{"id":1418,"date":"2019-10-25T10:30:51","date_gmt":"2019-10-25T13:30:51","modified":"2022-07-20T15:34:07","modified_gmt":"2022-07-20T18:34:07","slug":"relacionamento-com-outras-religioes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adventistas.org\/pt\/comunicacao\/relacionamento-com-outras-religioes\/","title":{"rendered":"Relacionamento com outras religi\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_169126397.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"3125\" height=\"2080\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_169126397.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1657\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_169126397.jpg 3125w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_169126397.jpg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_169126397.jpg 150w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_169126397.jpg 730w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_169126397.jpg 160w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_169126397.jpg 320w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_169126397.jpg 480w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_169126397.jpg 640w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_169126397.jpg 960w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_169126397.jpg 1120w\" sizes=\"(max-width: 3125px) 100vw, 3125px\" \/><\/a><figcaption>Imagem: Shutterstock<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A B\u00edblia revela que Deus \u00e9 amor (1Jo 4:8), e uma das faces do amor \u00e9 a que confere liberdade ao ser amado. Por isso, ao criar a ra\u00e7a humana, o Senhor a fez livre para tomar suas pr\u00f3prias decis\u00f5es morais e espirituais (Gn 2:15, 17; Dt 30:19, 20; Js 24:15; Mt 16:24; Ap 3:20). Ap\u00f3s a queda, ocasionada pela desobedi\u00eancia volunt\u00e1ria do primeiro casal (Gn 3), o ser humano se tornou escravo do pecado (Jo 8:34; Rm 6:1-23). Contudo, Deus, por meio do plano da reden\u00e7\u00e3o, proveu o caminho para a reconquista da plena liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa verdade pode ser observada em uma s\u00e9rie de mandamentos, ordenan\u00e7as e orienta\u00e7\u00f5es do Antigo Testamento como, por exemplo, a observ\u00e2ncia do s\u00e1bado (\u00cax 20:8-11; Dt 5:12-15), a celebra\u00e7\u00e3o das festas (Lv 23), as leis sociais israelitas (\u00cax 21:2; Lv 25:40, 41) e as exorta\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 genu\u00edna religiosidade (Is 58; Jr 34:8-14). No Novo Testamento, Cristo proclamou a liberdade plena a todo aquele que aceita a salva\u00e7\u00e3o (Lc 4:18, 19; Jo 8:36), e os ap\u00f3stolos destacaram esse aspecto em suas cartas (Rm 6:22; 2Co 3:17; Gl 5:1; 1Pe 2:16; Tg 1:25).<\/p>\n\n\n\n<p>Os crist\u00e3os s\u00e3o comissionados a proclamar a mensagem de salva\u00e7\u00e3o a todo o mundo, como evid\u00eancia de seu compromisso com Jesus (Mt 28:18-20; Ap 14:6-12). Assim, faz parte da prega\u00e7\u00e3o e da conduta crist\u00e3 a defesa da liberdade de consci\u00eancia e religi\u00e3o, ainda que seja para garantir o direito de n\u00e3o aceitar a oferta de liberta\u00e7\u00e3o plena que Deus oferece.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde seus prim\u00f3rdios, a Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia defende o direito \u00e0 liberdade religiosa e de consci\u00eancia. Como parte de seus esfor\u00e7os, a denomina\u00e7\u00e3o organizou, em 1893, a Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Liberdade Religiosa, a mais antiga entidade do g\u00eanero em atividade no mundo. Essa bandeira do adventismo leva a igreja a adotar uma atitude respeitosa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais cren\u00e7as e religi\u00f5es, embora isso n\u00e3o implique a participa\u00e7\u00e3o em qualquer acordo ecum\u00eanico (ver \u201cMovimento ecum\u00eanico\u201d, em <em>Declara\u00e7\u00f5es da igreja<\/em>, p. 154-165).<\/p>\n\n\n\n<p>Ellen White (2014) afirmou: \u201cA bandeira da verdade e da liberdade religiosa desfraldada pelos fundadores da igreja evang\u00e9lica e pelas testemunhas de Deus durante os s\u00e9culos decorridos desde ent\u00e3o foi, neste \u00faltimo conflito, confiada a nossas m\u00e3os\u201d (p. 68). Em conson\u00e2ncia com esse pensamento, a postura dos adventistas do s\u00e9timo dia em rela\u00e7\u00e3o a outras religi\u00f5es, por meio do contato pessoal ou de sua produ\u00e7\u00e3o editorial, deve ser guiada por dois princ\u00edpios: (1) compromisso com a Palavra de Deus e (2) respeito por outras formas de cren\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O equil\u00edbrio entre esses princ\u00edpios \u00e9 bem elaborado no pensamento de Ellen White (2010). Ela destaca que \u201ca preciosa verdade tem de ser apresentada em sua for\u00e7a original. Os enganosos erros que se acham espalhados por toda parte e que est\u00e3o levando cativo o mundo devem ser desvendados\u201d (p. 41). Contudo, a apresenta\u00e7\u00e3o integral da mensagem peculiar que est\u00e1 a cargo dos adventistas do s\u00e9timo dia n\u00e3o deve ser pretexto para a publica\u00e7\u00e3o de ataques contra outras religi\u00f5es (ibid.).<\/p>\n\n\n\n<p>Ela cita a atitude de Cristo ao tratar com o advers\u00e1rio e afirma: \u201cem todas as rela\u00e7\u00f5es com os outros, jamais fa\u00e7amos contra algu\u00e9m uma acusa\u00e7\u00e3o injuriosa; muito menos devemos empregar aspereza ou severidade para com os que podem estar t\u00e3o ansiosos como n\u00f3s por saber o caminho reto\u201d (ibid., p. 40). E ainda: \u201caquele que \u00e9 descuidado e precipitado em proferir palavras ou em escrev\u00ea-las para publica\u00e7\u00e3o a ser espalhada pelo mundo [...] est\u00e1-se desqualificando para receber o legado da sagrada obra que recai neste tempo sobre os seguidores de Cristo. Os que costumam fazer severos ataques est\u00e3o formando h\u00e1bitos que pela repeti\u00e7\u00e3o se ir\u00e3o fortalecendo, e dos quais ter\u00e3o de arrepender-se\u201d (ibid., p. 41).<\/p>\n\n\n\n<p>A compreens\u00e3o b\u00edblica de liberdade e os conselhos de Ellen White quanto ao modo como os adventistas deveriam se dirigir a outras religi\u00f5es ecoam em documentos oficiais da denomina\u00e7\u00e3o. Em 1926, a Associa\u00e7\u00e3o Geral aprovou o documento O 75, que, posteriormente, foi inclu\u00eddo na praxe eclesi\u00e1stica. Ele orienta sobre o relacionamento da Igreja Adventista com outras igrejas crist\u00e3s e organiza\u00e7\u00f5es religiosas. Quatro pontos se destacam no texto: (1) \u201cReconhecemos aquelas ag\u00eancias que elevam a Cristo diante dos homens como parte do plano divino para a evangeliza\u00e7\u00e3o do mundo, e temos em alta considera\u00e7\u00e3o homens e mulheres crist\u00e3os em outras comunh\u00f5es que est\u00e3o engajados em ganhar almas para Cristo\u201d; (2) \u201cquando o trabalho mission\u00e1rio nos coloca em contato com outras sociedades mission\u00e1rias e entidades religiosas, o esp\u00edrito de cortesia crist\u00e3, sinceridade e justi\u00e7a deve prevalecer em todos os momentos\u201d; (3) \u201creconhecemos que a verdadeira religi\u00e3o \u00e9 baseada na consci\u00eancia e convic\u00e7\u00e3o. [...] Esperamos que outras entidades religiosas respondam com o mesmo esp\u00edrito de liberdade religiosa\u201d; e (4) \u201ca Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia \u00e9 incapaz de limitar sua miss\u00e3o a \u00e1reas geogr\u00e1ficas restritas por causa de sua compreens\u00e3o do mandato da comiss\u00e3o evang\u00e9lica\u201d (Department of Public Affairs and Religious Liberty, 2004, Ap\u00eandice II).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2000, no documento \u201cLiberdade religiosa, evangelismo e proselitismo\u201d, a igreja afirmou: \u201cA atividade evangel\u00edstica e mission\u00e1ria precisa respeitar a dignidade de todos os seres humanos. As pessoas precisam ser verdadeiras e transparentes ao lidar com outros grupos religiosos. Deve-se evitar a terminologia que possa ofender as outras comunidades religiosas. Declara\u00e7\u00f5es falsas ou que ridicularizem outras religi\u00f5es n\u00e3o deveriam ser feitas\u201d (2005, p. 77).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a bem fundamentada compreens\u00e3o adventista acerca do relacionamento com outras denomina\u00e7\u00f5es crist\u00e3s ou entidades religiosas deve nortear as iniciativas de comunica\u00e7\u00e3o da igreja.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Princ\u00edpios editoriais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Nossos materiais devem ser reconhecidos pelo compromisso com a causa da liberdade religiosa e de consci\u00eancia. Assim, defendemos respeitosamente o direito de crer, ou n\u00e3o crer, de todas as pessoas.<\/li><li>Devemos divulgar a compreens\u00e3o teol\u00f3gica adventista considerando-a em sua inteireza e fazendo uso de uma linguagem objetiva, clara e respeitosa. Como defensores da liberdade religiosa, queremos usufruir desse direito proclamando a mensagem que est\u00e1 sob nossa responsabilidade nos dias finais da hist\u00f3ria da Terra.<\/li><li>Ao confrontar pensamentos teol\u00f3gicos diferentes dos nossos, devemos faz\u00ea-lo de maneira respeitosa e digna, por meio da apresenta\u00e7\u00e3o bem elaborada de ideias e argumentos b\u00edblicos. N\u00e3o devemos partir para ofensas a l\u00edderes nem a entidades religiosas.<\/li><li>Devemos respeitar os s\u00edmbolos, rituais e costumes de outras religi\u00f5es, evitando cr\u00edticas desnecess\u00e1rias. Por\u00e9m, h\u00e1 casos extremos, como atos de viol\u00eancia e mutila\u00e7\u00f5es de corpos, que merecem nosso rep\u00fadio. O bom senso deve guiar a decis\u00e3o do escritor\/editor\/jornalista.<\/li><li>Atos de terrorismo n\u00e3o t\u00eam que ver com liberdade de religi\u00e3o, mas com crime. Por isso, devem ser condenados. Mas \u00e9 preciso ter cuidado para n\u00e3o fazer generaliza\u00e7\u00f5es injustas ao associar o radicalismo de um grupo com a religi\u00e3o ou denomina\u00e7\u00e3o como um todo.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p><em>Bibliografia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Associa\u00e7\u00e3o Geral da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia. (2005). \u201cLiberdade religiosa, evangelismo e proselitismo\u201d (p. 77-78), em <em>Declara\u00e7\u00f5es da igreja<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Associa\u00e7\u00e3o Geral da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia. (2005). \u201cMovimento ecum\u00eanico\u201d (p. 154-165), em <em>Declara\u00e7\u00f5es da igreja<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Carnassale, H. (org.) (2017). <em>Manual pr\u00e1tico para diretores de liberdade religiosa da igreja local<\/em>. Bras\u00edlia, DF: Divis\u00e3o Sul-Americana da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Department of Public Affairs and Religious Liberty. (2004). <em>The religious liberty leader\u2019s handbook<\/em>. Silver Spring, MD: General Conference of Seventh-day Adventists.<\/p>\n\n\n\n<p>Diop, G. (2016). <em>The foundations and functions of public affairs and religious liberty<\/em>. Silver Spring, MD: General Conference of Seventh-day Adventists.<\/p>\n\n\n\n<p>Graz, J. (2014). <em>Church ambassador<\/em>. Silver Spring, MD: General Conference of Seventh-day Adventists.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2010). <em>O outro poder<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2014). <em>Atos dos ap\u00f3stolos<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A B\u00edblia revela que Deus \u00e9 amor (1Jo 4:8), e uma das faces do amor \u00e9 a que confere liberdade ao ser amado. 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