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Lição 8 - A igreja

Domingo | Segunda | Terça | Quarta | Quinta | Sexta VERSO PARA MEMORIZAR: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim, por intermédio da Sua palavra; a fi m de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também […]


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Domingo | Segunda | Terça | Quarta | Quinta | Sexta

VERSO PARA MEMORIZAR:

“Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim, por intermédio da Sua palavra; a fi m de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que Tu Me enviaste” (Jo 17:20, 21).

Leituras da Semana:Dt 32:4; Sl 28:1; Jo 17; Jo 15:1-5; Mt 7:1-5; Mt 5:23,24; 18:15-18

As raízes da igreja cristã remontam a Adão, Abraão e os fi lhos de Israel. O Senhor chamou Abraão, e mais tarde os israelitas, para entrar em um relacionamento de aliança com Ele, a fi m de abençoar o mundo através deles. No decorrer da história sagrada, esse relacionamento de aliança foi continuado pela igreja.

A igreja não foi uma invenção dos apóstolos nem de nenhum ser humano. Durante Seu ministério, o próprio Cristo anunciou Sua intenção de estabelecer a igreja: “Edificarei a Minha igreja” (Mt 16:18). A igreja deve sua existência a Jesus Cristo. Ele é seu Originador.

De acordo com os evangelhos, o termo igreja aparece nos lábios de Jesus apenas três vezes (Mt 16:18; 18:17). Porém, isso não significa que Ele não tenha tratado do assunto. Na verdade, Jesus ensinou conceitos muito importantes relacionados com a igreja. Nosso estudo desta semana se concentrará em duas ideias principais: o fundamento da igreja e a unidade dela.

Domingo - O fundamento da igreja

Jesus disse: “Sobre esta pedra edificarei a Minha igreja” (Mt 16:18). Quem é a rocha (petra, em grego) sobre a qual a igreja é edificada? Alguns intérpretes acreditam que seja Pedro. Eles argumentam que o Senhor usou um jogo de palavras entre Pedro e pedra (Petros e petra, respectivamente, em grego), que, presumivelmente, seria mais claro na língua aramaica, provavelmente usada por Jesus. No entanto, o fato é que ninguém sabe com certeza o texto exato da declaração de Jesus em aramaico. Temos apenas o texto grego registrado por Mateus, que distingue entre Petros (pedra) e petra (rocha), uma distinção que não deve ser menosprezada.

Há boas razões para afirmar que petra se refere a Cristo. O contexto imediato da declaração de Jesus (Mt 16:13-20) gira em torno da Sua identidade e missão, não da de Pedro. Além disso, Jesus já havia usado a imagem de construir sobre a rocha, identificando claramente a rocha com Ele mesmo e Seus ensinamentos (Mt 7:24, 25).

1. Qual é o significado simbólico de “rocha” no Antigo Testamento? Dt 32:4; Sl 28:1; 31:2, 3; 42:9; 62:2; Is 17:10

Quando Pedro e os outros apóstolos ouviram Jesus falando acerca de edificar Sua igreja sobre uma rocha, teriam interpretado essa imagem em termos do que ela significava no Antigo Testamento, ou seja, era um símbolo de Deus.

O próprio Pedro afirmou: “Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular” (At 4:11). Ele aplicou o termo rocha a Cristo como fundamento da igreja (1Pe 2:4-8). Embora tenha comparado os cristãos em geral com “pedras que vivem”, ele utilizou o termo rocha (petra), apenas a Cristo. Na Bíblia, nenhum ser humano é chamado petra, exceto Jesus.

O apóstolo Paulo usou o termo petra em referência a Cristo (Rm 9:33; 1Co 10:4) e declarou categoricamente que “ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo” (1Co 3:11). Concluímos, portanto, que a igreja apostólica entendeu de modo unânime que o próprio Jesus Cristo é a pedra fundamental sobre a qual a igreja está edificada, e todos os profetas e apóstolos, incluindo Pedro, são a primeira camada de pedras vivas no edifício espiritual da igreja (Ef 2:20).

Segunda - A oração de Cristo pela unidade

Era quinta-feira à noite. Após a última ceia, Jesus e os discípulos foram ao Monte das Oliveiras. No caminho para o Getsêmani, Jesus parou e orou por Si mesmo, por Seus discípulos, e por todos os que posteriormente creriam nEle por intermédio da pregação dos apóstolos. Embora a agonia da cruz estivesse diante dEle, Sua maior preocupação não estava em Si mesmo, mas nos Seus seguidores. João 17 apresenta a mais longa oração de intercessão de Jesus registrada na Bíblia. É encorajador pensar que Ele orou por todos que creem nEle, incluindo cada um de nós.

2. Leia João 17. Qual foi o principal pedido de Jesus a respeito dos crentes? Leia especialmente os versos 21-23.

A unidade é fundamental para a vida da igreja. Por quatro vezes Cristo repetiu Seu intenso desejo de que Seus seguidores fossem um (Jo 17:11, 21-23). Nessa hora final e especial, o Senhor poderia ter orado por diversas outras coisas muito importantes e necessárias. Em vez disso, Ele concentrou Sua oração na unidade dos cristãos. Ele sabia que o maior perigo para a igreja seria o espírito de rivalidade e divisão.

Jesus não suplicou por uniformidade, mas sim por uma unidade pessoal semelhante ao Seu relacionamento com o Pai. Ele e o Pai são duas Pessoas, distintas entre Si, com diferentes funções. No entanto, Eles são um em natureza e propósito. Da mesma forma, temos diferentes temperamentos, experiências, habilidades e funções, mas todos devemos estar unidos em Jesus Cristo.

Esse tipo de unidade não acontece espontaneamente. Para alcançá-la, temos que aceitar plenamente o senhorio de Cristo em nossa vida. Ele deve moldar nosso caráter, e devemos entregar nossa vontade à Sua.

Essa unidade não é um fim em si mesma. É um testemunho para inspirar o mundo a crer em Cristo como o Salvador enviado pelo Pai. Harmonia e união entre homens de diferentes disposições é o testemunho mais forte possível de que Deus enviou Seu Filho para salvar os pecadores. É uma evidência inquestionável do poder salvador e transformador de Cristo. Temos o privilégio de dar esse testemunho.

Terça - Provisão de Cristo para a unidade

3. Qual é a base para a unidade sobre a qual Jesus orou em favor de Sua igreja? Jo 17:23; Jo 15:1-5.

As palavras “Vocês em Mim, e Eu em vocês” (Jo 14:20, NVI) revelam o relacionamento íntimo que precisamos ter com Jesus. A presença dEle em nosso coração produz unidade. Ele traz à nossa vida duas coisas indispensáveis à unidade: a Palavra e o amor divino.
Se temos Jesus, também temos Suas palavras, que são realmente as palavras do Pai (Jo 14:24; 17:8, 14). Jesus é “a verdade” (Jo 14:6), e a Palavra do Pai também “é a verdade” (Jo 17:17). Unidade em Jesus significa unidade na Palavra de Deus. A fim de ter unidade, precisamos estar de acordo sobre o conteúdo da verdade, conforme apresentado na Palavra de Deus. Qualquer tentativa de alcançar a unidade sem fidelidade a um conjunto de crenças bíblicas está destinada ao fracasso.

O Senhor também quer que Seus seguidores sejam unidos pelo verdadeiro amor. Se temos Jesus, teremos o perfeito amor que o Pai tem pelo Filho (Jo 17:26). Esse amor não é uma emoção ou sentimento temporários, mas um princípio de ação vivo e permanente. Para ter o verdadeiro amor, devemos ter menos de nós mesmos e mais de Jesus. Nosso orgulho egoísta deve morrer, e Jesus deve viver em nós. Então, amaremos uns aos outros de modo verdadeiro e sincero, tornando possível a perfeita unidade pela qual Jesus orou.

“Quando os que afirmam crer na verdade são santificados pela verdade, quando aprendem de Cristo, Sua mansidão e humildade, haverá completa e perfeita unidade na igreja” (Ellen G. White, The Signs of the Times [Sinais dos Tempos], 19 de setembro de 1900).

Nem sempre tem sido fácil manter uma elevada visão da verdade e ao mesmo tempo ter profundo amor pelos outros. Existe sempre o risco de enfatizar um em prejuízo do outro. Houve um tempo em que somente a doutrina era considerada o elemento mais importante para a unidade. Felizmente, essa falta de equilíbrio tem sido gradualmente corrigida. Hoje, no entanto, corremos o risco de ir para o outro extremo: pensar que, para a unidade, o amor seja mais importante do que a verdade. Precisamos nos lembrar de que o amor sem a verdade é cego, e a verdade sem amor é infrutífera. Mente e coração devem trabalhar juntos.

Quarta - Um grande obstáculo para a unidade

4. Como as palavras de Jesus em Mateus 7:1-5 podem ajudar a evitar divisões e conflitos na igreja?

É muito mais fácil ver os defeitos nos outros do que em nós. Criticar produz falsa sensação de superioridade, porque o crítico se compara com outros seres humanos que parecem piores do que ele. No entanto, nosso objetivo não é comparar-nos com outros, mas com Jesus.
Quantos problemas evitaríamos se obedecêssemos à ordem divina: “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo” (Lv 19:16). Uma verdade dolorosa é que “o difamador separa os maiores amigos” (Pv 16:28).

Por outro lado, há circunstâncias em que é necessário falar de outra pessoa. Porém, antes de fazer isso, devemos fazer três perguntas a nós mesmos:

  1. O que vou dizer é verdade? “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êx 20:16). Às vezes, podemos contar algo como um fato, embora seja apenas uma suposição ou hipótese. Além disso, podemos inconscientemente adicionar nossa avaliação subjetiva, correndo o risco de julgar erroneamente as intenções de outras pessoas.
  2. O que vou dizer é edificante? Será útil aos que ouvirem? Paulo nos exorta a falar somente a palavra “que for boa para edificação, conforme a necessidade” (Ef 4:29). Se algo fosse verdade, mas não edificante, não seria melhor não dizer?
  3. É possível dizer isso de maneira amorosa? Nossa maneira de dizer algo é tão importante quanto aquilo que dizemos (Pv 25:11). Se é verdade e edificante, temos que ter certeza de que podemos dizer isso de uma forma que não ofenderá outras pessoas.

Tiago compara a língua com uma simples fagulha que incendeia uma grande selva (Tg 3:5, 6). Se ouvimos uma fofoca, não devemos colocar mais lenha na fogueira, porque “sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo maldizente, cessa a contenda” (Pv 26:20). A fofoca exige uma cadeia de transmissores para se manter viva. Podemos impedi-la, simplesmente recusando-nos a ouvi-la, ou, se já a ouvimos, evitando repeti-la. “Em lugar de espalhar rumores, ocasionando o mal, conversemos sobre o inigualável poder de Cristo, e falemos de Sua glória” (Ellen G.White, Olhando Para o Alto [MM 1983], p. 300).

Quinta - A restauração da unidade

5. Por que a reconciliação com um irmão ofendido é um prerrequisito para a adoração aceitável? Mt 5:23, 24
Diferentes tipos de ofertas eram levadas ao altar, mas provavelmente Jesus estivesse se referindo a um animal sacrificado para que o pecador recebesse o perdão divino. Antes de obter o perdão de Deus, no entanto, temos que acertar as contas com os outros. Reconciliação exige humilde reconhecimento de nossas falhas. Sem essa atitude, como poderíamos pedir o perdão de Deus?

6. Quais são os três passos que devemos seguir quando alguém nos ofende? Mt 18:15-18

Jesus diz que, em vez de falar sobre a ofensa com outros, devemos falar com a pessoa que errou, não para criticá-la, mas para lhe mostrar sua falta e convidá-la a se arrepender (Lv 19:17). Com espírito de mansidão e amor, devemos fazer todo o esforço possível para ajudá-la a ver seu erro, permitindo que ela se arrependa e peça desculpas. É muito importante não envergonhar a pessoa, tornando público seu erro. Isso faria com que sua recuperação fosse muito mais difícil.

O ideal é que a conversa particular leve ao arrependimento e à reconciliação.
No entanto, se o culpado não admite seu erro, nem se dispõe a acertar a situação, o recurso seguinte é levar uma ou duas testemunhas (Dt 19:15), em um esforço para persuadir a pessoa que erra. Elas não devem estar pessoalmente envolvidas na situação, para que estejam em uma posição melhor para chamar a pessoa ao arrependimento. Se o ofensor se recusa a ouvir seus conselhos, eles podem dar testemunho dos esforços feitos em favor do culpado.

Finalmente, e somente se as duas primeiras tentativas falharem, devemos dizer à igreja (Mt 18:17), não para uma ação disciplinar, mas ainda para um apelo final tendo em vista o arrependimento. Desde o início, todo o processo tem objetivo
redentor (Gl 6:1).

Sexta - Estudo adicional

Leia, de Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 236-248: “Unidade Cristã”; Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 239-243: “Unidade com Cristo em Deus”.

“A união é força; a divisão, fraqueza. Quando se acham unidos os que creem na verdade presente, exercem poderosa influência. Satanás bem compreende isso. Nunca se achou mais determinado do que agora para tornar de nenhum efeito a verdade de Deus, causando amargura e dissensão entre o povo do Senhor” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 236).

“Devemos esforçar-nos por pensar bem de todas as pessoas, especialmente de nossos irmãos, até que sejamos forçados a pensar de outro modo. Não devemos ter pressa em acreditar em maus relatórios. Eles são muitas vezes resultado de inveja ou equívocos, ou procedem de exageros ou de uma exposição tendenciosa de fatos” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 58).

Professor veja aqui o auxiliar da lição!

Perguntas para reflexão

  1. Como você lida com pessoas que têm a doutrina errada, mas são gentis, acolhedoras e amorosas, apesar das diferenças? Por outro lado, como você lida com as que concordam com você teologicamente, mas são ásperas, críticas e sem amor para com os que pensam de modo diferente?
  2. Por mais importante que seja a unidade para a igreja cristã, quão bem essa unidade foi mantida? Como um não cristão, olhando para o cristianismo, enxergaria a ideia da “unidade cristã”?
  3. Jesus nos ensina a perdoar os que nos ofendem. Mas, e se eles não se arrependem e não nos pedem o perdão? Como devemos nos relacionar com eles?
  4. Qual é a relação entre amor e disciplina?
  5. O movimento ecumênico afirma ser uma tentativa de criar a unidade pela qual Cristo orou. Apesar da boa intenção das pessoas, quais problemas podemos ver com o movimento ecumênico, além das questões óbvias acerca dos eventos dos últimos dias?

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