{"id":1398,"date":"2019-10-25T10:04:54","date_gmt":"2019-10-25T13:04:54","modified":"2022-07-20T15:39:44","modified_gmt":"2022-07-20T18:39:44","slug":"atividades-competitivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adventistas.org\/pt\/comunicacao\/atividades-competitivas\/","title":{"rendered":"Atividades Competitivas"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_738806251.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"6706\" height=\"4473\" src=\"https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_738806251.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1628\" srcset=\"https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_738806251.jpg 6706w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_738806251.jpg 768w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_738806251.jpg 150w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_738806251.jpg 730w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_738806251.jpg 160w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_738806251.jpg 320w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_738806251.jpg 480w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_738806251.jpg 640w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_738806251.jpg 960w, https:\/\/files.adventistas.org\/institucional\/pt\/sites\/7\/2019\/10\/shutterstock_738806251.jpg 1120w\" sizes=\"(max-width: 6706px) 100vw, 6706px\" \/><\/a><figcaption>Imagem: Shutterstock<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o sobre como lidar com as atividades competitivas tem levado a conclus\u00f5es antag\u00f4nicas em c\u00edrculos crist\u00e3os. Por um lado, estudiosos defendem a ideia de que a competitividade possibilita o desenvolvimento de habilidades fundamentais para o \u00eaxito em um mundo no qual a concorr\u00eancia \u00e9 um fato cada vez mais intenso. Por outro, vozes se levantam para apresentar os efeitos nocivos sobre a espiritualidade e a \u00e9tica que a competitividade provoca naqueles que est\u00e3o envolvidos com ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar a B\u00edblia, nota-se, em primeiro lugar, que o lar ed\u00eanico n\u00e3o acolhia qualquer ind\u00edcio de competitividade, mas de complementaridade e companheirismo (Gn 2:18, 20). Contudo, a entrada do pecado transtornou essa ordem (Gn 3) e, como primeira evid\u00eancia de rivalidade na Terra, o texto b\u00edblico apresenta o relato do assassinato de Abel (Gn 4:4-13).<\/p>\n\n\n\n<p>As Escrituras n\u00e3o ignoram a exist\u00eancia da competitividade, mas ilustram por meio de hist\u00f3rias seus resultados negativos. Observam-se os efeitos problem\u00e1ticos da rivalidade no contexto familiar, mais restrito (Gn 21:8-11; 25:27, 28; 37:1-4), e tamb\u00e9m sob uma perspectiva mais ampla, na comunidade ou pol\u00edtica (1Sm 18:6-8; 2Rs 14:8-12). Em \u00faltima inst\u00e2ncia, foram o orgulho e o desejo de supremacia de L\u00facifer que o lan\u00e7aram fora do C\u00e9u (Is 14:12-15; Ez 28:14-17).<\/p>\n\n\n\n<p>Nos evangelhos, Jesus Cristo indica que o amor, a abnega\u00e7\u00e3o e o servi\u00e7o ao pr\u00f3ximo s\u00e3o essenciais a Seus seguidores (Mt 7:12; Mc 9:35; 10:42-45). Al\u00e9m disso, Ele recriminou a atitude competitiva dos disc\u00edpulos, que buscavam uma posi\u00e7\u00e3o preeminente em Seu reino (Lc 9:46-48; 22:24-27). Nas ep\u00edstolas, Paulo foi enf\u00e1tico ao recomendar que os crist\u00e3os vivessem de modo abnegado, considerando os outros superiores a si mesmos (Rm 12:10; Fp 2:3, 4). Ao comparar a igreja como um corpo (1Co 12), o ap\u00f3stolo salientou a dimens\u00e3o cooperativa da comunidade crist\u00e3, na qual, apesar das distin\u00e7\u00f5es funcionais, todos ocupam um papel de import\u00e2ncia, e ningu\u00e9m est\u00e1 autorizado a rebaixar seus irm\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante distinguir, por\u00e9m, a diferen\u00e7a entre atitude competitiva e aspira\u00e7\u00e3o pela excel\u00eancia (Ec 9:10; Pv 22:29; Cl 3:23; Tt 2:7). Daniel pode ser indicado como um exemplo representativo de como isso se d\u00e1 na pr\u00e1tica. Longe de alimentar um esp\u00edrito de rivalidade quanto aos demais s\u00e1bios de seu tempo, ele usou seus dons e talentos para servir \u00e0s pessoas e testemunhar a respeito do Senhor (Dn 1:20; 2:24-28; 4:9; 5:14; 6:1-4). Assim, cada indiv\u00edduo \u00e9 desafiado a desenvolver ao m\u00e1ximo suas potencialidades, buscando continuamente o crescimento pessoal, para servir ao pr\u00f3ximo e glorificar a Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao discutir o tema, Ellen White reflete os princ\u00edpios b\u00edblicos mencionados para condenar o esp\u00edrito competitivo. Ela expressa sua reprova\u00e7\u00e3o \u00e0 rivalidade e supremacia entre crist\u00e3os (2015a, p. 382; 1965<em>, <\/em>p. 172), pastores (2016b, p. 19), m\u00e9dicos obreiros (2015a, p. 48) e editoras (2010, p. 173).<\/p>\n\n\n\n<p>Em adi\u00e7\u00e3o a isso, a autora aborda a diferen\u00e7a entre competitividade e excel\u00eancia por meio de uma clara argumenta\u00e7\u00e3o. Para ela, \u201ccada um deve aperfei\u00e7oar os seus talentos at\u00e9 ao m\u00e1ximo ponto; e a fidelidade no fazer isso confere honra \u00e0 pessoa, sejam muitos ou poucos os seus dons\u201d (2016a, p. 225). Contudo, Ellen White afirma: \u201cO fermento da verdade n\u00e3o produzir\u00e1 esp\u00edrito de rivalidade, amor de ambi\u00e7\u00e3o, desejo de primazia. O amor verdadeiro, oriundo do alto, n\u00e3o \u00e9 ego\u00edsta nem mut\u00e1vel. N\u00e3o \u00e9 dependente do louvor humano. [...] O eu n\u00e3o luta por nenhum reconhecimento\u201d (2016b, p. 101, 102).<\/p>\n\n\n\n<p>Autores adventistas discutiram o assunto, em sua maior parte, aplicando-o a quest\u00f5es referentes \u00e0 pr\u00e1tica de atividades esportivas em institui\u00e7\u00f5es confessionais. Isso gerou a elabora\u00e7\u00e3o de alguns documentos oficiais da denomina\u00e7\u00e3o, lan\u00e7ados em 1962 (\u201cGuide for Health and Physical Education in Seventh-day Adventist Schools\u201d), 1964 (\u201cDepartment of Education statement of denominational attitude toward sports\u201d), 1976 (\u201cGuidelines for activities with elements of competition\u201d) e 1988 (\u201cAtividades competitivas\u201d). Este \u00faltimo apresenta tr\u00eas conclus\u00f5es gerais quanto ao tema: (1) \u201cOs crist\u00e3os devem atuar com os mais elevados motivos em sua busca de excel\u00eancia atl\u00e9tica\u201d; (2) \u201cos jogos amistosos ocasionais envolvendo institui\u00e7\u00f5es em reuni\u00f5es sociais conjuntas n\u00e3o s\u00e3o classificados como atletismo intermural ou interescolar\u201d; (3) \u201ctodos t\u00eam talentos \u2013 uns mais, outros menos. Deus espera fidelidade no servi\u00e7o sem considerar os talentos ou a remunera\u00e7\u00e3o (Mt 20:1-16). Embora os talentos sejam distribu\u00eddos diferentemente, Deus espera que as pessoas desenvolvam ao m\u00e1ximo sua capacidade, e lhes ser\u00e1 dada responsabilidade segundo a sua fidelidade\u201d (2005, p. 34).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Princ\u00edpios editoriais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>N\u00e3o promovemos hist\u00f3rias que exaltem a competitividade como qualidade a ser desenvolvida. Em narrativas, ilustra\u00e7\u00f5es ou exemplos que tratem do assunto, deve-se intencionalmente, quando apropriado, apresentar os efeitos negativos dessa atitude. Por outro lado, as virtudes crist\u00e3s da solidariedade, coopera\u00e7\u00e3o, abnega\u00e7\u00e3o e servi\u00e7o devem ser exaltadas e incentivadas como princ\u00edpios elementares no exerc\u00edcio da cidadania e vida crist\u00e3.<\/li><li>Devemos evitar ao m\u00e1ximo utilizar recursos que promovam a competitividade. O ideal \u00e9 que nossas publica\u00e7\u00f5es promovam o trabalho cooperativo, de modo a desenvolver em nosso p\u00fablico uma disposi\u00e7\u00e3o integradora, solid\u00e1ria e servi\u00e7al.<\/li><li>Devemos dar espa\u00e7o a hist\u00f3rias, ilustra\u00e7\u00f5es e exemplos que enfatizem a excel\u00eancia ou supera\u00e7\u00e3o pessoal como meio de servi\u00e7o amoroso ao pr\u00f3ximo.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p><em>Bibliografia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Associa\u00e7\u00e3o Geral da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia. (2005). Atividades competitivas (p. 26-34), em <em>Declara\u00e7\u00f5es da igreja<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Graybill, R. (1974). Ellen G. White and competitive sports. <em>The Ministry<\/em>, julho (p. 4-7).<\/p>\n\n\n\n<p>Knight, G. (2018). Competi\u00e7\u00e3o (p. 767, 768). Em Fortin, D., &amp; Moon, J. (eds.). <em>Enciclop\u00e9dia Ellen G. White<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Sather, B. (1996). The development of interscholastic sports at Seventh-day Adventist academies and colleges. Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"https:\/\/tinyurl.com\/y7me9ujm\">https:\/\/tinyurl.com\/y7me9ujm<\/a>&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (1965). <em>Para conhec\u00ea-Lo<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2010). <em>Testemunhos para a igreja <\/em>(v. 7). Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2015a). <em>Medicina e salva\u00e7\u00e3o<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2015b). <em>Mensagens escolhidas <\/em>(v. 2). Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2016a). <em>Educa\u00e7\u00e3o<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>White, E. (2016b). <em>Par\u00e1bolas de Jesus<\/em>. Tatu\u00ed, SP: Casa Publicadora Brasileira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A discuss\u00e3o sobre como lidar com as atividades competitivas tem levado a conclus\u00f5es antag\u00f4nicas em c\u00edrculos crist\u00e3os. Por um lado, estudiosos defendem a ideia de que a competitividade possibilita o desenvolvimento de habilidades fundamentais para o \u00eaxito em um mundo no qual a concorr\u00eancia \u00e9 um fato cada vez mais intenso. 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