{"id":1422,"date":"2019-10-25T10:35:36","date_gmt":"2019-10-25T13:35:36","modified":"2022-07-20T15:33:15","modified_gmt":"2022-07-20T18:33:15","slug":"sexualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adventistas.org\/pt\/comunicacao\/sexualidade\/","title":{"rendered":"Sexualidade"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_789710509.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"6718\" height=\"4484\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_789710509.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1660\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_789710509.jpg 6718w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_789710509.jpg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_789710509.jpg 150w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_789710509.jpg 730w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_789710509.jpg 160w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_789710509.jpg 320w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_789710509.jpg 480w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_789710509.jpg 640w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_789710509.jpg 960w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_789710509.jpg 1120w\" sizes=\"(max-width: 6718px) 100vw, 6718px\" \/><\/a><figcaption>Imagem: Shutterstock<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>De acordo com as Escrituras, Deus criou homem e mulher, macho e f\u00eamea, para viverem a sexualidade plena exclusivamente no contexto do casamento heterossexual, monog\u00e2mico e vital\u00edcio (Gn 2:18-25; \u00cax 20:14; Lv 18:20; Mt 19:5, 6; 1Co 6:13-20; 7:3-5; Hb 13:4). Quando vivida de maneira adequada, a sexualidade deve servir para celebrar o amor conjugal, sendo uma lembran\u00e7a do pacto matrimonial estabelecido entre um homem e uma mulher (Pv 5:15-18; Ct). Assim, qualquer relacionamento \u00edntimo pr\u00e9-conjugal ou fora do casamento (\u00cax 20:14; Pv 6:32; Mt 5:27, 28), homossexual (Lv 18:22; 20:13; Rm 1:18-27; 1Co 6:9-11), incestuoso (Lv 18:6-18), com animais (Lv 18:23) e abusivo (Dt 22:25-27) \u00e9 proibido pela B\u00edblia. Em diversos textos, a imoralidade sexual, express\u00e3o que engloba essas pr\u00e1ticas mencionadas, \u00e9 condenada sumariamente (Mt 5:31, 32; Gl 5:19-21; Ef 5:3; Cl 3:5; 1Ts 4:3).<\/p>\n\n\n\n<p>Ellen White afirma o conceito b\u00edblico de sexualidade e a considera uma b\u00ean\u00e7\u00e3o divina (2013, p. 124). Quando exercida nos limites apresentados pela B\u00edblia, trata-se de uma express\u00e3o do amor como \u201cprinc\u00edpio elevado e santo\u201d (ibid., p. 50). Por esse motivo, n\u00e3o h\u00e1 endosso da parte da autora para qualquer distor\u00e7\u00e3o do prop\u00f3sito estabelecido por Deus, como relacionamento \u00edntimo pr\u00e9-conjugal (ibid., p. 59, 60), adult\u00e9rio (2008, p. 98, 99), \u201cpaix\u00f5es sensuais\u201d ou pr\u00e1ticas degradantes (2015, p. 381), e condutas sexuais depravadas, como vistas em Sodoma (2008, p. 120).<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 sens\u00edvel na sociedade e, ao longo do tempo, a Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia publicou v\u00e1rios documentos oficiais tratando de diferentes pontos da quest\u00e3o. Uma declara\u00e7\u00e3o ampla, votada em 1987, abordou a decad\u00eancia dos padr\u00f5es sexuais da sociedade, quando comparados aos ensinamentos das Escrituras Sagradas. O documento (2005) indica que \u201csob a influ\u00eancia da paix\u00e3o n\u00e3o refreada por princ\u00edpio moral e religioso, a associa\u00e7\u00e3o dos sexos tem, a uma extens\u00e3o profundamente inquietante, se degenerado em licenciosidade e abuso que resultam em escravid\u00e3o. Com a ajuda de muitos filmes, televis\u00e3o, v\u00eddeo, programas de r\u00e1dio e materiais impressos, o mundo est\u00e1 sendo conduzido a novas profundezas de vergonha e deprava\u00e7\u00e3o\u201d (p. 85).<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de apresentar as pr\u00e1ticas sexuais contr\u00e1rias ao padr\u00e3o b\u00edblico, a declara\u00e7\u00e3o termina dizendo: \u201cOs degradantes resultados da obsess\u00e3o desta era por sexo e a busca de prazeres sensuais est\u00e3o claramente descritos na Palavra de Deus. Mas Cristo veio para destruir as obras do diabo e restabelecer o correto relacionamento dos seres humanos uns com os outros e com Seu Criador. Portanto, embora ca\u00eddos e cativos do pecado, aqueles que se voltam para Cristo em arrependimento recebem pleno perd\u00e3o e escolhem o caminho melhor, o caminho para a completa restaura\u00e7\u00e3o\u201d (ibid., p. 86).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao tratar do problema da pornografia, em 1990, a denomina\u00e7\u00e3o afirmou em documento consider\u00e1-la \u201cdestrutiva, aviltante, insensibilizante e exploradora\u201d (ibid.,, p. 69).<\/p>\n\n\n\n<p>Oito anos depois, a Igreja Adventista, ao discutir sobre doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, apresentou implica\u00e7\u00f5es relevantes para a discuss\u00e3o referente \u00e0 sexualidade. A declara\u00e7\u00e3o indicou que: (1) \u201cA igreja afirma a vis\u00e3o b\u00edblica de sexualidade como um atributo saud\u00e1vel da natureza humana criada por Deus, algo para ser desfrutado e usado de modo respons\u00e1vel no casamento, como parte do discipulado crist\u00e3o\u201d (ibid., p. 91); (2) \u201ca igreja est\u00e1 comprometida em compartilhar a perspectiva b\u00edblica da sexualidade humana de maneira intencional e culturalmente adequada\u201d (ibid.); (3) \u201ca igreja chama as pessoas a se consagrarem, diante de Deus, a uma vida de abstin\u00eancia sexual fora do pacto matrimonial e \u00e0 fidelidade sexual ao c\u00f4njuge\u201d (ibid., p. 92); (4) e \u201cFeridas emocionais e espirituais deixadas pela atividade sexual que viola o plano de Deus inevitavelmente deixam cicatrizes. Mas a igreja d\u00e1 continuidade ao minist\u00e9rio de miseric\u00f3rdia e gra\u00e7a de Cristo, oferecendo o perd\u00e3o, a cura e o poder restaurador de Deus\u201d (ibid.).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1999, a Associa\u00e7\u00e3o Geral votou uma declara\u00e7\u00e3o referente \u00e0 homossexualidade que afirmou tr\u00eas elementos importantes: (1) \u201cA Igreja Adventista reconhece que cada ser humano \u00e9 precioso \u00e0 vista de Deus. Por isso, buscamos ministrar a todos os homens e mulheres no esp\u00edrito de Jesus\u201d (ibid., p. 51); (2) o \u201cpadr\u00e3o heterossexual \u00e9 confirmado em todas as Escrituras. A B\u00edblia n\u00e3o faz ajustes para incluir atividades ou relacionamentos homossexuais. Os atos sexuais praticados fora do c\u00edrculo do casamento heterossexual est\u00e3o proibidos\u201d (ibid.); e (3) \u201cos adventistas empenham-se por seguir a instru\u00e7\u00e3o e o exemplo de Jesus. Ele afirmou a dignidade de todos os seres humanos e estendeu a m\u00e3o compassivamente a todas as pessoas e fam\u00edlias que sofriam a consequ\u00eancia do pecado. [...] Mas fez distin\u00e7\u00e3o entre Seu amor pelos pecadores e Seus claros ensinos sobre as pr\u00e1ticas pecaminosas\u201d (ibid.).<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do aumento da press\u00e3o social acerca da regulamenta\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o entre pessoas do mesmo sexo, em 2004, a Igreja Adventista reafirmou sua posi\u00e7\u00e3o referente ao modelo b\u00edblico de matrim\u00f4nio e fam\u00edlia, conforme expresso na cren\u00e7a fundamental 23. A declara\u00e7\u00e3o oficial termina dizendo: \u201cAcreditamos que todas as pessoas, independentemente de sua orienta\u00e7\u00e3o sexual, s\u00e3o filhas de Deus. N\u00e3o toleramos que qualquer grupo sofra esc\u00e1rnio ou rid\u00edculo, muito menos abuso. No entanto, \u00e9 muito claro que a Palavra de Deus n\u00e3o aprova um estilo de vida homossexual; como a Igreja Crist\u00e3 tamb\u00e9m n\u00e3o o aprovou, nos seus dois mil anos de hist\u00f3ria. Os adventistas do s\u00e9timo dia creem que o ensinamento b\u00edblico ainda \u00e9 v\u00e1lido hoje porque est\u00e1 ancorado na pr\u00f3pria natureza da humanidade e do plano de Deus para o casamento na cria\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, respondendo \u00e0 complexa quest\u00e3o do transgenerismo, a denomina\u00e7\u00e3o votou uma \u201cDeclara\u00e7\u00e3o sobre Transg\u00eaneros\u201d que, entre outros pontos, afirma: (1) \u201cDeus criou o ser humano como duas pessoas que s\u00e3o respectivamente identificadas como homem e mulher em termos de g\u00eanero\u201d; (2) \u201ca partir da perspectiva b\u00edblica, o ser humano \u00e9 uma unidade psicossom\u00e1tica\u201d; (3) \u201ca Escritura reconhece, por\u00e9m, que, devido \u00e0 queda (Gn 3:6-19), o todo do ser humano, ou seja, nossas faculdades mental, f\u00edsica e espiritual, foi afetado pelo pecado (Jr 17:9; Rm 3:9; 7:14-23; 8:20-23; Gl 5:17) e necessita ser renovado por Deus (Rm 12:2)\u201d; (4) \u201co fato de alguns indiv\u00edduos alegarem uma identidade de g\u00eanero incompat\u00edvel com seu sexo biol\u00f3gico revela uma grave dicotomia. [...] Embora a disforia de g\u00eanero possa n\u00e3o ser considerada intrinsecamente um ato pecaminoso, pode resultar em escolhas pecaminosas\u201d; (5) \u201cdesde que os homens e mulheres transg\u00eaneros estejam comprometidos em ordenar sua vida de acordo com os ensinos b\u00edblicos sobre a sexualidade e o casamento, eles podem ser membros da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia\u201d; (6) \u201cvisto que a B\u00edblia considera os seres humanos como entidades integrais e n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o entre sexo biol\u00f3gico e identidade de g\u00eanero, a Igreja veementemente adverte os homens e mulheres transg\u00eaneros contra a cirurgia de mudan\u00e7a de sexo e contra o casamento, se tiverem passado por esse procedimento\u201d; (7) \u201ca B\u00edblia ordena os seguidores de Cristo a amarem uns aos outros. Criados \u00e0 imagem de Deus, todos devem ser tratados com dignidade e respeito. Isso inclui os homens e mulheres transg\u00eaneros\u201d; (8) \u201caqueles que experimentam desajuste entre seu sexo biol\u00f3gico e sua identidade de g\u00eanero s\u00e3o incentivados a seguir os princ\u00edpios b\u00edblicos ao lidar com sua ang\u00fastia. [...] Com todos os crentes, os homens e mulheres transg\u00eaneros s\u00e3o incentivados a esperar em Deus, e \u00e9-lhes oferecida a plenitude da compaix\u00e3o divina, da paz e da gra\u00e7a, em antecipa\u00e7\u00e3o da breve volta de Cristo, quando todos os verdadeiros seguidores de Cristo ser\u00e3o plenamente restaurados ao ideal de Deus.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando a quantidade de orienta\u00e7\u00f5es b\u00edblicas e denominacionais referentes ao tema sexualidade, \u00e9 poss\u00edvel enunciar alguns princ\u00edpios para o trabalho editorial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Princ\u00edpios editoriais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Defendemos em nossos materiais o conceito b\u00edblico de sexualidade, que implica sua viv\u00eancia em um relacionamento matrimonial monog\u00e2mico, heterossexual e vital\u00edcio.<\/li><li>N\u00e3o promovemos produtos da ind\u00fastria cultural que incentivem uma vis\u00e3o distorcida da sexualidade.<\/li><li>Ao confrontar comportamentos sexuais contr\u00e1rios \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o b\u00edblica, reconhecemos a dignidade das pessoas que os defendem, mas, respeitosamente, defendemos nossa posi\u00e7\u00e3o como parte de nosso compromisso com as Escrituras. Al\u00e9m disso, deixamos claro que h\u00e1 gra\u00e7a, perd\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o para todo aquele que renuncia a tais comportamentos e se compromete a viver de acordo com a vontade de Deus.<\/li><li>Nossos materiais n\u00e3o devem incitar a viol\u00eancia ou qualquer forma de preconceito em rela\u00e7\u00e3o a pessoas que vivenciem a sexualidade de maneira diferente daquela revelada nas Escrituras Sagradas.<\/li><li>Ao divulgar mat\u00e9rias que incluam relatos envolvendo a sexualidade dos personagens, deve-se tomar o cuidado de preservar a identidade dos entrevistados por meio de recursos como pseud\u00f4nimos, iniciais ou distor\u00e7\u00e3o da imagem. Esse procedimento deve ser observado mesmo quando a pessoa autoriza por escrito a revela\u00e7\u00e3o de sua identidade. Afinal, h\u00e1 outras pessoas envolvidas e o pr\u00f3prio entrevistado poder\u00e1 sofrer preconceitos ou se arrepender mais tarde.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p><em>Bibliografia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Associa\u00e7\u00e3o Geral da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia. (2005). \u201cComportamento sexual\u201d (p. 85-86), em <em>Declara\u00e7\u00f5es da Igreja<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Associa\u00e7\u00e3o Geral da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia. (2005). \u201cDoen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis\u201d (p. 87-93), em <em>Declara\u00e7\u00f5es da Igreja<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Associa\u00e7\u00e3o Geral da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia. (2005). \u201cHomossexualidade\u201d (p. 51), em <em>Declara\u00e7\u00f5es da Igreja<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Associa\u00e7\u00e3o Geral da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia. (2005). \u201cPornografia\u201d (p. 69), em <em>Declara\u00e7\u00f5es da igreja<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Divis\u00e3o Sul-Americana da Igreja Adventista. (2017). \u201cIgreja Adventista vota declara\u00e7\u00e3o sobre transg\u00eaneros\u201d. Dispon\u00edvel em: &nbsp;&lt;https:\/\/tinyurl.com\/yyxqxkrn&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>Kis, M. (2018). Sexualidade (p. 1300-1302). Em Fortin, D., &amp; Moon, J. (eds). <em>Enciclop\u00e9dia Ellen G. White<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2008). <em>Conduta sexual<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2013). <em>O lar adventista<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2015). <em>Testemunhos para a igreja<\/em> (v. 2). Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com as Escrituras, Deus criou homem e mulher, macho e f\u00eamea, para viverem a sexualidade plena exclusivamente no contexto do casamento heterossexual, monog\u00e2mico e vital\u00edcio (Gn 2:18-25; \u00cax 20:14; Lv 18:20; Mt 19:5, 6; 1Co 6:13-20; 7:3-5; Hb 13:4). 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