Escola Sabatina

Lição 11 – Sábado

Domingo | Segunda | Terça | Quarta | Quinta | Sexta

VERSO PARA MEMORIZAR:

“O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é Senhor também do sábado” (Mc 2:27, 28).

Leituras da Semana:Jo 1:1-3; Mt 12:1-5; Lc 4:16-21; Jo 5:16, 17; Mt 24:20

Ao longo do ministério de Jesus, os líderes religiosos contestaram Sua observância do sábado. Quando criticado, Cristo enfatizou Sua autoridade como Senhor do sábado (Mt 12:8; Mc 2:28; Lc 6:5). Ele também mostrou como devia ser a correta observância desse dia.

Hoje somos confrontados não apenas com o desafio da “correta observância” do sábado, mas também com a crença popular de que o domingo é o dia de descanso.

Os que promovem o domingo, no entanto, não têm nada em seu favor nos evangelhos. As controvérsias acerca do sábado nos evangelhos tratavam apenas de como o sábado devia ser guardado, nunca de quando guardá-lo. A vida e os ensinamentos
de Jesus não deixam dúvida de que o sábado continua como o divino dia de descanso, mesmo depois de Sua morte e ressurreição.
Nesta semana, analisaremos a relação de Cristo com a origem e o senhorio do sábado. Em seguida, estudaremos o exemplo e ensinamentos de Jesus a respeito da observância do sábado. Finalmente, consideraremos o sábado nos Seus ensinamentos
e no exemplo dos Seus discípulos após a ressurreição.

Domingo – Cristo, o Criador do sábado

1. O que os textos a seguir indicam sobre o papel de Jesus na criação? Por que isso é tão importante, especialmente quando se considera a origem do sábado? Jo 1:1-3; Cl 1:16; Hb 1:1, 2

João começou seu evangelho com a famosa declaração: “No princípio era o Verbo […] Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1:1-3). João e Paulo não deixam dúvidas quanto ao papel
de Cristo na criação. Deus o Filho, Jesus Cristo, criou todas as coisas: “NEle, foram criadas todas as coisas, nos Céus e sobre a Terra, as visíveis e as invisíveis. […] Tudo foi criado por meio dEle e para Ele” (Cl 1:16, 17). Por meio de Cristo, Deus fez o Universo, incluindo nosso sistema solar, a Terra e tudo que nela há, animado e inanimado.

Cristo, que devia ser Redentor do homem, foi também seu Criador. E ali mesmo, no fim da semana da criação, o Senhor nos deu um dia de descanso. “Por haver o sábado sido feito para o homem, é o dia do Senhor. Pertence a Cristo. […] Uma vez que Ele fez todas as coisas, fez também o sábado. Esse dia foi por Ele posto à parte como lembrança da criação” (Ellen G. White, Desejado de Todas as Nações, p. 288).

O mesmo Deus que criou a humanidade com a necessidade de descansar também proveu o meio para o descanso: um dia em que os seres humanos devem deixar de lado os trabalhos e os problemas semanais e repousar nEle, o Criador. Depois de terminar
a criação, Ele mesmo descansou no sétimo dia, não porque estivesse cansado, mas, a fim de abençoar e santificar o sábado e nos dar um exemplo a seguir. Ele também descansou no sábado quando terminou Sua obra de redenção na cruz, não porque precisasse disso, mas, para (entre outras coisas) confirmar o perpétuo valor do sábado. Cristo, que convida os seres humanos agitados a repousar nEle (Mt 11:28, 29), convida-nos a descansar de maneira especial a cada sábado.

Segunda – Cristo, o Senhor do sábado

2. Leia Mateus 12:1, 2. O que aconteceu nessa ocasião? Por que os fariseus considerariam ilícita essa prática?

Deuteronômio 23:25 declara: “Quando entrares na seara do teu próximo, com as mãos arrancarás as espigas; porém na seara não meterás a foice.” O problema, portanto, não era a ação em si, mas o dia em que foi praticada. Os regulamentos rabínicos proibiam expressamente muitos tipos de trabalhos no sábado, como colher, debulhar e peneirar. Na opinião dos fariseus, pelo fato de arrancar as espigas de cereais, esfregá-las com as mãos, e separar o grão da casca, os discípulos se tornaram culpados de cometer os três atos proibidos.

3. Qual é o significado dos exemplos que Jesus usou para responder aos fariseus? Mt 12:3-5

Com o primeiro exemplo (1Sm 21:1-6), Cristo argumentou que, embora em circunstâncias normais, Davi e seus homens não devessem comer o pão destinado aos sacerdotes (Lv 24:9), nessa situação, visto que a vida deles estava em perigo, suas ações deviam ser consideradas uma transgressão tolerável de uma regra cerimonial.

O segundo exemplo mencionado por Jesus (Mt 12:5) diz respeito aos sacrifícios e ofertas ordenados para o dia de sábado no serviço do templo, que eram o dobro do que se oferecia em qualquer outro dia (Nm 28:9, 10). Os próprios judeus reconheciam que o serviço do templo tinha prioridade sobre o sábado.

Depois de citar esses exemplos, Jesus fez duas declarações que reivindicam Sua autoridade para redefinir a opressiva observância do sábado imposta pelos fariseus: (1) “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc 2:27). Nesse texto, Jesus reafirmou a origem evidênica do sábado e redefiniu as prioridades incorretas dos fariseus em relação ao homem e o sábado: o sábado foi criado para beneficiar os seres humanos e continua sendo um dom divino a serviço da humanidade, ao contrário da ideia de que a humanidade estava a serviço do sábado. E (2), ao dizer: “O Filho do Homem é Senhor também do sábado” (Mc 2:28), Cristo ratificou Sua posição como Criador e Legislador do sábado. Portanto, somente Ele tinha autoridade para liberar o sábado dessas leis feitas pelo homem.

Terça – O exemplo de Jesus

4. O que Lucas 4:16 nos diz sobre a atitude de Jesus para com o sábado? Por que isso é tão importante para nós hoje? Jo 14:15; 1Pe 2:21

A palavra que Lucas usou no verso 16, costume, vem de uma palavra grega relacionada aos hábitos constantes no tempo e na prática. Em outras palavras, Jesus frequentava regularmente a sinagoga todos os sábados. Isso é tão importante para Lucas que, quatro vezes em seu evangelho, ele mencionou a presença de Jesus na sinagoga em diferentes sábados (Lc 4:16; 4:31; 6:6; 13:10). Além disso, Lucas identificou o sábado especificamente como o sétimo dia da semana (Lc 23:54-24:1). O fato de que Jesus Cristo, durante Seu ministério terrestre, tenha observado o sábado, juntamente com os judeus, testemunha que o ciclo semanal não tinha sido perdido desde a promulgação da lei no Sinai, ou mesmo desde a criação.

Seu exemplo como observador do sábado é um modelo que os cristãos devem seguir, tanto no tempo quanto na maneira da observância.
5. O que Jesus leu naquela ocasião na sinagoga? Que importância tem isso? Lc 4:16-21

Essa não foi a primeira vez que Jesus leu e falou em uma sinagoga. Mais de um ano já se havia passado desde que Ele tinha sido batizado no Rio Jordão. No entanto, essa foi a primeira visita de Jesus a Nazaré, depois de deixar a carpintaria, onde passou os primeiros trinta anos de Sua vida e onde frequentou a sinagoga local.

Durante Sua juventude, “muitas vezes na sinagoga, aos sábados, Ele era convidado a ler a lição dos profetas, e o coração dos ouvintes vibrava, pois nova luz brilhava das palavras familiares dos textos sagrados” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 74).

Mas dessa vez foi diferente. Jesus escolheu uma passagem específica, Isaías 61:1, 2, um texto que explica a obra do Messias na Terra e como Ele viria para “anunciar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4:19). Esse era o ano sabático, ou ano do jubileu,
um tempo de descanso. Apropriadamente, Jesus escolheu o dia de descanso para anunciar Seu ministério de redenção, libertação e cura. Na verdade, encontramos descanso em Jesus, um descanso expresso de forma tangível a cada sábado.

Quarta – Milagres no sábado

Os evangelhos mencionam muitas curas miraculosas que Jesus realizou no dia de sábado. É interessante notar que, na maioria dos casos, a cura veio por iniciativa de Jesus, como se Ele quisesse propositadamente curar no sábado, embora pudesse ter feito isso em qualquer outro dia. Jesus estava tentando apresentar um ponto: curar no sábado não era ilícito. Ao contrário, era mais legítimo do que as coisas que muitos fariseus e líderes religiosos estavam acostumados a fazer nesse dia.

6. Quais argumentos são usados em cada um dos seguintes textos para justifica as curas feitas por Jesus no sábado? Mt 12:10-12; Lc 13:15, 16; Jo 5:16, 17

Embora seja verdade que devemos pôr de lado nossos interesses durante o sábado (Êx 20:9; Is 58:13), ele nunca deve ser considerado um período de ociosidade inútil. Em Suas controvérsias com os fariseus, Cristo indicou claramente que “é
lícito, nos sábados, fazer o bem” (Mt 12:12). De acordo com as tradições rabínicas, uma pessoa doente podia ser tratada no sábado, se a situação representasse perigo para a vida. Da mesma forma, se uma ovelha ou um boi caísse em uma cova era permitido tirar o animal no dia de sábado para salvar sua vida. A vida de uma pessoa não era mais valiosa do que a de um animal? Infelizmente, os críticos de Cristo mostraram mais compaixão para com seus próprios animais do que a seres humanos sofredores. Eles permitiam que um animal fosse levado para beber água, mas não que uma pessoa fosse restaurada.

Jesus também afirmou: “Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também” (Jo 5:17), referindo-Se à obra de Deus em favor de Suas criaturas. Mesmo no dia de sábado, Ele continua dando vida e sustentando o Universo (Hb 1:2, 3).
Jesus ensinou que não devemos ser legalistas ao observar o sábado. Guardá-lo significa “descansar” de nossas atividades (Hb 4:10) e, mais importante, deixar de tentar construir nosso caminho para a salvação, o que é impossível de qualquer forma. Satanás quer nos convencer a guardar o sábado de maneira egoísta. Se ele não puder nos influenciar contra o sábado, tentará nos levar para o outro extremo:o legalismo.

Quinta – O sábado depois da ressurreição

Muitos cristãos guardam o domingo em vez do sábado, oferecendo uma série de razões, sendo a principal delas a ressurreição de Cristo. Além do “pequeno detalhe” de que nada no Novo Testamento, incluindo as passagens sobre a ressurreição, ensina que o domingo deva substituir o sábado, o Novo Testamento mostra que Cristo pretendia que Seu sábado fosse guardado mesmo depois de
Sua ressurreição.
7. O que Mateus 24:20 diz sobre o sábado nos anos posteriores à ressurreição de Jesus?

As palavras de Cristo em Mateus 24:20 nos mostram que, no ano 70 d.C., cerca de quarenta anos após Sua morte, o sábado devia ser considerado tão sagrado como sempre tinha sido. Comoção, agitação, medo e viagem para fugir de Jerusalém seriam atitudes impróprias no dia de sábado.

8. Que outra evidência do Novo Testamento mostra que o sábado permaneceu sagrado depois da ressurreição de Cristo? At 13:14, 42; 14:1; 17:1, 2; 18:4

Para os discípulos, ir à sinagoga era o que a frequência à igreja deve ser para nós hoje: uma das melhores formas de observar o sábado. Isso é especialmente perceptível com o apóstolo Paulo, que habitualmente estava presente nas reuniões religiosas da sinagoga aos sábados. Era seu costume, seguindo o exemplo de Jesus (At 17:2). Embora fosse o apóstolo dos gentios e o campeão da justificação pela fé, ele costumava ir à sinagoga no sábado, não apenas para falar aos judeus, mas também para santificar esse dia.

Certo sábado, depois que a reunião da sinagoga foi concluída, os gentios suplicaram que Paulo pregasse o evangelho a eles. O apóstolo poderia convidá-los a ouvi-lo no dia seguinte, domingo, mas esperou uma semana. “No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a Palavra de Deus” (At 13:44). Esses textos oferecem poderosa evidência de que a igreja primitiva não sabia nada sobre o primeiro dia da semana como substituto do sétimo.

Sexta – Estudo adicional

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 281-289: “O Sábado”. “‘Assim o Filho do homem até do sábado é Senhor’ (Mc 2:28, ARC). Essas palavras acham-se repletas de instrução e conforto. […]” O sábado “aponta para Ele como Criador e como Santificador. Declara que Aquele que criou todas as coisas no Céu e na Terra, e por quem todas as coisas se mantêm unidas, é a cabeça da igreja, e que por Seu poder somos reconciliados com Deus. Pois, falando de Israel, disse: ‘Também lhes dei os Meus sábados, para que servissem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica’ [os torna santos] (Ez 20:12, ARC). Portanto, o sábado é um sinal do poder de Cristo para nos fazer santos. E é dado a todos quantos Cristo santifica. Como sinal de Seu poder santificador, o sábado é dado a todos quantos, por meio de Cristo, se tornam parte do Israel de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 288).
Professor veja aqui o auxiliar da lição!

Perguntas para reflexão

1. Pertencemos a Cristo, tanto pela criação quanto pela redenção. Como o sábado nos lembra especialmente sobre essas verdades fundamentais?

2. Qual é o problema com a obediência legalista do quarto mandamento? Por que a observância negligente não é a solução para o legalismo? Qual é o elemento-chave que torna a guarda do sábado uma verdadeira bênção?

3. Por que o sábado e a oportunidade de descansar nele devem ser lembretes da verdade essencial de que não somos salvos pelas nossas obras, mas pelos méritos de Cristo em nosso favor?

4. De que forma podemos ter uma experiência mais rica e profunda com o Senhor no sábado?

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