitamos pela fé (como muitas das verdades reveladas nas Escrituras) e, como Paulo, esforçamo-nos para alcançar o pleno conhecimento do “mistério de Deus” (Cl 2:2). Ou seja, ainda que não compreendamos muita coisa, por meio da fé, obediência, oração e estudo, pode- mos buscar aprender mais e mais.

7. as três Pessoas da divindade foram ativas nos principais momentos da vida de Jesus. resuma o papel de cada uma delas nos seguintes eventos:

  • Nascimento: Lc 1:26-35:
  • Batismo: Lc 3:21, 22:
  • Crucifixão: Hb 9:14:

Quando Seu ministério terrestre estava prestes a terminar, Jesus prometeu aos Seus angustiados discípulos que enviaria o Espírito Santo. Aqui, novamente ve- mos as três Pessoas atuando em conjunto. Jesus disse: “Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco: o Espírito da verdade” (Jo 14:16, 17; leia também o capítulo 14:26).
Jesus explicou que existe completa harmonia e cooperação entre as três Pes- soas divinas no plano da salvação. Assim como o Filho glorificou o Pai, demonstrando Seu amor (Jo 17:4), igualmente o Espírito Santo glorifica o Filho, revelando Sua graça (e amor) para com o mundo (Jo 16:14).

Sexta - Estudo adicional

Leia, de Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 263-278: “Um Deus Pessoal”.
“Para fortalecer nossa confiança em Deus, Cristo nos ensina a nos dirigir a Ele por um nome novo, um nome enlaçado com as mais caras relações do coração o humano. Concede-nos o privilégio de chamar o infinito Deus de nosso Pai. Esse nome dito a Ele, ou a respeito dEle, é um sinal de nosso amor e confiança para com Ele, e um penhor de Sua consideração e relacionamento conosco. Pronunciado ao pedir Seu favor ou bênçãos, esse nome soa-Lhe aos ouvidos como música. Para que não julgássemos presunção invocá-Lo por esse nome, repetiu-o muitas vezes. Deseja que nos familiarizemos com esse título.
“Deus nos considera Seus filhos. Redimiu-nos do mundo indiferente e nos escolheu para que nos tornemos membros da família real, filhos e filhas do celeste Rei. Convida-nos a nEle confiar, com confiança mais profunda e mais forte que do filho no pai terrestre. Os pais amam os filhos, mas o amor de Deus é maior, mais amplo e mais profundo do que jamais pode ser o amor humano. É incomensurável” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 141, 142).
Professor veja aqui o auxiliar da lição!

Perguntas para reflexão

  1. Ao saber que alguém tem dificuldade em amar a Deus e confiar nEle como Pai celestial, como você pode ajudá-lo a amar a Deus e confiar nEle?
  2. Sabemos que Deus nos ama. Por que, então, existe o sofrimento?
  3. 3. Pense no incrível tamanho do Universo. Pense, também, que Aquele que o criou, Jesus, foi o mesmo que morreu por nós na cruz. Como podemos entender essa notícia maravilhosa? Como podemos nos alegrar, a cada momento, nessa revelação do amor de Deus?

Deixe sua resposta nos comentários abaixo!

  • Compartilhar:
Artigo anterior
Próximo artigo