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Lição 11 - Vivendo pela fé

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Domingo | Segunda | Terça | Quarta | Quinta | Sexta

VERSO PARA MEMORIZAR:

“Quem teme ao homem cai em armadilhas, mas quem confia no Senhor está seguro” (Pv 29:25, NVI).

Leituras da Semana:Pv 28:4, 7, 9; Rm 1:16, 17; Gl 3:24; Pv 28:5; 1Jo 2:15-17; Pv 29:13

Tantas vozes, vindas de tantos lados, nos chamam! Como as pessoas sabem o que é certo e o que é errado? A resposta se encontra em Deus e em Sua revelação escrita. Precisamos aprender a confiar em Deus e a obedecer à Sua lei. O restante
é consequência natural.

Jesus nos disse isso quando falou que buscássemos “em primeiro lugar o reino de Deus” e então tudo de que precisássemos seria suprido (Mt 6:33, NVI). Devemos fazer com que nossa mais alta prioridade seja confiar em Deus e segui-Lo; do contrário, daremos prioridade a alguma outra coisa, o que é, pura e simplesmente, idolatria. E só podemos aprender a confiar em Deus tendo uma vida de fé.

A caminhada cristã é apenas isto: uma caminhada; temos que escolher fazer as coisas que o Senhor nos ordenou fazer, e então deixar as consequências com Ele.

Domingo - Guardar a lei

Das 13 ocorrências da palavra Torah (lei ou ensino) no livro de Provérbios, quatro se encontram no capítulo 28: nos versos 4 (duas vezes), 7 e 9. Embora esse uso em Provérbios se aplique normalmente ao “ensino” dos sábios (Pv 13:14), na tradição israelita a palavra tem uma conotação espiritual e se refere à revelação divina, conforme é atestado no próprio livro de Provérbios (Pv 29:18).

1. Leia Provérbios 28:4, 7 e 9. O que esses versos nos dizem sobre a importância da lei na nossa maneira de viver?

O que tornava o povo de Israel diferente das outras nações não era tanto sua maneira de pensar, ou mesmo seus conceitos espirituais e abstratos. O que os tornava santos ou separados de todas as outras nações eram suas escolhas concretas na vida sobre a comida, o repouso e o ambiente natural, entre outras coisas, bem como seus relacionamentos com vizinhos e familiares. Idealmente falando, essas escolhas devem centralizar-se na lei e nos princípios que ela contém.

Afinal de contas, os seres humanos não podem, por si mesmos, ser sábios. Nem sempre conseguimos distinguir entre o bem e o mal (1Rs 3:9). Assim, precisamos da lei divina para nos ajudar a adquirir discernimento. Em outras palavras, a aquisição
de sabedoria não depende de exercícios intelectuais ou espirituais. A sabedoria está essencialmente relacionada à obediência à lei que se encontra fora de nós, de nossa cultura, de nossa psicologia pessoal e de nossos desejos.

Essa lei é, naturalmente, a eterna lei de Deus. E segui-la lei é um ato de fé. “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus
se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Rm 1:16, 17).

De que dificuldades e problemas você já foi poupado por ter se comprometido, pela fé, a guardar
a lei de Deus? Quão diferente seria sua vida se você não a estivesse guardando?

Segunda-feira - Buscar o Senhor

Não importa quão essencial a lei (a Torah) seja para a vida de fé, ela não é a fonte da vida em si mesma. Ao contrário, a lei salienta o pecado, e o pecado leva à morte (ver Rm 7:7-13). Em vez disso, o que torna a Torah eficiente é que ela vem de Deus. À parte dEle, ela seria um credo legalista que não diz respeito à Sua intenção original. Uma vida de obediência à lei de Deus está relacionada a uma vida com Deus. A Torah não substitui Deus; ela é simplesmente um educador que, segundo a analogia de Paulo, conduz os alunos até seu senhor (Gl 3:24).

2. Leia Gálatas 3:24 em seu contexto. De que forma a lei aponta para Jesus, a fim de que possamos ser “justificados por fé”?

O livro de Provérbios não é apenas um livro de sabedoria; é, antes de tudo, um livro sobre o Deus que revelou a sabedoria. O fato de buscarmos a sabedoria, ao obedecermos à lei, nos atrai para mais perto do Senhor e da salvação que Ele nos oferece gratuitamente pela fé em Jesus.

3. Leia Provérbios 28:5. Qual é a chave para que estejamos entre os que “entendem tudo”?

O verbo entender é usado duas vezes no verso 5, assim como a palavra “lei” no verso 4. Os dois versos estão relacionados: guardar a lei (v. 4) e buscar ao Senhor (v. 5) vão juntos. O escopo desta atividade, contudo, não é apenas conhecer e fazer
o que é certo (isto é, “o que é justo”, v. 5). Esse entendimento diz respeito a “tudo”, simplesmente porque provém do Deus do “tudo”. Para o antigo Israel, o conhecimento de todas as coisas não estava separado da experiência religiosa. A fé estava
intimamente ligada à inteligência e à compreensão racional. Era inconcebível ter a fé sem a razão, ou a razão sem a fé, porque Deus é o fundamento de ambos os domínios.

Por que a fé em Deus é um posicionamento racional? Por que é mais ilógico e irracional rejeitar
a Deus do que crer nEle?

Terça - Palavras para o rico

4. Leia 1 João 2:15-17. Contra o que estamos sendo advertidos, e como podemos nos proteger do perigo ao qual esses versos se referem?

Embora a ideia do que significa ser “rico” varie grandemente, o livro de Provérbios traz algumas instruções quanto a enriquecer e como lidar com a riqueza depois de adquiri-la.

A. Não fique rico às expensas do pobre (Pv 28:8). Sua riqueza não será legítima se você a obtiver às custas do pobre. Como já vimos, a Bíblia fala enfaticamente contra aqueles que exploram o pobre para seu próprio lucro.

B. Dê aos pobres (Pv 28:27). Em contraste com o “ganancioso” de Provérbios 28:25 (literalmente, “exaltado/ávido”), a pessoa que é generosa para com os pobres será abençoada.

C. Trabalhe com afinco (Pv 28:19). A riqueza não deve vir como resultado do roubo nem do acaso, mas como recompensa pelo trabalho árduo. O que é obtido depende da qualidade de nosso trabalho. Se somos ricos, devemos merecer isso.

D. Não tente ficar rico depressa (Pv 28:20, 22). Nossos provérbios apresentam dois cenários potenciais: (1) quando fechamos os olhos para algum ato desonesto, consequentemente, nos tornamos cúmplices nesse ato (Pv 28:23); (2) quando estamos tão ansiosos para desfrutar da riqueza de nossos pais que os roubamos daquilo que eles necessitam para viver agora (Pv 28:24). Pior ainda, aqueles que fazem essas coisas podem justificar os atos errôneos em sua própria mente até que se convençam de que não fizeram nada de errado. Portanto, dizem eles, “não é pecado”.

O dinheiro é uma força muito poderosa neste mundo, e é por isso que a Bíblia fala muito sobre ele. Se, como todo mundo, você deseja dinheiro, como pode ter certeza de que não está caindo na armadilha do que Jesus chamou de “engano das riquezas” (Mc 4:19, NVI)?

Quarta - Manual para os pobres

5. Leia Provérbios 29:13. O que está sendo discutido nesse texto?
Os pobres e os ricos são iguais (Pv 29:13). A figura da luz, usada nesse provérbio, coloca a questão na perspectiva da Criação. Tanto os ricos quanto os pobres foram criados por Deus (Pv 22:2). Ambos desfrutam do dom da vida, e o sol brilha sobre ambos. Assim como os ricos foram advertidos a respeito de como devem tratar os pobres, os pobres devem amar até seus opressores, que, em alguns casos, podem ser os ricos (Mt 5:44, 45).

6. Qual é a mensagem de Provérbios 28:3?

Os pobres têm os mesmos deveres que os ricos têm (Pv 28:3). A pobreza não deve ser desculpa para a iniquidade. O fato de que talvez você tenha sido oprimido não lhe dá licença para oprimir a outros. A parábola de Jesus sobre o servo incompassivo que oprime alguém mais pobre do que ele mostra que essa reação, embora não esperada da parte de alguém pobre (que pensaríamos ser mais compassivo para com outros pobres), não é incomum (Mt 18:22-35). Em Provérbios 28:3, a chuva, que geralmente é uma bênção, se apresenta como uma enxurrada destruidora; essa figura ilustra a anormalidade desse comportamento e o desapontamento que ele traz.

7. Qual é a mensagem de Provérbios 28:6?

Os justos pobres são melhores do que os ricos perversos (Pv 28:6). Segundo a sabedoria tradicional, não se esperaria que a pessoa justa fosse pobre, com base no pressuposto de que a pobreza seja exatamente o castigo do preguiçoso (Pv 24:34).
Contudo, a realidade da vida é mais complexa. Os pobres podem ser vítimas de injustiça ou de circunstâncias que fogem ao seu controle. Isso pode ocorrer frequentemente. Contudo, a escala de valores defendida pelo livro de Provérbios é clara e inequívoca: a justiça é mais importante do que as riquezas, e o sucesso não é um indicador infalível de justiça.

O que podemos fazer quando somos tentados a comprometer nossos valores em troca de ganho material? Como podemos nos proteger para não fazermos algo desse tipo?

Quinta - Amar a verdade

Das coisas que podemos ensinar aos nossos filhos, aos nossos alunos ou a qualquer pessoa que estiver disposta a aprender, talvez a lição mais importante se encontre no texto em que Paulo, que estava escrevendo sobre os perdidos, disse que eles “não acolheram o amor da verdade para serem salvos” (2Ts 2:10). Naturalmente, pelo fato de Jesus ser a Verdade, ensinar outros a amar a verdade significa ensiná-los a amar Jesus. E o que mais realmente importa?

“Qualquer que seja o ramo de pesquisa a que procedamos com um sincero propósito de chegar à verdade, somos postos em contato com a Inteligência invisível e poderosa que opera em tudo e através de tudo. A mente humana é colocada em comunhão com a mente divina, o finito com o Infinito. O efeito de semelhante comunhão sobre o corpo, o espírito e a alma está além de toda estimativa” (Ellen G. White, Educação, p. 14).

8. Leia Provérbios 29:15 (ver também v. 19). Que importante princípio é visto no texto, não só na área da educação, mas da vida em geral?

Embora nosso exemplo seja importante, especialmente em relação àqueles que não podemos reprovar nem punir, em alguns casos é preciso mais. Isso é especialmente verdade com respeito aos nossos filhos. Às vezes, as crianças precisam ser corrigidas para que entrem na linha.

A natureza de todos nós é caída e corrompida, e isso inclui até esses pequenos seres adoráveis a quem amamos: nossos filhos. Não trazemos a eles e a nós mesmos nenhum benefício, ao permitirmos que façam tudo o que desejam. Na verdade, as crianças não só precisam de disciplina, como a desejam. Elas têm necessidade de saber que existem limites, e que precisam ficar dentro deles. A mãe que acredita que tem que respeitar a liberdade de seus filhos e que os deixa fazer tudo o que desejam sem jamais lhes dizer “não”, por fim vai se “envergonhar” (Pv 29:15) e, sem dúvida, trará tristeza aos filhos – se não agora, certamente quando se tornarem adultos.

Quais são algumas das lições que você aprendeu quando criança e que trouxe para a vida adulta?
Como esse conhecimento ajudou a tornar sua vida melhor hoje?

Sexta - Estudo adicional

“As leis de Deus têm seu fundamento na mais imutável retidão, e são constituídas de maneira que proverão a felicidade dos que as guardam. ... A religião põe os homens em relação pessoal com Deus, porém não de maneira exclusiva; pois os princípios do Céu devem ser vividos, para que possam ajudar a beneficiar a humanidade” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], 267).

“A total negligência em educar os filhos para Deus tem perpetuado o mal e lançado nas fileiras do inimigo muitos que, com judicioso cuidado, poderiam ter sido coobreiros de Cristo. Ideias falsas e uma afeição tola e mal direcionada formaram
traços que tornaram os filhos infelizes e desencantados, amargurando a vida dos pais e estendendo sua funesta influência de geração em geração. Uma criança a quem se permite seguir os próprios caminhos desonraria a Deus e envergonharia pai e mãe. ... Negligenciando o dever e condescendendo com os erros dos filhos, os pais cerram para si mesmos os portais da cidade de Deus” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 325, 326).

Perguntas para reflexão

1. O escritor russo Leon Tolstói, embora criado num lar cristão, abandonou sua fé por muitos anos. Quando já estava mais velho, enfrentou uma crise: o que a vida significa, especialmente uma vida que com certeza terminará na morte? Embora
buscasse respostas em todas as áreas do conhecimento, não as encontrou. Por fim, compreendeu que a única resposta lógica para a questão da vida e de seu significado tinha que ser encontrada na fé: em algo que fosse além da própria lógica.
Isto é, sua lógica lhe disse que devia ir além da lógica e entrar no mundo da fé para obter as respostas quanto ao significado da vida. Por que, então, a fé em Jesus é, na verdade, a escolha mais lógica que podemos fazer no que diz respeito ao significado e propósito da vida?
2. O que você entende que significa amar a verdade? Como amamos a verdade? Naturalmente, amar a verdade significa que teríamos de conhecê-la primeiro. Como chegamos ao conhecimento da verdade? E como podemos ter certeza de que não permitiremos que nada nos impeça de amar a verdade acima de tudo?

Respostas sugestivas: 1. Os versos dizem que aquele que não respeita a lei de Deus está do lado dos maus; que quem obedece à lei é filho sábio; e que se alguém se recusa a ouvir a lei, até suas orações são detestáveis. 2. A lei nos diz que somos pecadores e que precisamos de um Salvador. 3. A chave é buscarmos ao Senhor. 4. Estamos sendo advertidos contra amar o mundo e as coisas que há no mundo, e podemos nos proteger desse perigo amando o Senhor. 5. Que os pobres e os ricos são iguais, pois ambos foram criados por Deus. 6. Que o pobre não deve oprimir outro pobre, já que ele mesmo sabe o que é ser oprimido. 7. Ser íntegro é mais importante do que ser rico. 8. Que às vezes a punição é necessária para levar à sabedoria.
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