{"id":1424,"date":"2019-10-25T10:36:14","date_gmt":"2019-10-25T13:36:14","modified":"2022-07-20T15:32:19","modified_gmt":"2022-07-20T18:32:19","slug":"suicidio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adventistas.org\/pt\/comunicacao\/suicidio\/","title":{"rendered":"Suic\u00eddio"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_1150760585.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"6000\" height=\"4000\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_1150760585.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1671\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_1150760585.jpg 6000w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_1150760585.jpg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_1150760585.jpg 150w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_1150760585.jpg 730w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_1150760585.jpg 160w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_1150760585.jpg 320w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_1150760585.jpg 480w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_1150760585.jpg 640w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_1150760585.jpg 960w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_1150760585.jpg 1120w\" sizes=\"(max-width: 6000px) 100vw, 6000px\" \/><\/a><figcaption>Imagem: Shutterstock<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Infelizmente, o \u00edndice de mortes volunt\u00e1rias tem aumentado consideravelmente nos \u00faltimos anos, atingindo, inclusive, a comunidade adventista do s\u00e9timo dia. O fen\u00f4meno \u00e9 sens\u00edvel, complexo, e demanda aten\u00e7\u00e3o ao ser abordado em materiais produzidos pela igreja.<\/p>\n\n\n\n<p>A B\u00edblia afirma que a vida \u00e9 um presente de Deus (Gn 1:30; 2:7; Sl 36:9; At 17:25, 28), que criou o ser humano \u00e0 Sua imagem e semelhan\u00e7a, a fim de que experimentasse a plenitude da exist\u00eancia (Gn 1:27; 1Pe 1:18, 19; 1Jo 2:2; 3:2). Embora o pecado tenha entrado no mundo, e com ele, a morte, (Gn 3; Rm 5:12), o Senhor espera que Seus filhos preservem e promovam a vida, considerando o corpo como santu\u00e1rio do Esp\u00edrito Santo (1Co 6:19, 20) e sacrif\u00edcio vivo (Rm 12:1-3), em honra ao Seu nome. Por isso, Ele defende a preserva\u00e7\u00e3o da vida e condena sua destrui\u00e7\u00e3o (Gn 9:5, 6; \u00cax 20:13; Dt 24:16; Pv 6:16, 17; Mq 6:7; Ap 21:8; 22:13-15).<\/p>\n\n\n\n<p>Ellen White, considerando a ampla dimens\u00e3o da vida humana apresentada nas Escrituras, entendia que o suic\u00eddio n\u00e3o se limitava ao ato, mas tamb\u00e9m inclu\u00eda condutas que conspiram contra o bem-estar integral da pessoa. Assim, ela afirmava que pr\u00e1ticas nocivas \u00e0 sa\u00fade como onanismo (OC, 2015a, p. 452), sobrecarga de trabalho (1T, 2014a, p. 520), maneira errada de falar (4T, 2014b, p. 404), glutonaria (2ME, 2015b, p. 416) e alimenta\u00e7\u00e3o impr\u00f3pria (2T, 2015c, p. 69) seriam consideradas, no dia do ju\u00edzo, como suic\u00eddio (FFD, 2004, p. 61). Ao abordar o ato em si, a autora avaliava que \u201ca descuidada satisfa\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria\u201d, escrava da natureza carnal, torna as pessoas \u201ct\u00e3o cansadas da vida, que se suicidam\u201d (MCP2, 2013, p. 726). Contudo, se a pessoa que est\u00e1 cogitando o suic\u00eddio \u201cvier tal qual se encontra, desamparada e maculada pelo pecado, lan\u00e7ando-se junto \u00e0 cruz [...] existe ali um Salvador capaz de ergu\u00ea-la\u201d (Conduta sexual, 143).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao refletir sobre a complexidade do tema, \u00c1ngel Rodr\u00edguez (2004) destacou dois pontos fundamentais: (1) \u201ca psicologia e a psiquiatria t\u00eam revelado que muito frequentemente o suic\u00eddio \u00e9 o resultado de profunda revolta emocional ou bioqu\u00edmica desestabilizada associada a um estado de depress\u00e3o profunda e medo. N\u00e3o devemos julgar uma pessoa que, sob estas circunst\u00e2ncias, optam pelo suic\u00eddio\u201d; e (2) \u201ca justi\u00e7a de Deus leva em considera\u00e7\u00e3o a intensidade de nossas mentes perturbadas; Ele nos compreende melhor do que qualquer outra pessoa\u201d. Portanto, diante dos fatores f\u00edsicos, psicol\u00f3gicos, sociais e espirituais que podem contribuir para que algu\u00e9m tome a decis\u00e3o de tirar a pr\u00f3pria vida, deve-se tomar muito cuidado ao produzir materiais sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>Paula Fontenelle (2008) prop\u00f5e algumas perguntas avaliativas para decidir se a morte volunt\u00e1ria deve ser publicada ou n\u00e3o: \u201c(1) Por que divulgar o fato? \u00c9 relevante?; (2) Que tipo de impacto a reportagem pode ter?; (3) Que espa\u00e7o deve ocupar?; (4) Que tratamento merece?\u201d (p. 226).<\/p>\n\n\n\n<p>Orienta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas sobre como os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o devem tratar essa quest\u00e3o s\u00e3o encontradas em documentos como <em>Preven\u00e7\u00e3o do Suic\u00eddio: Um manual para profissionais da m\u00eddia<\/em>, publicado em 2000 pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade. Em suma, na se\u00e7\u00e3o \u201co que fazer\u201d, a OMS recomenda a: \u201c(1) trabalhar em conjunto com autoridades de sa\u00fade na apresenta\u00e7\u00e3o dos fatos; (2) referir-se ao suic\u00eddio como suic\u00eddio \u2018consumado\u2019, n\u00e3o como suic\u00eddio \u2018bem-sucedido\u2019; (3) apresentar somente dados relevantes, em p\u00e1ginas internas de ve\u00edculos impressos; (4) destacar as alternativas ao suic\u00eddio; (5) fornecer informa\u00e7\u00f5es sobre n\u00fameros de telefones e endere\u00e7os de grupos de apoio e servi\u00e7os onde se possa obter ajuda; e (6) mostrar indicadores de risco e sinais de alerta sobre comportamento suicida.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, na se\u00e7\u00e3o \u201co que n\u00e3o fazer\u201d, o documento aconselha a: \u201c(1) n\u00e3o publicar fotografias do falecido ou cartas suicidas; (2) n\u00e3o informar detalhes espec\u00edficos do m\u00e9todo utilizado; (3) n\u00e3o fornecer explica\u00e7\u00f5es simplistas; (4) n\u00e3o glorificar o suic\u00eddio ou fazer sensacionalismo sobre o caso; (5) n\u00e3o usar estere\u00f3tipos religiosos ou culturais; e (6) n\u00e3o atribuir culpas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Princ\u00edpios editoriais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Nossos materiais devem promover o conceito b\u00edblico de que a vida \u00e9 um dom divino, que o Senhor a promove e deseja proporcion\u00e1-la de modo pleno e que sua destrui\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma atitude aprovada por Ele.<\/li><li>Ao produzir materiais preventivos relacionados ao suic\u00eddio, deve-se tratar o assunto com o m\u00e1ximo de cautela poss\u00edvel. Assim, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para explica\u00e7\u00f5es simplistas, estigmatizadas, destitu\u00eddas de uma discuss\u00e3o cient\u00edfica ou que de alguma maneira enalte\u00e7am o ato, quem decidiu tirar a pr\u00f3pria vida ou atentar contra ela.<\/li><li>Por outro lado, devem-se destacar recursos de apoio para quem luta contra esse pensamento, informa\u00e7\u00f5es relevantes para discuss\u00e3o do tema e sinais que visam ajudar as pessoas a identificar essa inten\u00e7\u00e3o.<\/li><li>A divulga\u00e7\u00e3o de algum suic\u00eddio em nossos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o deve, em primeiro lugar, ser discutida com o superior imediato respons\u00e1vel e, em consulta com ele, caso haja a inten\u00e7\u00e3o de publicar o fato, passar pelos seguintes crit\u00e9rios: relev\u00e2ncia, impacto, extens\u00e3o e abordagem.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p><em>Bibliografia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Fontenelle, P. (2008). <em>Suic\u00eddio: O futuro interrompido<\/em>. S\u00e3o Paulo, SP: Gera\u00e7\u00e3o Editorial.<\/p>\n\n\n\n<p>Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade. (2000). Preven\u00e7\u00e3o do Suic\u00eddio: Um manual para profissionais da m\u00eddia. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/tinyurl.com\/y463bs9k&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>Rodr\u00edguez, A. (2004). A B\u00edblia e o suic\u00eddio. Dispon\u00edvel em: &nbsp;&lt;https:\/\/tinyurl.com\/y6ogqzj4&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2004). <em>Filhos e Filhas de Deus<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2015b). <em>Mensagens escolhidas<\/em> (v. 2). Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2013). <em>Mente, car\u00e1ter e personalidade<\/em> (v. 2). Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2015a). <em>Orienta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2014a). <em>Testemunhos para a igreja<\/em> (v. 1). Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2015c). <em>Testemunhos para a igreja<\/em> (v. 2). Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2014b). <em>Testemunhos para a igreja<\/em> (v. 4). Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2008). <em>Testemunhos sobre conduta sexual, adult\u00e9rio e div\u00f3rcio<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Infelizmente, o \u00edndice de mortes volunt\u00e1rias tem aumentado consideravelmente nos \u00faltimos anos, atingindo, inclusive, a comunidade adventista do s\u00e9timo dia. O fen\u00f4meno \u00e9 sens\u00edvel, complexo, e demanda aten\u00e7\u00e3o ao ser abordado em materiais produzidos pela igreja. 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